Jogadores da Lusa veem "dois pesos e duas medidas" e se conformam
16 de dezembro de 2013 | 22h53 | atualizado às 22h53
Jogadores da Portuguesa foram ao Rio de Janeiro acompanhar pessoalmente o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que rebaixou o time no Brasileiro e manteve o Fluminense na primeira divisão. Antes mesmo do resultado, que definiu a perda de quatro pontos pela escalação irregular de Héverton na última rodada, eles já usavam a camisa "Dois pesos e duas medidas. Por que com a Lusa?". E não confiam muito no recurso para nova sessão em última instância no dia 27.
"Acho meio difícil reverter uma derrota por 5 a 0", disse o goleiro Gledson ao Sportv, sincero. "Comemoramos que não caímos e fomos para férias quando acabou o jogo. Já fizemos em campo o que poderíamos e, agora, estamos tristes. Já esperávamos o resultado desse julgamento, agora é com os advogados e a diretoria. Isso vai durar muito ainda, não termina hoje", falou o lateral Bryan.
A sensação é de injustiça. Os atletas lembraram que já houve absolvição em situações similares, inclusive quando o Fluminense foi campeão brasileiro, há três anos, ignorando o acúmulo de cartões amarelos que suspendia o meia Tartá, utilizado também irregularmente na última rodada em 2010. "O Fluminense e o Duque de Caxias tiveram casos parecidos e foram absolvidos. O Fluminense até foi campeão e não foi nem julgado. Já nós, fomos rebaixados", lamentou Gledson."O Fluminense é um time grande, de massa. A Portuguesa não tem a grandeza do Fluminense, mas tem grandes homens e pais de família que trabalharam e lutaram bastante em campo para ficar na Série A. A Portuguesa tem pouca torcida em São Paulo, mas é uma torcida sempre presente. E é o segundo time de todos no Brasil. Todos estão tristes", prosseguiu o goleiro, irritado por ver que o trabalho no campo foi em vão.
"Este ano não foi fácil para a Portuguesa, mas fomos campeões da A-2 no Paulista e permanecemos em campo na primeira divisão do Brasileiro mostrando um futebol. No último jogo, infelizmente, aconteceu esse imprevisto fora de campo. Nossa equipe lutou, fez o melhor em campo e deu o máximo pela permanência, e agora estamos tristes", continuou.
O conformismo, porém, é tão grande que os atletas já adotam o discurso de empenho na segunda divisão. "Vamos acatar o que for decidido. Na Série A ou na Série B, vamos honrar a camisa. Fomos homens neste ano. Se disputarmos a Série B, será com a cabeça erguida", disse Bryan. "Vamos fazer o nosso melhor, independentemente da divisão, sempre procurando o melhor para a Portuguesa", falou Gledson.
MENSAGEIRO.:
DOAÇÃO: BANCO BRADESCO AGENCIA 2582 CONTA CORRENTE 277372 DIG 4
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
MINISTÉRIO GERAÇÃO GRAÇA E PAZ (GENERATION MINISTRY GRACE AND PEACE) . INTENSIDADE COM DEUS : Marco Feliciano aparece entre os 100 mais influent...
MINISTÉRIO GERAÇÃO GRAÇA E PAZ (GENERATION MINISTRY GRACE AND PEACE) . INTENSIDADE COM DEUS : Marco Feliciano aparece entre os 100 mais influent...: Marco Feliciano aparece entre os 100 mais influentes do Brasil Desde 2007, a Revista Época, do grupo Globo, divulga uma lista dos 100 br...
10/12/2013 10h01 - Atualizado em 10/12/2013 13h18
Em homenagem a Mandela, Obama e Raúl Castro se cumprimentam
Aperto de mão entre cubano e americano foi antes do discurso de Obama.
Funcionário americano disse que foi 'sinal'; site cubano celebrou iniciativa.
Do G1, em São Paulo
367 comentários
O presidente americano, Barack Obama, e o presidente de Cuba, Raúl Castro, cumprimentam-se com um aperto de mãos na chegada ao estádio Soccer City (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
O presidente americano, Barack Obama, e o presidente de Cuba, Raúl Castro, cumprimentam-se com um aperto de mãos na chegada ao estádio Soccer City (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
O presidente dos EUA, Barack Obama, apertou a mão do presidente de Cuba, Raúl Castro, nesta terça-feira (10), durante ato em homenagem a Nelson Mandela.
O gesto é inédito entre os presidentes, de dois países que têm sido rivais ao longo de mais de meio século.
Raúl Castro sorriu quando Obama apertou sua mão, a caminho do púlpito onde fez um emocionado discurso em homenagem a Mandela. Os dois trocaram algumas palavras.
Um funcionário do governo dos EUA disse à France Presse que o aperto de mão com o sucessor de Fidel Castro foi uma "nova demonstração" da vontade da administração Obama de se aproximar dos inimigos dos EUA, entre eles Cuba.
Site cubano comemora
O site oficialista cubano Cuba Debate celebrou o aperto de mão.
"Obama saúda Raúl: que esta imagem seja o início do fim das agressões dos EUA a Cuba", diz a legenda da foto no site.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que também discursou na cerimônia, presenciou a cena de perto.
Observado por Dilma, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, se cumprimentam nesta terça-feira (10) em homenagem a Mandela (Foto: Reuters)
Observados por Dilma, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, se cumprimentam nesta terça-feira (10) em homenagem a Mandela (Foto: Reuters)
Contexto
Em homenagem a Mandela, Obama e Raúl Castro se cumprimentam
Aperto de mão entre cubano e americano foi antes do discurso de Obama.
Funcionário americano disse que foi 'sinal'; site cubano celebrou iniciativa.
Do G1, em São Paulo
367 comentários
O presidente americano, Barack Obama, e o presidente de Cuba, Raúl Castro, cumprimentam-se com um aperto de mãos na chegada ao estádio Soccer City (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
O presidente americano, Barack Obama, e o presidente de Cuba, Raúl Castro, cumprimentam-se com um aperto de mãos na chegada ao estádio Soccer City (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
O presidente dos EUA, Barack Obama, apertou a mão do presidente de Cuba, Raúl Castro, nesta terça-feira (10), durante ato em homenagem a Nelson Mandela.
O gesto é inédito entre os presidentes, de dois países que têm sido rivais ao longo de mais de meio século.
Raúl Castro sorriu quando Obama apertou sua mão, a caminho do púlpito onde fez um emocionado discurso em homenagem a Mandela. Os dois trocaram algumas palavras.
Um funcionário do governo dos EUA disse à France Presse que o aperto de mão com o sucessor de Fidel Castro foi uma "nova demonstração" da vontade da administração Obama de se aproximar dos inimigos dos EUA, entre eles Cuba.
Site cubano comemora
O site oficialista cubano Cuba Debate celebrou o aperto de mão.
"Obama saúda Raúl: que esta imagem seja o início do fim das agressões dos EUA a Cuba", diz a legenda da foto no site.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que também discursou na cerimônia, presenciou a cena de perto.
Observado por Dilma, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, se cumprimentam nesta terça-feira (10) em homenagem a Mandela (Foto: Reuters)
Observados por Dilma, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, se cumprimentam nesta terça-feira (10) em homenagem a Mandela (Foto: Reuters)
Contexto
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Drogba e Eboué podem ser punidos por homenagem a Nelson Mandela
Dirigentes da federação turca de futebol vão convocar os jogadores para cobrar explicações. Entidade diz coibir manifestações políticas de atletas dentro de campo
Gazeta | 09/12/2013 12:06:20
AP
O marfinense Drogba saúda a torcida usando uma camisa em homenagem a Nelson Mandela
As homenagens que os marfinenses Didier Drogba e Emmanuel Eboué prestaram a Nelson Mandela podem ser punidas pela Federação Turca de Futebol. De acordo com informações da imprensa local, a entidade estuda convocar os dois jogadores para cobrar explicações. A alegação seria que mensagens deste tipo não podem ser exibidas dentro do campo.
Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores
Drogba e Eboué homenagearam o ex-líder sul-africano - falecido na última quinta-feira, aos 95 anos - após a vitória do Galatasaray sobre o Elazigspor, em partida válida pelo Campeonato Turco. O centroavante exibiu uma camisa com a frase "Obrigado, Madiba (apelido de Mandela)", enquanto o lateral direito mostrou os dizeres "Descanse em paz, Nelson Mandela".
Leia mais sobre Drogba no iG Esporte
Recentemente, a Federação Turca puniu jogadores do Fethiyespor que exibiram mensagens homenageando Mustafa Keral Atatürk, primeiro presidente da Turquia, sob a alegação de manter a política fora das quatro linhas.
Dirigentes da federação turca de futebol vão convocar os jogadores para cobrar explicações. Entidade diz coibir manifestações políticas de atletas dentro de campo
Gazeta | 09/12/2013 12:06:20
AP
O marfinense Drogba saúda a torcida usando uma camisa em homenagem a Nelson Mandela
As homenagens que os marfinenses Didier Drogba e Emmanuel Eboué prestaram a Nelson Mandela podem ser punidas pela Federação Turca de Futebol. De acordo com informações da imprensa local, a entidade estuda convocar os dois jogadores para cobrar explicações. A alegação seria que mensagens deste tipo não podem ser exibidas dentro do campo.
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Drogba e Eboué homenagearam o ex-líder sul-africano - falecido na última quinta-feira, aos 95 anos - após a vitória do Galatasaray sobre o Elazigspor, em partida válida pelo Campeonato Turco. O centroavante exibiu uma camisa com a frase "Obrigado, Madiba (apelido de Mandela)", enquanto o lateral direito mostrou os dizeres "Descanse em paz, Nelson Mandela".
Leia mais sobre Drogba no iG Esporte
Recentemente, a Federação Turca puniu jogadores do Fethiyespor que exibiram mensagens homenageando Mustafa Keral Atatürk, primeiro presidente da Turquia, sob a alegação de manter a política fora das quatro linhas.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Momento Verdadeiro: Filha de Silvio Santos se casa com cantor sertanej...
Momento Verdadeiro: Filha de Silvio Santos se casa com cantor sertanej...: Famosos - O cantor sertanejo Edu , da dupla Téo & Edu , se casou com Silvia Abravanel , filha de Silvio Santos , empresário e aprese...
Momento Verdadeiro: Filha de Silvio Santos se casa com cantor sertanej...
Momento Verdadeiro: Filha de Silvio Santos se casa com cantor sertanej...: Famosos - O cantor sertanejo Edu , da dupla Téo & Edu , se casou com Silvia Abravanel , filha de Silvio Santos , empresário e aprese...
Momento Verdadeiro: Torcedor do Atlético-PR com uma fratura no crânio ...
Momento Verdadeiro: Torcedor do Atlético-PR com uma fratura no crânio ...: O confronto envolvendo torcedores de Vasco e Atlético-PR terminou com pelo menos quatro feridos na tarde deste domingo, 08 de dezembr...
Momento Verdadeiro: Flu vence o Bahia por 2 a 1, mas é rebaixado para ...
Momento Verdadeiro: Flu vence o Bahia por 2 a 1, mas é rebaixado para ...: Futebol - Bahia e Fluminense se enfrentaram, neste domingo (8), na última rodada da Série A do Brasileirão, no Fonte Nova , em Salvador...
BRASILEIRÃO: Fluminense e Vasco rebaixados à Série B e violência em Joinville
Por causa de briga nas arquibancadas, Atlético-PR e Vasco tiveram o confronto paralisado por 40 minutos
Publicado na domingo,
8 de dezembro de 2013
Campinas, SP, 08 (AFI) - A última rodada do Campeonato Brasileiro foi marcada por tragédia na cidade de Joinville, com briga generalizada entre as torcidas de Atlético-PR e Vasco da Gama; como também decretou o já esperado rebaixamento do Fluminense e também do Vasco da Gama à Série B de 2014. Eles vão fazer companhia a Ponte Preta e Náutico, que já estavam rebaixados.
Confira!
» Ex-Corinthians quer aproveitar férias para esquecer o futebol
O Vasco da Gama foi goleado pelo Atlético-PR, por 5 a 1, na Arena Joinville, palco de cenas lamentáveis de confrontos entre torcedores dos dois times. Cai um dia após completar cinco anos após a sua primeira queda para a Série B. O Fluminense caiu pela quarta vez. E conseguiu um feito inédito no ftebol brasileiro: foi campeão ano passado e agora rebaixado em 2013. Em 1998 caiu para a Série C, subindo em 1999 para a Série B, depois foi "empurrado" para a Série A.
O Fluminense precisava vencer e ainda contar com uma combinação de resultados para não cair. Até venceu o Bahia, por 2 a 1, na Fonte Nova, mas o Coritiba venceu o São Paulo, por 1 a 0, e acabou rebaixando o time das Laranjeiras. O resultado deixou o time carioca na 17.ª posição, com 46 pontos - mesmo número que o Criciúma, mas com menos vitórias: 13 a 12. Enquanto isso, os baianos ficaram com 48 e em 14.º lugar.
Quem se livrou do descenso foi o Coritiba, que bateu o São Paulo, por 1 a 0, no Estádio Novelli Júnior, em Itu (interior de São Paulo). O único gol da partida foi anotado pelo zagueiro Luccas Claro, ainda no primeiro tempo. O Coxa encerrou o Brasileirão com 48 pontos e em 13.º. Já o Tricolor, com 50, ficou em nono.
Já rebaixada, a Ponte Preta foi a Caxias do Sul e arrancou empate com o Internacional, por 0 a 0. O time campineiro, focado na decisão da Copa Sul-Americana, chegou aos 37 pontos e permaneceu na 19.ª posição. O Inter, que corria risco de descenso, fechou o ano com apenas o 15.º lugar, com 48 pontos.
Na parte de cima da tabela
O Cruzeiro já foi campeão, por isso restou apenas a briga pela vaga na Libertadores. Na capital paulista, o Grêmio segurou 0 a 0 com a Portuguesa, no Canindé, e confirmou sua presença direta na fase de grupos do torneio Continental. Além de ser o vice-campeão brasileiro. A terceira vaga ficou com o AtléticoPR, mesmo assim entrando na fase de pré-Libertadores.
O resultado levou o Imortal aos 65 pontos, mas o manteve na vice-liderança. A Lusa foi aos 48 e terminou em 13.º. Méritos do técnico Guto Ferreira.
No Rio, o Botafogo espantou a desconfiança com vitória sobre o Criciúma, por 3 a 0, no Maracanã. Lodeiro, Elias e Seedorf marcaram para o Glorioso, que terminou em quarto lugar, com 61 pontos. O detalhe é que o time carioca só vai para a pré-Libertadores caso a Ponte Preta não seja campeão da Copa Sul-Americana. O Botafogo, campeão carioca, não disputa a Libertadores há 17 anos.
O Criciúma se livrou do rebaixamento mesmo com o revés na Cidade Maravilhosa. O Tigre, comandado por Argel Fucks, ficou com 46 pontos e em 16.º, igaul em pontos do Fluminense, mas com vitórias a mais: 13 a 12.
Goiás e Vitória dançaram do G4
Quem “pipocou” foi o Goiás, que acabou goleado pelo Santos, por 3 a 0, em pleno Serra Dourada, em Goiânia. Cícero e Montillo (duas vezes) fizeram para o Peixe, que chegou aos 57 pontos e assumiu a sétima posição. Os goianos, com boas chances de chegar a Libertadores, permaneceram com 59 e em sexto lugar.
Por fim, em Belo Horizonte o Vitória empatou com o Atlético-MG por 2 a 2. O confronto marcou o retorno do meia Ronaldinho Gaúcho aos gramados, uma vez que estava parado por causa de contusão. O Vitória chegou aos 59 pontos e terminou o campeonato em quinto lugar. O Galo ficou com 57 e em oitavo.
Confira os resultados da 38ª rodada
Flamengo-RJ
1
x
1
Cruzeiro-MG
Náutico-PE
1
x
0
Corinthians-SP
Botafogo-RJ
3
x
0
Criciúma-SC
São Paulo-SP
0
x
1
Coritiba-PR
Bahia-BA
1
x
2
Fluminense-RJ
Internacional-RS
0
x
0
Ponte Preta-SP
Goiás-GO
0
x
3
Santos-SP
Atlético-MG
2
x
2
Vitória-BA
Atlético-PR
5
x
1
Vasco da Gama-RJ
Portuguesa-SP
0
x
0
Grêmio-RS
Por causa de briga nas arquibancadas, Atlético-PR e Vasco tiveram o confronto paralisado por 40 minutos
Publicado na domingo,
8 de dezembro de 2013
Campinas, SP, 08 (AFI) - A última rodada do Campeonato Brasileiro foi marcada por tragédia na cidade de Joinville, com briga generalizada entre as torcidas de Atlético-PR e Vasco da Gama; como também decretou o já esperado rebaixamento do Fluminense e também do Vasco da Gama à Série B de 2014. Eles vão fazer companhia a Ponte Preta e Náutico, que já estavam rebaixados.
Confira!
» Ex-Corinthians quer aproveitar férias para esquecer o futebol
O Vasco da Gama foi goleado pelo Atlético-PR, por 5 a 1, na Arena Joinville, palco de cenas lamentáveis de confrontos entre torcedores dos dois times. Cai um dia após completar cinco anos após a sua primeira queda para a Série B. O Fluminense caiu pela quarta vez. E conseguiu um feito inédito no ftebol brasileiro: foi campeão ano passado e agora rebaixado em 2013. Em 1998 caiu para a Série C, subindo em 1999 para a Série B, depois foi "empurrado" para a Série A.
O Fluminense precisava vencer e ainda contar com uma combinação de resultados para não cair. Até venceu o Bahia, por 2 a 1, na Fonte Nova, mas o Coritiba venceu o São Paulo, por 1 a 0, e acabou rebaixando o time das Laranjeiras. O resultado deixou o time carioca na 17.ª posição, com 46 pontos - mesmo número que o Criciúma, mas com menos vitórias: 13 a 12. Enquanto isso, os baianos ficaram com 48 e em 14.º lugar.
Quem se livrou do descenso foi o Coritiba, que bateu o São Paulo, por 1 a 0, no Estádio Novelli Júnior, em Itu (interior de São Paulo). O único gol da partida foi anotado pelo zagueiro Luccas Claro, ainda no primeiro tempo. O Coxa encerrou o Brasileirão com 48 pontos e em 13.º. Já o Tricolor, com 50, ficou em nono.
Já rebaixada, a Ponte Preta foi a Caxias do Sul e arrancou empate com o Internacional, por 0 a 0. O time campineiro, focado na decisão da Copa Sul-Americana, chegou aos 37 pontos e permaneceu na 19.ª posição. O Inter, que corria risco de descenso, fechou o ano com apenas o 15.º lugar, com 48 pontos.
Na parte de cima da tabela
O Cruzeiro já foi campeão, por isso restou apenas a briga pela vaga na Libertadores. Na capital paulista, o Grêmio segurou 0 a 0 com a Portuguesa, no Canindé, e confirmou sua presença direta na fase de grupos do torneio Continental. Além de ser o vice-campeão brasileiro. A terceira vaga ficou com o AtléticoPR, mesmo assim entrando na fase de pré-Libertadores.
O resultado levou o Imortal aos 65 pontos, mas o manteve na vice-liderança. A Lusa foi aos 48 e terminou em 13.º. Méritos do técnico Guto Ferreira.
No Rio, o Botafogo espantou a desconfiança com vitória sobre o Criciúma, por 3 a 0, no Maracanã. Lodeiro, Elias e Seedorf marcaram para o Glorioso, que terminou em quarto lugar, com 61 pontos. O detalhe é que o time carioca só vai para a pré-Libertadores caso a Ponte Preta não seja campeão da Copa Sul-Americana. O Botafogo, campeão carioca, não disputa a Libertadores há 17 anos.
O Criciúma se livrou do rebaixamento mesmo com o revés na Cidade Maravilhosa. O Tigre, comandado por Argel Fucks, ficou com 46 pontos e em 16.º, igaul em pontos do Fluminense, mas com vitórias a mais: 13 a 12.
Goiás e Vitória dançaram do G4
Quem “pipocou” foi o Goiás, que acabou goleado pelo Santos, por 3 a 0, em pleno Serra Dourada, em Goiânia. Cícero e Montillo (duas vezes) fizeram para o Peixe, que chegou aos 57 pontos e assumiu a sétima posição. Os goianos, com boas chances de chegar a Libertadores, permaneceram com 59 e em sexto lugar.
Por fim, em Belo Horizonte o Vitória empatou com o Atlético-MG por 2 a 2. O confronto marcou o retorno do meia Ronaldinho Gaúcho aos gramados, uma vez que estava parado por causa de contusão. O Vitória chegou aos 59 pontos e terminou o campeonato em quinto lugar. O Galo ficou com 57 e em oitavo.
Confira os resultados da 38ª rodada
Flamengo-RJ
1
x
1
Cruzeiro-MG
Náutico-PE
1
x
0
Corinthians-SP
Botafogo-RJ
3
x
0
Criciúma-SC
São Paulo-SP
0
x
1
Coritiba-PR
Bahia-BA
1
x
2
Fluminense-RJ
Internacional-RS
0
x
0
Ponte Preta-SP
Goiás-GO
0
x
3
Santos-SP
Atlético-MG
2
x
2
Vitória-BA
Atlético-PR
5
x
1
Vasco da Gama-RJ
Portuguesa-SP
0
x
0
Grêmio-RS
Internacional
Ex-militar de 85 anos detido na Coreia do Norte volta aos EUA
País comunista acusa Merrill Newman de crimes durante a Guerra da Coreia
Merrill Newman, 85 anos, soldado americano aposentado libertado da Coreia do Norte no sábado, na chegada ao Aeroporto Internacional de San Francisco
Merrill Newman, 85 anos, soldado americano aposentado libertado da Coreia do Norte no sábado, na chegada ao Aeroporto Internacional de San Francisco (Noah Berger/Reuters)
Um ex-soldado norte-americano de 85 anos que ficou preso na Coreia do Norte por mais de um mês chegou neste sábado a São Francisco, na Califórnia, onde reuniu-se a familiares. A Coreia do Norte acusa Merrill E. Newman de ter cometido crimes durante a Guerra da Coreia, há seis décadas.
De mãos dadas com a mulher, Newman apareceu sorridente na coletiva de imprensa. "Eu estou feliz. Foi um lindo retorno para casa. Estou cansado, mas estou pronto para ficar com minha família".
A agência estatal de notícias norte-coreana disse que Newman foi solto por questões humanitárias e porque pediu desculpas e assumiu ter cometido erros. Newman atuou entre 1950 e 1953 na Guerra da Coreia ao lado da guerrilha anticomunista. Por isso, o regime comunista o considera um criminoso de guerra.
Leia também:
Coreia do Norte detém cidadão americano de 85 anos
Coreia do Norte afirma ter prendido espião sul-coreano. Seul nega
Coreia do Norte acusa presidente da Coreia do Sul de 'vulgaridade moral'
O norte-americano visitava o país asiático como turista quando foi retirado de um avião da companhia Air Koryo em Pyongyang, minutos antes da decolagem do voo com destino a Pequim, no dia 26 de outubro. Durante a prisão, Newman, que sofre de doença cardíaca, recebeu a medicação dos norte-coreanos, com auxílio de diplomatas suecos.
O veterano é o segundo americano detido na Coreia do Norte em um ano. O missionário cristão Kenneth Bae foi preso em novembro de 2012 e condenado em maio a 15 anos de trabalhos forçados. O governo norte-coreano disse que ele foi considerado culpado por "atos hostis" e tentar derrubar o governo.
(Com informações da agência Reuters)
Ex-militar de 85 anos detido na Coreia do Norte volta aos EUA
País comunista acusa Merrill Newman de crimes durante a Guerra da Coreia
Merrill Newman, 85 anos, soldado americano aposentado libertado da Coreia do Norte no sábado, na chegada ao Aeroporto Internacional de San Francisco
Merrill Newman, 85 anos, soldado americano aposentado libertado da Coreia do Norte no sábado, na chegada ao Aeroporto Internacional de San Francisco (Noah Berger/Reuters)
Um ex-soldado norte-americano de 85 anos que ficou preso na Coreia do Norte por mais de um mês chegou neste sábado a São Francisco, na Califórnia, onde reuniu-se a familiares. A Coreia do Norte acusa Merrill E. Newman de ter cometido crimes durante a Guerra da Coreia, há seis décadas.
De mãos dadas com a mulher, Newman apareceu sorridente na coletiva de imprensa. "Eu estou feliz. Foi um lindo retorno para casa. Estou cansado, mas estou pronto para ficar com minha família".
A agência estatal de notícias norte-coreana disse que Newman foi solto por questões humanitárias e porque pediu desculpas e assumiu ter cometido erros. Newman atuou entre 1950 e 1953 na Guerra da Coreia ao lado da guerrilha anticomunista. Por isso, o regime comunista o considera um criminoso de guerra.
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O norte-americano visitava o país asiático como turista quando foi retirado de um avião da companhia Air Koryo em Pyongyang, minutos antes da decolagem do voo com destino a Pequim, no dia 26 de outubro. Durante a prisão, Newman, que sofre de doença cardíaca, recebeu a medicação dos norte-coreanos, com auxílio de diplomatas suecos.
O veterano é o segundo americano detido na Coreia do Norte em um ano. O missionário cristão Kenneth Bae foi preso em novembro de 2012 e condenado em maio a 15 anos de trabalhos forçados. O governo norte-coreano disse que ele foi considerado culpado por "atos hostis" e tentar derrubar o governo.
(Com informações da agência Reuters)
Vascaínos usam 20 ônibus, avião e fazem festa em Joinville antes de 'final'
Postado por:Bol.com.br emSem categoria 08 | 12 | 2013 - 12:30:24 0
A torcida do Vasco provou mais uma vez o amor pelo clube neste domingo. Desde a madrugada, grupos de cruzmaltinos começaram a chegar a Joinville para acompanhar a “decisão” contra o Atlético-PR, às 17h (de Brasília), pela última rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo vale a permanência na elite nacional para os cariocas. Por isso, os torcedores não abriram mão de uma intensa mobilização para apoio aos jogadores.
Pelo menos 20 ônibus de organizadas deixaram o Rio de Janeiro no último sábado em direção ao estado de Santa Catarina. Um bom grupo de torcedores também optou pelo transporte aéreo para chegar ao local do jogo. A diretoria estima que cerca de 1.500 vascaínos viajaram para torcer pela equipe.
Assim que chegaram, os torcedores se dirigiram ao hotel que serve de concentração ao Cruzmaltino no centro de Joinville na expectativa de conseguir contato com dirigentes e jogadores. Gritos de “Vasco” foram ouvidos repetidamente desde as primeiras horas da manha. Com um esquema de segurança que conta com 20 homens, o clube manteve a tranquilidade dos atletas e nenhum episódio violento foi registrado.
O local destinado aos torcedores do clube de São Januário na Arena Joinville comporta 4.000 pessoas. Porém, por questão de segurança, as autoridades decidiram liberar apenas 3.700 entradas. A torcida do Atlético-PR, mandante da partida, tem direito a cerca de 15 mil ingressos.
Os preços estão estipulados nos seguintes valores: R$ 100 a inteira e R$ 50 a meia-entrada no setor de arquibancada descoberta. Já para a área coberta do estádio, o valor é de R$ 150 a inteira e R$ 75 a meia-entrada. Os bilhetes seguem comercializados até o fim da carga.
O paranaenses lutam por uma vaga na Copa Libertadores de 2013. O time falhou na primeira tentativa, quando foi derrotado pelo Flamengo na final da Copa do Brasil. Já o Vasco precisa pelo menos do triunfo e mais um resultado para escapar da queda. Os placares benéficos são os seguintes: uma derrota do Criciúma para o Botafogo, empate ou derrota do Coritiba frente ao São Paulo. Um empate com o Atlético-PR torna obrigatórias as derrotas de Coritiba e Fluminense.
Postado por:Bol.com.br emSem categoria 08 | 12 | 2013 - 12:30:24 0
A torcida do Vasco provou mais uma vez o amor pelo clube neste domingo. Desde a madrugada, grupos de cruzmaltinos começaram a chegar a Joinville para acompanhar a “decisão” contra o Atlético-PR, às 17h (de Brasília), pela última rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo vale a permanência na elite nacional para os cariocas. Por isso, os torcedores não abriram mão de uma intensa mobilização para apoio aos jogadores.
Pelo menos 20 ônibus de organizadas deixaram o Rio de Janeiro no último sábado em direção ao estado de Santa Catarina. Um bom grupo de torcedores também optou pelo transporte aéreo para chegar ao local do jogo. A diretoria estima que cerca de 1.500 vascaínos viajaram para torcer pela equipe.
Assim que chegaram, os torcedores se dirigiram ao hotel que serve de concentração ao Cruzmaltino no centro de Joinville na expectativa de conseguir contato com dirigentes e jogadores. Gritos de “Vasco” foram ouvidos repetidamente desde as primeiras horas da manha. Com um esquema de segurança que conta com 20 homens, o clube manteve a tranquilidade dos atletas e nenhum episódio violento foi registrado.
O local destinado aos torcedores do clube de São Januário na Arena Joinville comporta 4.000 pessoas. Porém, por questão de segurança, as autoridades decidiram liberar apenas 3.700 entradas. A torcida do Atlético-PR, mandante da partida, tem direito a cerca de 15 mil ingressos.
Os preços estão estipulados nos seguintes valores: R$ 100 a inteira e R$ 50 a meia-entrada no setor de arquibancada descoberta. Já para a área coberta do estádio, o valor é de R$ 150 a inteira e R$ 75 a meia-entrada. Os bilhetes seguem comercializados até o fim da carga.
O paranaenses lutam por uma vaga na Copa Libertadores de 2013. O time falhou na primeira tentativa, quando foi derrotado pelo Flamengo na final da Copa do Brasil. Já o Vasco precisa pelo menos do triunfo e mais um resultado para escapar da queda. Os placares benéficos são os seguintes: uma derrota do Criciúma para o Botafogo, empate ou derrota do Coritiba frente ao São Paulo. Um empate com o Atlético-PR torna obrigatórias as derrotas de Coritiba e Fluminense.
Coreia do Sul consultou os EUA antes de ampliar zona de defesa aérea
Agência Brasil+A-AImprimir
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O governo da Coreia do Sul consultou autoridades norte-americanas antes de expandir sua zona de defesa aérea, que se sobrepõe à anunciada recentemente pela China. A informação foi confirmada hoje (8) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
O porta-voz do órgão, Jen Psaki, divulgou um comunicado destacando que a decisão sul-coreana foi tomada após “conversas com os Estados Unidos”.
O anúncio sobre a ampliação da Zona de Identificação de Defesa Aérea foi feito pelo governo da Coreia do Sul em resposta à recente decisão da China de instaurar um perímetro idêntico que se sobrepõe ao espaço controlado há anos por Seul.
Essa zona foi alargada em direção ao sul e inclui agora o espaço aéreo sobre o ilhote submerso de Ieodo, administrado por Seul, que instalou no local uma plataforma de investigação científica. Autoridades de Pequim afirmam que a área é parte da sua Zona Econômica Exclusiva.
No final de novembro, a China anunciou uma nova zona de defesa aérea, que desencadeou uma onda de protestos por parte da Coreia do Sul e do Japão. As críticas recaem sobre o fato do novo perímetro cobrir também as ilhas Senkaku e Diaoyu, administradas por Tóquio. Pequim reclama a soberania das ilhas.
Tags: coreia, crise, espaço, estados unidos, internacional
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O governo da Coreia do Sul consultou autoridades norte-americanas antes de expandir sua zona de defesa aérea, que se sobrepõe à anunciada recentemente pela China. A informação foi confirmada hoje (8) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
O porta-voz do órgão, Jen Psaki, divulgou um comunicado destacando que a decisão sul-coreana foi tomada após “conversas com os Estados Unidos”.
O anúncio sobre a ampliação da Zona de Identificação de Defesa Aérea foi feito pelo governo da Coreia do Sul em resposta à recente decisão da China de instaurar um perímetro idêntico que se sobrepõe ao espaço controlado há anos por Seul.
Essa zona foi alargada em direção ao sul e inclui agora o espaço aéreo sobre o ilhote submerso de Ieodo, administrado por Seul, que instalou no local uma plataforma de investigação científica. Autoridades de Pequim afirmam que a área é parte da sua Zona Econômica Exclusiva.
No final de novembro, a China anunciou uma nova zona de defesa aérea, que desencadeou uma onda de protestos por parte da Coreia do Sul e do Japão. As críticas recaem sobre o fato do novo perímetro cobrir também as ilhas Senkaku e Diaoyu, administradas por Tóquio. Pequim reclama a soberania das ilhas.
Tags: coreia, crise, espaço, estados unidos, internacional
África do Sul relembra Mandela com dia de homenagens e orações
domingo, 8 de dezembro de 2013 13:38 BRST Imprimir | Uma página [-] Texto [+]
Um homem observa flores à esquerda de uma escultura do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela em Londres. 8/12/2013 REUTERS/Olivia Harris
1 de 1Versão na íntegra
"Ele defendia liberdade. Ele lutou contra aqueles que oprimiram outros. Ele queria que todos fossem livres", emendou.
O dia de orações é o passo inicial de um programa oficial de luto, que inclui serviço memorial em um estádio de Johanesburgo na terça-feira e um funeral de Estado no próximo domingo, na antiga cidade de Mandela, em Qunu, na província de Cabo Oriental --esperado para ser um dos maiores encontros de líderes mundiais recentes da história.
Cinquenta e nove chefes de governo estrangeiros já informaram que vão comparecer ao memorial ou ao funeral, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Membros da realeza e celebridades também são esperados.
O presidente dos EUA, Barack Obama, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o premiê britânico, David Cameron, estarão entre os líderes presentes no país na próxima terça-feira.
A presidente Dilma Rousseff deve viajar na sexta-feira que vem, dia 13, para chegar à África do Sul no dia seguinte e participar do funeral de Mandela.
O falecimento de Mandela, embora esperado uma vez que ele sucumbiu lentamente a problemas pulmonares que datam de seus dias na notória colônia penal de Robben Island, motivou amplo exame de consciência entre os sul-africanos, seis meses antes de eleições presidenciais e legislativas.
domingo, 8 de dezembro de 2013 13:38 BRST Imprimir | Uma página [-] Texto [+]
Um homem observa flores à esquerda de uma escultura do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela em Londres. 8/12/2013 REUTERS/Olivia Harris
1 de 1Versão na íntegra
"Ele defendia liberdade. Ele lutou contra aqueles que oprimiram outros. Ele queria que todos fossem livres", emendou.
O dia de orações é o passo inicial de um programa oficial de luto, que inclui serviço memorial em um estádio de Johanesburgo na terça-feira e um funeral de Estado no próximo domingo, na antiga cidade de Mandela, em Qunu, na província de Cabo Oriental --esperado para ser um dos maiores encontros de líderes mundiais recentes da história.
Cinquenta e nove chefes de governo estrangeiros já informaram que vão comparecer ao memorial ou ao funeral, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Membros da realeza e celebridades também são esperados.
O presidente dos EUA, Barack Obama, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o premiê britânico, David Cameron, estarão entre os líderes presentes no país na próxima terça-feira.
A presidente Dilma Rousseff deve viajar na sexta-feira que vem, dia 13, para chegar à África do Sul no dia seguinte e participar do funeral de Mandela.
O falecimento de Mandela, embora esperado uma vez que ele sucumbiu lentamente a problemas pulmonares que datam de seus dias na notória colônia penal de Robben Island, motivou amplo exame de consciência entre os sul-africanos, seis meses antes de eleições presidenciais e legislativas.
Mandela está entre as maiores personalidades do século 20. Veja lista
R7 lista as personalidades mais influentes e revolucionárias do século passado
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Texto: -A +A
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O mundo homenageia desde quinta-feira (5) o legado de Nelson Mandela, uma das personalidades mais importantes do século 20, fonte de inspiração universal por seus valores de perdão e reconciliação.Como poucos, Mandela representou um salto para a humanidade e, por isso, entra para a história como um exemplo para o século 21. Nas imagens a seguir, veja uma lista com as dez maiores personalidades do século passado. Para fazer a escolha, o R7 optou por personalidades de diferentes áreas que se destacaram por seus inventos, ideias e batalhas, e que deixaram um legado que não marcaram apenas o passado, mas que ainda influenciam a sociedade contemporânea
O físico Albert Einstein certamente foi uma das personalidades mais marcantes do século 20. Ele mudou totalmente a visão do homem sobre o universo ao provar a teoria da relatividade, que deixou para trás as idéias de Isaac Newton, até então o físico mais importante da história.A personalidade de Einstein também mostrou um intelecto à frente do seu tempo. Ele sempre deu a impressão de que era um homem irreverente e humilde que pensava a humanidade para além das fronteiras nacionais e preconceitos culturais
O líder indiano Mahatma Gandhi, durante a vida, deu uma aula de pacifismo ao conseguir libertar seu país dos colonizadores britânicos e unificar a nação despedaçada pelo legado imperialista sem pegar em armas ou derrubar uma gota de sangue.Gandhi também ajudou a revalorizar a cultura indiana, motivando seu povo a lutar contra a exploração e submissão. Na imagem, o pacifista faz uma greve de fome enquanto usa uma roca de fiar algodão típica no país antes da invasão das industrias têxteis estrangeiras
O empresário e visionário Henry Ford criou e viabilizou a indústria moderna. Ele foi responsável pela linha de montagem que barateou e acelerou a produção industrial em todos os campos. Ford acreditava que seus carros deveriam ser tão baratos que seus próprios funcionários poderiam comprá-los e utilizá-los como meio de transporte
Winston Churchill foi o primeiro-ministro britânico que liderou a resistência do país contra os nazistas e a reconstrução da Europa após a 2ª Guerra Mundial.Churchill ficou conhecido por ser um hábil estrategista militar, um ótimo negociador político e um eficaz administrador do Estado e da economia nacional. Na imagem, Churchill posa ao lado do presidente americano, Franklin D. Roosvelt, e do líder da URSS, Josef Stalin, ainda durante a guerra. O britânico ficou famoso por defender o legado democrático da Europa antes do início da guerra, o que permitiu a reconstrução da França e da Alemanha ocidental
Sigmund Freud foi um dos pais da psicanálise e contribuiu enormemente para o avanço de uma das ciências mais desconhecidas do ser humano: o comportamento da mente. Freud foi bastante polêmico em vida, mas seu legado é até hoje alvo de estudos devido ao seu aspecto vanguardista. O neurologista revolucionou a interpretação da humanidade sobre a influência do inconsciente e da sexualidade, algo que teve impacto direto na sociedade e cultura contemporâneas
Muhammad Ali foi o maior boxeador de todos os tempos, mas ele foi além de um mero esportista. O boxeador americano foi um ativista dos direitos civis, mudou de nome e levou ao continente africano diversos eventos do esporte.Ali usou sua popularidade para enfrentar as autoridades opressoras dos EUA e conseguiu popularizar o debate sobre os direitos civis enquanto valorizava suas origens culturais
Ernesto Che Guevara é o simbolo da resistência latino-americana no século 20. O médico argentino conseguiu sintetizar o espirito da região ao enfrentar um dos maiores inimigos da cultura e economia regional: os abusos dos Estados Unidos, que tratavam a região como um 'quintal'.Che ajudou a criar o governo comunista em Cuba, algo praticamente impossível diante da proximidade da ilha com os EUA, maior potência do mundo, em plena Guerra Fria. Além disso, ele também viajou pelo continente se envolvendo em diversas lutas populares da região. Poucos personagens latino-americanos receberam tamanha importância internacional e ajudaram a valorizar a cultura de povos antes considerados inferiores pelas potências imperialistas
Charlie Chaplin foi ator, escritor, diretor, empresário, músico, comediante e dançarino que revolucionou o cinema e a cultura do século 20. Chaplin contribuiu não só para o desenvolvimento de novas técnicas cinematográficas como abordou em seus filmes temas bastante polêmicos, como a pobreza e os direitos humanos — sempre com a maior elegância!
Mao Tse-tung foi o chinês que liderou a país na Revolução comunista. Se Mao não tivesse existido, a potência chinesa que atualmente domina boa parte da economia global certamente não existiria. O chinês é bastante polêmico, já que em seu governo ele promoveu a Revolução Cultural, que queimou livros e assassinou professores tidos como opositores ao povo. Entretanto, Mao conseguiu mobilizar uma multidão nunca antes vista na humanidade e promoveu avanços sociais que tiraram o país mais populoso do mundo da miséria dos períodos anteriores
Libertado em 1990 após ter passado 27 anos atrás das grades do apartheid, Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul quatro anos depois. Foi um grande reconciliador, conquistando a admiração de ex-inimigos, a quem soube escutar.Mandela entra para a história por ter negociado com o governo do apartheid uma transição pacífica para uma democracia multirracial e por ter evitado uma guerra civil que, no início dos anos 1990, parecia praticamente inevitável
Avançar
AnteriorO mundo homenageia desde quinta-feira (5) o legado de Nelson Mandela, uma das personalidades mais importantes do século 20, fonte de inspiração universal por seus valores de perdão e reconciliação.Como poucos, Mandela representou um salto para a humanidade e, por isso, entra para a história como um exemplo para o século 21. Nas imagens a seguir, veja uma lista com as dez maiores personalidades do século passado. Para fazer a escolha, o R7 optou por personalidades de diferentes áreas que se destacaram por seus inventos, ideias e batalhas, e que deixaram um legado que não marcaram apenas o passado, mas que ainda influenciam a sociedade contemporânea Próxima
O mundo homenageia desde quinta-feira (5) o legado de Nelson Mandela, uma das personalidades mais importantes do século 20, fonte de inspiração universal por seus valores de perdão e reconciliação.
Como poucos, Mandela representou um salto para a humanidade e, por isso, entra para a história como um exemplo para o século 21.
Nas imagens a seguir, veja uma lista com as dez maiores personalidades do século passado.
Para fazer a escolha, o R7 optou por personalidades de diferentes áreas que se destacaram por seus inventos, ideias e batalhas, e que deixaram um legado que não marcaram apenas o passado, mas que ainda influenciam a sociedade contemporânea
Foto: Montagem/AP
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O físico Albert Einstein certamente foi uma das personalidades mais marcantes do século 20. Ele mudou totalmente a visão do homem sobre o universo ao provar a teoria da relatividade, que deixou para trás as idéias de Isaac Newton, até então o físico mais importante da história.A personalidade de Einstein também mostrou um intelecto à frente do seu tempo. Ele sempre deu a impressão de que era um homem irreverente e humilde que pensava a humanidade para além das fronteiras nacionais e preconceitos culturais
O líder indiano Mahatma Gandhi, durante a vida, deu uma aula de pacifismo ao conseguir libertar seu país dos colonizadores britânicos e unificar a nação despedaçada pelo legado imperialista sem pegar em armas ou derrubar uma gota de sangue.Gandhi também ajudou a revalorizar a cultura indiana, motivando seu povo a lutar contra a exploração e submissão. Na imagem, o pacifista faz uma greve de fome enquanto usa uma roca de fiar algodão típica no país antes da invasão das industrias têxteis estrangeiras
O empresário e visionário Henry Ford criou e viabilizou a indústria moderna. Ele foi responsável pela linha de montagem que barateou e acelerou a produção industrial em todos os campos. Ford acreditava que seus carros deveriam ser tão baratos que seus próprios funcionários poderiam comprá-los e utilizá-los como meio de transporte
Winston Churchill foi o primeiro-ministro britânico que liderou a resistência do país contra os nazistas e a reconstrução da Europa após a 2ª Guerra Mundial.Churchill ficou conhecido por ser um hábil estrategista militar, um ótimo negociador político e um eficaz administrador do Estado e da economia nacional. Na imagem, Churchill posa ao lado do presidente americano, Franklin D. Roosvelt, e do líder da URSS, Josef Stalin, ainda durante a guerra. O britânico ficou famoso por defender o legado democrático da Europa antes do início da guerra, o que permitiu a reconstrução da França e da Alemanha ocidental
Sigmund Freud foi um dos pais da psicanálise e contribuiu enormemente para o avanço de uma das ciências mais desconhecidas do ser humano: o comportamento da mente. Freud foi bastante polêmico em vida, mas seu legado é até hoje alvo de estudos devido ao seu aspecto vanguardista. O neurologista revolucionou a interpretação da humanidade sobre a influência do inconsciente e da sexualidade, algo que teve impacto direto na sociedade e cultura contemporâneas
Muhammad Ali foi o maior boxeador de todos os tempos, mas ele foi além de um mero esportista. O boxeador americano foi um ativista dos direitos civis, mudou de nome e levou ao continente africano diversos eventos do esporte.Ali usou sua popularidade para enfrentar as autoridades opressoras dos EUA e conseguiu popularizar o debate sobre os direitos civis enquanto valorizava suas origens culturais
Ernesto Che Guevara é o simbolo da resistência latino-americana no século 20. O médico argentino conseguiu sintetizar o espirito da região ao enfrentar um dos maiores inimigos da cultura e economia regional: os abusos dos Estados Unidos, que tratavam a região como um 'quintal'.Che ajudou a criar o governo comunista em Cuba, algo praticamente impossível diante da proximidade da ilha com os EUA, maior potência do mundo, em plena Guerra Fria. Além disso, ele também viajou pelo continente se envolvendo em diversas lutas populares da região. Poucos personagens latino-americanos receberam tamanha importância internacional e ajudaram a valorizar a cultura de povos antes considerados inferiores pelas potências imperialistas
Charlie Chaplin foi ator, escritor, diretor, empresário, músico, comediante e dançarino que revolucionou o cinema e a cultura do século 20. Chaplin contribuiu não só para o desenvolvimento de novas técnicas cinematográficas como abordou em seus filmes temas bastante polêmicos, como a pobreza e os direitos humanos — sempre com a maior elegância!
Mao Tse-tung foi o chinês que liderou a país na Revolução comunista. Se Mao não tivesse existido, a potência chinesa que atualmente domina boa parte da economia global certamente não existiria. O chinês é bastante polêmico, já que em seu governo ele promoveu a Revolução Cultural, que queimou livros e assassinou professores tidos como opositores ao povo. Entretanto, Mao conseguiu mobilizar uma multidão nunca antes vista na humanidade e promoveu avanços sociais que tiraram o país mais populoso do mundo da miséria dos períodos anteriores
Libertado em 1990 após ter passado 27 anos atrás das grades do apartheid, Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul quatro anos depois. Foi um grande reconciliador, conquistando a admiração de ex-inimigos, a quem soube escutar.Mandela entra para a história por ter negociado com o governo do apartheid uma transição pacífica para uma democracia multirracial e por ter evitado uma guerra civil que, no início dos anos 1990, parecia praticamente inevitável
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AnteriorO mundo homenageia desde quinta-feira (5) o legado de Nelson Mandela, uma das personalidades mais importantes do século 20, fonte de inspiração universal por seus valores de perdão e reconciliação.Como poucos, Mandela representou um salto para a humanidade e, por isso, entra para a história como um exemplo para o século 21. Nas imagens a seguir, veja uma lista com as dez maiores personalidades do século passado. Para fazer a escolha, o R7 optou por personalidades de diferentes áreas que se destacaram por seus inventos, ideias e batalhas, e que deixaram um legado que não marcaram apenas o passado, mas que ainda influenciam a sociedade contemporânea Próxima
O mundo homenageia desde quinta-feira (5) o legado de Nelson Mandela, uma das personalidades mais importantes do século 20, fonte de inspiração universal por seus valores de perdão e reconciliação.
Como poucos, Mandela representou um salto para a humanidade e, por isso, entra para a história como um exemplo para o século 21.
Nas imagens a seguir, veja uma lista com as dez maiores personalidades do século passado.
Para fazer a escolha, o R7 optou por personalidades de diferentes áreas que se destacaram por seus inventos, ideias e batalhas, e que deixaram um legado que não marcaram apenas o passado, mas que ainda influenciam a sociedade contemporânea
Foto: Montagem/AP
BOMBA: Pastor Que Participou Do Batismo De Carla Perez e Xanddy Larga o Evangelho e Torna-Se Babalorixá Da Umbanda (Assista)
Em um encontro reservado para amigos e convidados, no templo da Comunidade Evangélica Artistas de Cristo (CEAC), em Salvador, Bahia, a ex-dançarina do grupo “É o Tchan”, Carla Perez, e seu marido, Xanddy, do grupo de Axé Music “Harmonia do Samba”, declararam o seu amor em Cristo e foram batizados nas águas.
Em entrevista a ISTOÉ o pastor Silvio Garcia que participou do batismo da Carla Perez e Xanddy diz que agora é Pai de Santo e cuida de um terreiro de Umbanda. Ele tem a ficha religiosa marcada por cinco denominações distintas – e a umbanda é uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuniões na casa de uma vizinha, que Silvio Garcia, batizado na Igreja Católica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa época, também era assíduo frequentador de centros espíritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia cristã e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presbítero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fiéis por seis anos. “Mas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu não me sentia feliz com a minha fé”, diz.
Fonte: Variedades Gospel Veras / Com informações: ISTOÉ
Em um encontro reservado para amigos e convidados, no templo da Comunidade Evangélica Artistas de Cristo (CEAC), em Salvador, Bahia, a ex-dançarina do grupo “É o Tchan”, Carla Perez, e seu marido, Xanddy, do grupo de Axé Music “Harmonia do Samba”, declararam o seu amor em Cristo e foram batizados nas águas.
Em entrevista a ISTOÉ o pastor Silvio Garcia que participou do batismo da Carla Perez e Xanddy diz que agora é Pai de Santo e cuida de um terreiro de Umbanda. Ele tem a ficha religiosa marcada por cinco denominações distintas – e a umbanda é uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuniões na casa de uma vizinha, que Silvio Garcia, batizado na Igreja Católica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa época, também era assíduo frequentador de centros espíritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia cristã e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presbítero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fiéis por seis anos. “Mas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu não me sentia feliz com a minha fé”, diz.
Fonte: Variedades Gospel Veras / Com informações: ISTOÉ
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Com pouco mais de R$ 800, cubana do Mais Médicos diz que tem “vida muito modesta" no Brasil
Santa Esther trabalha em posto de saúde de Embu-Guaçu, em São Paulo, desde novembro
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Texto: -A +A
Vanessa Sulina, do R7*
Santa Esther recebeu o R7 na tarde desta segunda-feira (2) para uma conversa sobre o Mais Médicos e a vida no Brasil
Santa Esther recebeu o R7 na tarde desta segunda-feira (2) para uma conversa sobre o Mais Médicos e a vida no Brasil
Eduardo Enomoto/R7
Há pouco mais de três meses, a cubana Santa Esther Gonzalez, 49 anos, desembarcava no Brasil para levar uma nova vida: atender pacientes pelo Mais Médicos. Apesar de ainda patinar no português e contar com uma espécie de tradutora para atender os pacientes da UBS (Unidade Básica de Saúde) Paulo Maneta, em Embu-Guaçu, São Paulo, ela diz que não “se sente estranha” no País. Além da médica ginecologista, mais três cubanas atendem no local. No Brasil, já são mais de 3.500 estrangeiros atuando pelo programa.
Apesar de estar em São Paulo, Santa Esther conta que saiu de Havana (Cuba) em agosto com o sonho de trabalhar na Amazônia. Vivendo com pouco mais de R$ 800 por mês e com uma “vida muito modesta”, a simpática médica cubana conversou com o R7 na segunda-feira (2) e falou sobre o Mais Médicos, a vida no posto de saúde e sua rotina no Brasil.
R7 — Como e quando soube do programa Mais Médicos?
Santa Esther — Fiquei sabendo em Cuba mesmo. Eles [governo] perguntaram se nós [médicos] gostaríamos de ir para o Brasil. Então, eu disse quero ir porque não conhecia o Brasil. Em Cuba se vê muitas novelas e filmes do Brasil. Sempre gostei de ver tudo. Somos muito parecidos, me chamava atenção o samba, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
R7 — Como foi sua chegada ao País?
Santa Esther — Todo programa quando começa tem problema de implantação, mas aqui no Brasil a adaptação foi boa. Os professores nos trataram em todo o momento para que todos nós nos sentíssemos bem. Tive um bom acolhimento e me sinto satisfeita por isso.
Governo envia mais 47 profissionais do Mais Médicos para aldeias indígenas
R7 — Como estão os atendimentos? Os pacientes gostaram de você?
Santa Esther — Estão gostando porque estão sendo atendidos. Antes, as consultas demoravam quatro meses para serem agendadas. Agora, posso atender ou agendar em um mês. Acredito que o próximo ano será melhor, porque teremos mais médicos e a consulta vai melhorar muito.
R7 — O que você tem achado do Brasil? Está gostando?
Santa Esther — O Brasil é muito grande, mas não sabia que era tinha tantos Estados. Não pensei que em Embu- Guaçu, um lugar tão perto de São Paulo era tão carente de médico. Quando cheguei aqui senti muito frio e peguei muita chuva, não vim preparada para tanto frio [risos]. Pensava que no Brasil o inverno era verão, mas não é não.
O Brasil é um lugar que todas as pessoas querem conhecer, por sua diversidade, já que é o único pais da América Latina que fala português e também tem a economia muito desenvolvida. Quando vi que era para ajudar pessoas mais necessitadas, mais pobres.
R7 — E o português? Está tendo dificuldades?
Santa Esther — Dificuldades sempre tenho. Sempre existe uma palavra que eu não sei. Tem uma enfermeira que fica comigo e me ajuda. Se tenho dúvida sobre um encaminhamento, todos me ajudam. Não me sinto uma estranha aqui. Me sinto incluída.
País poderá ampliar parceria com Cuba
R7 – Você queria vir para São Paulo?
Santa Esther — Na verdade, queria ir para a Amazônia. Sagitarianas como eu gostam as viagens, explorar lugares, ver [risos]. Mas quem sabe ainda não vou. Fiquei três dias em São Paulo [capital] e me levavam para o hotel a noite e eu ficava com medo, via muita gente. A noite era cheio como se fosse de dia.
R7 – A cultura cubana é parecida com a brasileira?
Santa Esther — Os alimentos têm muito molho, muitos condimentos. Aqui se usa muita pimenta, muita farinha. Em Cuba não, mas a comida é deliciosa. Já engordei seis quilos só em Brasília.
R7 — Fora do expediente. O que a senhora gosta de fazer?
Santa Esther — Quando eu ficava sozinha a Suzana [coordenadora de enfermagem de Saúde] me chamava para ir para a casa dela. Vou à igreja. Quando estou trabalhando, almoço aqui. E a tarde vou à padaria de Embu-Guaçu.
R7 — A senhora deixou família em Cuba?
Santa Esther — Sim. Minha mãe, de 93 anos, irmã e sobrinhos. Não sou casada...
R7 — Tem vontade de trazer eles para o Brasil?
Santa Esther —. Os cubanos vieram sozinhos. Por agora, não posso ir tenho que esperar as férias chegarem. Tem gente de outros países que trouxeram a família completa.
Santa Esther conta com a ajuda da auxiliar técnica Marilene Pereira Ramos Coimbra no posto de saúde
Santa Esther conta com a ajuda da auxiliar técnica Marilene Pereira Ramos Coimbra no posto de saúde
Eduardo Enomoto/R7
R7 — Já trabalhou em outro país?
Santa Esther — Venezuela oito anos e Paquistão (2005) por seis meses quando houve um terremoto.
R7 — O que te atraiu mais no Mais Médicos? O salário te ajudou a querer vir?
Santa Esther — Não é uma mentira que queríamos estar aqui por internacionalismo, nós nos formamos para ajudar ao próximo, fazer ação humanitária, estar onde seja necessário estar para ajudar ao pobre. Também estamos para ajudar o nosso pais. Estamos aqui para ajudar nosso país, nossa pátria, minha formação foi gratuita, não paguei nada para a escola de medicina. Nós não temos nada como o Brasil, que tem minério, petróleo, tudo. Nós temos médicos, e então exportamos. Também vim para ajudar a minha família. Isso não é mentira.
R7 — Sabemos que boa parte do sobra do salário de R$ 10 mil que vocês recebam vai para Cuba. Dá para sobreviver aqui com que sobra?
Santa Esther — Sobram R$ 2.300 para mim. Desses, 1.200 vão para a minha família e fico com pouco mais de R$ 800. O governo dá a moradia, alimentação e o transporte. Até agora tudo está bem. É uma vida muito modesta, muito, muito modesta.
R7 — E o futuro? O Brasil é País para se viver para o resto da vida?
Santa Esther — Se vive bem aqui, só tem a violência. Mas Embu-Guaçu é tranquila. Adoro a tranquilidade, as pessoas são muito humildes, muito dadas, aceitam. São pessoas muito boas, trabalhadoras. Não é bairro de rico, milionário, são pessoas trabalhadoras...
R7 — Qual sua avaliação sobre o Mais Médicos?
Santa Esther — Não viemos ocupar a vaga do trabalho de ninguém, viemos para onde o médico brasileiro não quer trabalhar.
*Colaborou Camila Savioli, estagiária do R7
Santa Esther trabalha em posto de saúde de Embu-Guaçu, em São Paulo, desde novembro
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Santa Esther recebeu o R7 na tarde desta segunda-feira (2) para uma conversa sobre o Mais Médicos e a vida no Brasil
Santa Esther recebeu o R7 na tarde desta segunda-feira (2) para uma conversa sobre o Mais Médicos e a vida no Brasil
Eduardo Enomoto/R7
Há pouco mais de três meses, a cubana Santa Esther Gonzalez, 49 anos, desembarcava no Brasil para levar uma nova vida: atender pacientes pelo Mais Médicos. Apesar de ainda patinar no português e contar com uma espécie de tradutora para atender os pacientes da UBS (Unidade Básica de Saúde) Paulo Maneta, em Embu-Guaçu, São Paulo, ela diz que não “se sente estranha” no País. Além da médica ginecologista, mais três cubanas atendem no local. No Brasil, já são mais de 3.500 estrangeiros atuando pelo programa.
Apesar de estar em São Paulo, Santa Esther conta que saiu de Havana (Cuba) em agosto com o sonho de trabalhar na Amazônia. Vivendo com pouco mais de R$ 800 por mês e com uma “vida muito modesta”, a simpática médica cubana conversou com o R7 na segunda-feira (2) e falou sobre o Mais Médicos, a vida no posto de saúde e sua rotina no Brasil.
R7 — Como e quando soube do programa Mais Médicos?
Santa Esther — Fiquei sabendo em Cuba mesmo. Eles [governo] perguntaram se nós [médicos] gostaríamos de ir para o Brasil. Então, eu disse quero ir porque não conhecia o Brasil. Em Cuba se vê muitas novelas e filmes do Brasil. Sempre gostei de ver tudo. Somos muito parecidos, me chamava atenção o samba, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
R7 — Como foi sua chegada ao País?
Santa Esther — Todo programa quando começa tem problema de implantação, mas aqui no Brasil a adaptação foi boa. Os professores nos trataram em todo o momento para que todos nós nos sentíssemos bem. Tive um bom acolhimento e me sinto satisfeita por isso.
Governo envia mais 47 profissionais do Mais Médicos para aldeias indígenas
R7 — Como estão os atendimentos? Os pacientes gostaram de você?
Santa Esther — Estão gostando porque estão sendo atendidos. Antes, as consultas demoravam quatro meses para serem agendadas. Agora, posso atender ou agendar em um mês. Acredito que o próximo ano será melhor, porque teremos mais médicos e a consulta vai melhorar muito.
R7 — O que você tem achado do Brasil? Está gostando?
Santa Esther — O Brasil é muito grande, mas não sabia que era tinha tantos Estados. Não pensei que em Embu- Guaçu, um lugar tão perto de São Paulo era tão carente de médico. Quando cheguei aqui senti muito frio e peguei muita chuva, não vim preparada para tanto frio [risos]. Pensava que no Brasil o inverno era verão, mas não é não.
O Brasil é um lugar que todas as pessoas querem conhecer, por sua diversidade, já que é o único pais da América Latina que fala português e também tem a economia muito desenvolvida. Quando vi que era para ajudar pessoas mais necessitadas, mais pobres.
R7 — E o português? Está tendo dificuldades?
Santa Esther — Dificuldades sempre tenho. Sempre existe uma palavra que eu não sei. Tem uma enfermeira que fica comigo e me ajuda. Se tenho dúvida sobre um encaminhamento, todos me ajudam. Não me sinto uma estranha aqui. Me sinto incluída.
País poderá ampliar parceria com Cuba
R7 – Você queria vir para São Paulo?
Santa Esther — Na verdade, queria ir para a Amazônia. Sagitarianas como eu gostam as viagens, explorar lugares, ver [risos]. Mas quem sabe ainda não vou. Fiquei três dias em São Paulo [capital] e me levavam para o hotel a noite e eu ficava com medo, via muita gente. A noite era cheio como se fosse de dia.
R7 – A cultura cubana é parecida com a brasileira?
Santa Esther — Os alimentos têm muito molho, muitos condimentos. Aqui se usa muita pimenta, muita farinha. Em Cuba não, mas a comida é deliciosa. Já engordei seis quilos só em Brasília.
R7 — Fora do expediente. O que a senhora gosta de fazer?
Santa Esther — Quando eu ficava sozinha a Suzana [coordenadora de enfermagem de Saúde] me chamava para ir para a casa dela. Vou à igreja. Quando estou trabalhando, almoço aqui. E a tarde vou à padaria de Embu-Guaçu.
R7 — A senhora deixou família em Cuba?
Santa Esther — Sim. Minha mãe, de 93 anos, irmã e sobrinhos. Não sou casada...
R7 — Tem vontade de trazer eles para o Brasil?
Santa Esther —. Os cubanos vieram sozinhos. Por agora, não posso ir tenho que esperar as férias chegarem. Tem gente de outros países que trouxeram a família completa.
Santa Esther conta com a ajuda da auxiliar técnica Marilene Pereira Ramos Coimbra no posto de saúde
Santa Esther conta com a ajuda da auxiliar técnica Marilene Pereira Ramos Coimbra no posto de saúde
Eduardo Enomoto/R7
R7 — Já trabalhou em outro país?
Santa Esther — Venezuela oito anos e Paquistão (2005) por seis meses quando houve um terremoto.
R7 — O que te atraiu mais no Mais Médicos? O salário te ajudou a querer vir?
Santa Esther — Não é uma mentira que queríamos estar aqui por internacionalismo, nós nos formamos para ajudar ao próximo, fazer ação humanitária, estar onde seja necessário estar para ajudar ao pobre. Também estamos para ajudar o nosso pais. Estamos aqui para ajudar nosso país, nossa pátria, minha formação foi gratuita, não paguei nada para a escola de medicina. Nós não temos nada como o Brasil, que tem minério, petróleo, tudo. Nós temos médicos, e então exportamos. Também vim para ajudar a minha família. Isso não é mentira.
R7 — Sabemos que boa parte do sobra do salário de R$ 10 mil que vocês recebam vai para Cuba. Dá para sobreviver aqui com que sobra?
Santa Esther — Sobram R$ 2.300 para mim. Desses, 1.200 vão para a minha família e fico com pouco mais de R$ 800. O governo dá a moradia, alimentação e o transporte. Até agora tudo está bem. É uma vida muito modesta, muito, muito modesta.
R7 — E o futuro? O Brasil é País para se viver para o resto da vida?
Santa Esther — Se vive bem aqui, só tem a violência. Mas Embu-Guaçu é tranquila. Adoro a tranquilidade, as pessoas são muito humildes, muito dadas, aceitam. São pessoas muito boas, trabalhadoras. Não é bairro de rico, milionário, são pessoas trabalhadoras...
R7 — Qual sua avaliação sobre o Mais Médicos?
Santa Esther — Não viemos ocupar a vaga do trabalho de ninguém, viemos para onde o médico brasileiro não quer trabalhar.
*Colaborou Camila Savioli, estagiária do R7
Presidência síria diz que vida de Mandela é lição contra tiranos
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 16:34 BRST Imprimir [-] Texto [+]
BEIRUTE, 6 Dez (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, que há dois anos e meio enfrenta uma sangrenta rebelião contra seu governo, lamentou nesta sexta-feira a morte de Nelson Mandela, dizendo que a vida do líder sul-africano foi uma inspiração para os que lutam pela liberdade e uma lição contra os tiranos.
Mandela, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, morreu na noite de quinta-feira em sua casa em Johanesburgo, o que motivou homenagens e declarações de líderes mundiais de todos os espectros políticos.
A presidência síria se uniu ao coro com um comunicado em sua página no Facebook, na qual afirmou que o líder sul-africano era uma "inspiração em valores como amor e fraternidade humana".
"Sua história de luta se tornou uma inspiração para todas as pessoas vulneráveis do mundo, na expectativa de que os opressores e agressores aprendam a lição de que no fim são eles os perdedores", diz o texto.
O conflito sírio começou em março de 2011, como um pacífico movimento de protesto pedindo reformas democráticas, mas, depois da repressão governamental, se transformou em uma guerra civil.
(Reportagem de Alexander Dziadosz)
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 16:34 BRST Imprimir [-] Texto [+]
BEIRUTE, 6 Dez (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, que há dois anos e meio enfrenta uma sangrenta rebelião contra seu governo, lamentou nesta sexta-feira a morte de Nelson Mandela, dizendo que a vida do líder sul-africano foi uma inspiração para os que lutam pela liberdade e uma lição contra os tiranos.
Mandela, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, morreu na noite de quinta-feira em sua casa em Johanesburgo, o que motivou homenagens e declarações de líderes mundiais de todos os espectros políticos.
A presidência síria se uniu ao coro com um comunicado em sua página no Facebook, na qual afirmou que o líder sul-africano era uma "inspiração em valores como amor e fraternidade humana".
"Sua história de luta se tornou uma inspiração para todas as pessoas vulneráveis do mundo, na expectativa de que os opressores e agressores aprendam a lição de que no fim são eles os perdedores", diz o texto.
O conflito sírio começou em março de 2011, como um pacífico movimento de protesto pedindo reformas democráticas, mas, depois da repressão governamental, se transformou em uma guerra civil.
(Reportagem de Alexander Dziadosz)
O sorteio desta sexta-feira (6) pôs milhões de pessoas de olho na TV. No Brasil, de maneira geral, os torcedores gostaram do grupo da Seleção.
No meio da multidão em Curitiba, a torcedora aparentava um certo nervosismo. E à medida que saiam os adversários do Brasil, surgiam novos comentaristas de futebol.
“Acho que está bem legal, o México que é meio encardidão”, disse um torcedor. O restante dos times é fichinha, como diz o ditado”, avalia outro. O torcedor de Cuiabá não concorda muito não: “No final tem Camarões, que é complicado”.
Em Fortaleza, os torcedores ficaram animados com a notícia do jogo entre Brasil e México no Castelão. Eles prometem um replay da Copa das Confederações, quando a torcida deu um show. “A gente vai de novo cantar o hino até o final e ai dar força pra Seleção”, disse um torcedor.
No Rio, a maioria dos torcedores gostou do resultado do sorteio. Para eles, o grupo do Brasil não é fraco, mas também não é de tirar o sono. E até que chegasse a definição, eles viveram momentos de ansiedade.
Daniel anotava cada seleção sorteada no papel. E fez uma revelação mística: “Sonhei com o México. O México caindo no nosso grupo”.
Na beira da praia, ingleses e uruguaios assistiram juntos ao sorteio. Franceses e equatorianos se confraternizaram. Tudo, claro, antes de a bola rolar. O chileno estava bem contente com o sorteio. Até que soube que na segunda fase podem cruzar com o Brasil. Ele diz que sempre acontece de as duas seleções se enfrentarem. E meio desanimado diz que é possível que o Chile consiga fazer algo, mas que no fim, o Brasil acaba vencendo.
Nossos torcedores concordam. ”Se jogar como na Copa das Confederações, se continuar no mesmo ritmo”, comentou um torcedor. “Brasil campeão da Copa”, afirmou outro.
No meio da multidão em Curitiba, a torcedora aparentava um certo nervosismo. E à medida que saiam os adversários do Brasil, surgiam novos comentaristas de futebol.
“Acho que está bem legal, o México que é meio encardidão”, disse um torcedor. O restante dos times é fichinha, como diz o ditado”, avalia outro. O torcedor de Cuiabá não concorda muito não: “No final tem Camarões, que é complicado”.
Em Fortaleza, os torcedores ficaram animados com a notícia do jogo entre Brasil e México no Castelão. Eles prometem um replay da Copa das Confederações, quando a torcida deu um show. “A gente vai de novo cantar o hino até o final e ai dar força pra Seleção”, disse um torcedor.
No Rio, a maioria dos torcedores gostou do resultado do sorteio. Para eles, o grupo do Brasil não é fraco, mas também não é de tirar o sono. E até que chegasse a definição, eles viveram momentos de ansiedade.
Daniel anotava cada seleção sorteada no papel. E fez uma revelação mística: “Sonhei com o México. O México caindo no nosso grupo”.
Na beira da praia, ingleses e uruguaios assistiram juntos ao sorteio. Franceses e equatorianos se confraternizaram. Tudo, claro, antes de a bola rolar. O chileno estava bem contente com o sorteio. Até que soube que na segunda fase podem cruzar com o Brasil. Ele diz que sempre acontece de as duas seleções se enfrentarem. E meio desanimado diz que é possível que o Chile consiga fazer algo, mas que no fim, o Brasil acaba vencendo.
Nossos torcedores concordam. ”Se jogar como na Copa das Confederações, se continuar no mesmo ritmo”, comentou um torcedor. “Brasil campeão da Copa”, afirmou outro.
Com ajuda de moradores, urna de Jango é devolvida a jazigo no RS
Populares que assistiam ao segundo enterro pediram para participar.
Eles depositaram pequenos pedaços de cimento sobre o túmulo da família.
Estêvão Pires
Do G1 RS, em São Borja
1 comentário
Restos mortais de Jango são devolvidos ao mausoléu da família Goulart (Foto: Estêvão Pires/G1)
Restos mortais de Jango são devolvidos ao mausoléu da família Goulart (Foto: Estêvão Pires/G1)
Os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram devolvidos ao jazigo da família na tarde desta sexta-feira (6) em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Familiares de Jango e autoridades políticas removeram a bandeira do Brasil que cobria a urna no último contato com a urna fúnebre. A polícia permitiu o acesso da população ao interior do cemitério, e moradores pediram para participar, depositando pequenas quantidades de cimento sobre o túmulo como forma de homenagem ao líder político.
Populares tentam participar do segundo enterro de Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Populares tentam participar do segundo enterro de
Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Pouco depois das 17h, funcionários da prefeitura lacravam o túmulo. A comoção também levou alguns a subirem sobre outros túmulos próximos ao do Jango para observar o sepultamento. As autoridades políticas presentes voltaram a entoar gritos de "Jango, Jango".
A emoção de João Vicente Goulart ao discursar antes do segundo enterro do pai, o ex-presidente João Goulart, marcou a missa de corpo presente realizada na Igreja Matriz mais cedo. Em tom formal, o filho do líder deposto pela ditadura militar leu um discurso que foi ovacionado. Ao final, gritou: "Meu pai Jango, vá em paz. A democracia venceu".
A ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, discursou e elogiou a postura de São Borja diante dos trabalhos de exumação e devolução dos restos mortais de Jango ao jazigo da família. "Nos sentimos honrados. É mais uma bela homenagem a quem ainda procura desaparecidos políticos. Esta cidade honra o Brasil. O que está acontecendo aqui tem um objetivo: para que nunca mais exista uma ditadura no país", afirmou.
Moradores sobem em outros túmulos para observar o segundo enterro de Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Moradores sobem em outros túmulos para observar o segundo enterro de Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Ao contrário do que ocorreu na cerimônia no aeroporto, militares não estiveram presentes na missa. "Não estranho", disse João Vicente rapidamente ao G1 antes de deixar a igreja. "Quero agradecer a presença das Forças Armadas na recepção ao meu pai", completou.
Moradores de São Borja e outros familiares de João Goulart participam da missa. Estão na cidade a viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, a filha Denise e dos netos João Marcelo e Vicente.
A viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, participa de missa (Foto: Estêvão Pires/G1)
A viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, participa
de missa (Foto: Estêvão Pires/G1)
Após um princípio de tumulto com a multidão e uma breve restrição ao acesso para evitar superlotação, a Brigada Militar liberou a entrada da comunidade que acompanha a cerimônia.
Ainda antes do evento, o padre Alvano Freitas ressaltou ao G1 a importância da celebração e disse que se trata do evento religioso mais importante de sua vida. Segundo ele, será a missa mais importante de todos os seus anos na Igreja Católica. “Para nós é uma honra muito grande, já que ele foi um presidente deposto injustamente. Queremos que este gesto reforce o regime democrático de direito e que nunca mais alguém se atreva a comprometê-lo”, salientou.
Além de Alvano, o padre Irineu Machado também foi responsável pela cerimônia. Outros familiares de Jango também estiveram presentes, como o neto Christopher Goulart, e filha Denise Goulart, e a ex-mulher do ex-presidente, Maria Thereza Goulart.
Diversas bandeiras nacionais foram carregadas pelo público, assim como quadros com a imagem de João Goulart. Simpatizantes deixaram homenagens ao lado da urna.
Populares que assistiam ao segundo enterro pediram para participar.
Eles depositaram pequenos pedaços de cimento sobre o túmulo da família.
Estêvão Pires
Do G1 RS, em São Borja
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Restos mortais de Jango são devolvidos ao mausoléu da família Goulart (Foto: Estêvão Pires/G1)
Restos mortais de Jango são devolvidos ao mausoléu da família Goulart (Foto: Estêvão Pires/G1)
Os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram devolvidos ao jazigo da família na tarde desta sexta-feira (6) em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Familiares de Jango e autoridades políticas removeram a bandeira do Brasil que cobria a urna no último contato com a urna fúnebre. A polícia permitiu o acesso da população ao interior do cemitério, e moradores pediram para participar, depositando pequenas quantidades de cimento sobre o túmulo como forma de homenagem ao líder político.
Populares tentam participar do segundo enterro de Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Populares tentam participar do segundo enterro de
Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Pouco depois das 17h, funcionários da prefeitura lacravam o túmulo. A comoção também levou alguns a subirem sobre outros túmulos próximos ao do Jango para observar o sepultamento. As autoridades políticas presentes voltaram a entoar gritos de "Jango, Jango".
A emoção de João Vicente Goulart ao discursar antes do segundo enterro do pai, o ex-presidente João Goulart, marcou a missa de corpo presente realizada na Igreja Matriz mais cedo. Em tom formal, o filho do líder deposto pela ditadura militar leu um discurso que foi ovacionado. Ao final, gritou: "Meu pai Jango, vá em paz. A democracia venceu".
A ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, discursou e elogiou a postura de São Borja diante dos trabalhos de exumação e devolução dos restos mortais de Jango ao jazigo da família. "Nos sentimos honrados. É mais uma bela homenagem a quem ainda procura desaparecidos políticos. Esta cidade honra o Brasil. O que está acontecendo aqui tem um objetivo: para que nunca mais exista uma ditadura no país", afirmou.
Moradores sobem em outros túmulos para observar o segundo enterro de Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Moradores sobem em outros túmulos para observar o segundo enterro de Jango (Foto: Estêvão Pires/G1)
Ao contrário do que ocorreu na cerimônia no aeroporto, militares não estiveram presentes na missa. "Não estranho", disse João Vicente rapidamente ao G1 antes de deixar a igreja. "Quero agradecer a presença das Forças Armadas na recepção ao meu pai", completou.
Moradores de São Borja e outros familiares de João Goulart participam da missa. Estão na cidade a viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, a filha Denise e dos netos João Marcelo e Vicente.
A viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, participa de missa (Foto: Estêvão Pires/G1)
A viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, participa
de missa (Foto: Estêvão Pires/G1)
Após um princípio de tumulto com a multidão e uma breve restrição ao acesso para evitar superlotação, a Brigada Militar liberou a entrada da comunidade que acompanha a cerimônia.
Ainda antes do evento, o padre Alvano Freitas ressaltou ao G1 a importância da celebração e disse que se trata do evento religioso mais importante de sua vida. Segundo ele, será a missa mais importante de todos os seus anos na Igreja Católica. “Para nós é uma honra muito grande, já que ele foi um presidente deposto injustamente. Queremos que este gesto reforce o regime democrático de direito e que nunca mais alguém se atreva a comprometê-lo”, salientou.
Além de Alvano, o padre Irineu Machado também foi responsável pela cerimônia. Outros familiares de Jango também estiveram presentes, como o neto Christopher Goulart, e filha Denise Goulart, e a ex-mulher do ex-presidente, Maria Thereza Goulart.
Diversas bandeiras nacionais foram carregadas pelo público, assim como quadros com a imagem de João Goulart. Simpatizantes deixaram homenagens ao lado da urna.
África do Sul define cronograma e Dilma participa de missa a Mandela no dia 10
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O governo da África do Sul definiu o cronograma para as cerimônias fúnebres em homenagem ao ex-presidente Nelson Mandela e estabeleceu que o ato no qual os chefes de Estado e de governo participarão ocorrerá na próxima terça-feira, 10 de dezembro. A previsão anterior era de que os chefes de Estado fossem recebidos no dia 14.
Interlocutores dão como certa a presença da presidente Dilma Rousseff no evento. Dilma, a exemplo de mais de 150 outros líderes, participarão da missa fúnebre oficial, que será realizada no estádio Soccer City, em Johannesburgo, que foi palco da Copa do Mundo de 2010.
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>> Funeral de Nelson Mandela será no dia 15 de dezembro
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O governo da África do Sul definiu o cronograma para as cerimônias fúnebres em homenagem ao ex-presidente Nelson Mandela e estabeleceu que o ato no qual os chefes de Estado e de governo participarão ocorrerá na próxima terça-feira, 10 de dezembro. A previsão anterior era de que os chefes de Estado fossem recebidos no dia 14.
Interlocutores dão como certa a presença da presidente Dilma Rousseff no evento. Dilma, a exemplo de mais de 150 outros líderes, participarão da missa fúnebre oficial, que será realizada no estádio Soccer City, em Johannesburgo, que foi palco da Copa do Mundo de 2010.
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>> Funeral de Nelson Mandela será no dia 15 de dezembro
Papa Francisco homenageia Mandela pela construção de uma nova África do Sul
BRASÍLIA - Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999...
Agência Brasil
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foto: Tomaz Silva/ABr
Papa Francisco homenageou Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que faleceu na noite da última quinta-feira.
Papa Francisco homenageou Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que faleceu na noite da última quinta-feira.
BRASÍLIA - O papa Francisco prestou nesta sexta-feira (6) homenagem ao líder Nelson Mandela por ter construído uma nova África do Sul e disse que espera que o exemplo dele inspire o país a lutar pela justiça e o bem comum. Em um telegrama enviado ao presidente sul-africano, Jacob Zuma, o pontífice elogiou o empenho mostrado por Nelson Mandela na defesa da dignidade humana para todos os cidadãos da nação e na construção de um novo país com base no fim da violência, na reconciliação e na verdade.
"Rezo para que o exemplo [de Mandela] inspire gerações de sul-africanos em colocar a justiça e o bem comum à frente das ambições políticas. Foi com tristeza que tomei conhecimento da morte e enviei condolências e orações a família Mandela, aos membros do governo e ao povo da África do Sul. "Peço a Deus que console e dê força a todos os que choram a morte", disse o papa.
A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na última quinta-feira (5) à noite por Jacob Zuma motivando de imediato uma série de reações de pesar provenientes de diversas personalidades e instituições de vários setores de todo o mundo.
“A nossa nação perdeu o maior dos seus filhos”, disse o presidente Jacob Zuma. De acordo com ele, a bandeira sul-africana permanecerá a meio mastro a partir desta sexta-feira até o funeral de Mandela, que terá honras de chefe de Estado. A data da cerimônia ainda não é conhecida, mas deverá ser informada ainda hoje.
Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993, Mandela morreu vítima de complicações respiratórias.
BRASÍLIA - Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999...
Agência Brasil
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foto: Tomaz Silva/ABr
Papa Francisco homenageou Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que faleceu na noite da última quinta-feira.
Papa Francisco homenageou Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que faleceu na noite da última quinta-feira.
BRASÍLIA - O papa Francisco prestou nesta sexta-feira (6) homenagem ao líder Nelson Mandela por ter construído uma nova África do Sul e disse que espera que o exemplo dele inspire o país a lutar pela justiça e o bem comum. Em um telegrama enviado ao presidente sul-africano, Jacob Zuma, o pontífice elogiou o empenho mostrado por Nelson Mandela na defesa da dignidade humana para todos os cidadãos da nação e na construção de um novo país com base no fim da violência, na reconciliação e na verdade.
"Rezo para que o exemplo [de Mandela] inspire gerações de sul-africanos em colocar a justiça e o bem comum à frente das ambições políticas. Foi com tristeza que tomei conhecimento da morte e enviei condolências e orações a família Mandela, aos membros do governo e ao povo da África do Sul. "Peço a Deus que console e dê força a todos os que choram a morte", disse o papa.
A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na última quinta-feira (5) à noite por Jacob Zuma motivando de imediato uma série de reações de pesar provenientes de diversas personalidades e instituições de vários setores de todo o mundo.
“A nossa nação perdeu o maior dos seus filhos”, disse o presidente Jacob Zuma. De acordo com ele, a bandeira sul-africana permanecerá a meio mastro a partir desta sexta-feira até o funeral de Mandela, que terá honras de chefe de Estado. A data da cerimônia ainda não é conhecida, mas deverá ser informada ainda hoje.
Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993, Mandela morreu vítima de complicações respiratórias.
Funeral de Nelson Mandela será no dia 15 de dezembro
Agência ANSA
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O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou que o enterro de Nelson Mandela, que faleceu ontem (5) aos 95 anos, será realizado no dia 15 de dezembro em Qunu, vilarejo onde ele nasceu. O mandatário também disse que o Nobel da Paz de 1993 será lembrado com uma comemoração nacional solene na próxima terça-feira (10) no estádio de Johanesburgo.
Um documento do governo de Pretória revelado pelo jornal britânico The Guardian nesta sexta-feira (6) dava conta de que as celebrações durariam 12 dias. Segundo o periódico, o evento é comparado ao funeral do papa João Paulo II em 2005, e pode começar ainda hoje, com a transferência do corpo a um mortuário, com escolta da polícia e uma possível transmissão ao vivo na televisão. A partir de amanhã, serão abertos "livros de condolências" em todas as representações diplomáticas do país no exterior, enquanto no quarto dia após a morte, iniciarão as visitas de "dignatários" à família de Madiba.
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O corpo de Mandela deve ser velado em Pretória por três dias, em um caixão com tampa de vidro. Já o funeral de Estado deve acontecer no Union Buildings, residência oficial e sede do gabinete da Presidência do país, local onde ele tomou posse após vencer as primeiras eleições democráticas depois do fim do apartheid. A cerimônia contará com a presença de líderes do mundo inteiro. Segundo o canal ABC News, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, muito provavelmente irá ao evento. O Palácio do Planalto já confirmou que Dilma Rousseff estará na África do Sul.
De acordo com o The Guardian, após o ritual com os chefes de Estado, o corpo de Madiba será transferido em um avião militar para Qunu, seu vilarejo natal, localizado na província de Cabo Oriental, onde será enterrado.
O anúncio da morte de Mandela foi feito na noite de ontem por Jacob Zuma, em um emocionado discurso televisivo. Segundo ele, o ex-presidente faleceu "serenamente em sua casa em Johanesburgo". "Quero recordar, com simples palavras, a sua humildade e a sua grande humanidade pela qual o mundo inteiro terá imensa gratidão para sempre", disse o mandatário. (ANSA)
Tags: líder, mandela, nobel, paz, saúde
Agência ANSA
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O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou que o enterro de Nelson Mandela, que faleceu ontem (5) aos 95 anos, será realizado no dia 15 de dezembro em Qunu, vilarejo onde ele nasceu. O mandatário também disse que o Nobel da Paz de 1993 será lembrado com uma comemoração nacional solene na próxima terça-feira (10) no estádio de Johanesburgo.
Um documento do governo de Pretória revelado pelo jornal britânico The Guardian nesta sexta-feira (6) dava conta de que as celebrações durariam 12 dias. Segundo o periódico, o evento é comparado ao funeral do papa João Paulo II em 2005, e pode começar ainda hoje, com a transferência do corpo a um mortuário, com escolta da polícia e uma possível transmissão ao vivo na televisão. A partir de amanhã, serão abertos "livros de condolências" em todas as representações diplomáticas do país no exterior, enquanto no quarto dia após a morte, iniciarão as visitas de "dignatários" à família de Madiba.
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O corpo de Mandela deve ser velado em Pretória por três dias, em um caixão com tampa de vidro. Já o funeral de Estado deve acontecer no Union Buildings, residência oficial e sede do gabinete da Presidência do país, local onde ele tomou posse após vencer as primeiras eleições democráticas depois do fim do apartheid. A cerimônia contará com a presença de líderes do mundo inteiro. Segundo o canal ABC News, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, muito provavelmente irá ao evento. O Palácio do Planalto já confirmou que Dilma Rousseff estará na África do Sul.
De acordo com o The Guardian, após o ritual com os chefes de Estado, o corpo de Madiba será transferido em um avião militar para Qunu, seu vilarejo natal, localizado na província de Cabo Oriental, onde será enterrado.
O anúncio da morte de Mandela foi feito na noite de ontem por Jacob Zuma, em um emocionado discurso televisivo. Segundo ele, o ex-presidente faleceu "serenamente em sua casa em Johanesburgo". "Quero recordar, com simples palavras, a sua humildade e a sua grande humanidade pela qual o mundo inteiro terá imensa gratidão para sempre", disse o mandatário. (ANSA)
Tags: líder, mandela, nobel, paz, saúde
Mandela e a libertação das amarras da revanche
'Há várias formas para um líder fazer notar sua capacidade de de orientar e de comandar', diz, em artigo, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso
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FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Publicado:
6/12/13 - 8h41
Atualizado:
6/12/13 - 9h15
Pela primeira vez desde que foi formado, o grupo The Elders reuniu todos seus dez membros em Johannesburgo. Na foto, Fernando Henrique Cardoso, Nelson Mandela, sua mulher Graça Machel, Desmond Tutu, Jimmy Carter, Mary Robinson, Kofi Annan, Gro Brundtland, Martii Ahtisaari, Ela Bhatt, Lakhdar Brahimi
Foto: Divulgação/Julho de 2007
Pela primeira vez desde que foi formado, o grupo The Elders reuniu todos seus dez membros em Johannesburgo. Na foto, Fernando Henrique Cardoso, Nelson Mandela, sua mulher Graça Machel, Desmond Tutu, Jimmy Carter, Mary Robinson, Kofi Annan, Gro Brundtland, Martii Ahtisaari, Ela Bhatt, Lakhdar Brahimi Divulgação/Julho de 2007
RIO - O mundo inteiro chora a morte de Nelson Mandela. Para nós, brasileiros, sua ação representou, além de um apelo forte à consolidação de uma nação independente, a luta pela liberação do ser humano das amarras, tanto do racismo, como da revanche. Sua vida foi envolta por uma aura de grandeza, de decência e de humildade. Ninguém definiu melhor a relação entre Mandela e seus contemporâneos que sua conterrânea Manphela Ramphele: “Não foi ele quem buscou a glória, foi esta que o procurou”.
Encontrei-me com Mandela em várias oportunidades. A primeira, em 1995, dois anos depois de ele ter sido eleito presidente da África do Sul. A última, em maio de 2010. Mandela formara um grupo, o Elders — antigos líderes dispostos a continuar pelejando pela paz e pela decência no mundo — e teve a generosidade de me incluir entre os dez escolhidos. Em nosso último encontro, de maio passado, em Johannesburgo, embora já fragilizado pela idade e pelas marcas de tantos anos de lutas e sofrimento, jantou conosco. Continuava lúcido e atento às tragédias do mundo, principalmente, às que ocorriam na África.
Sua simplicidade e, ao mesmo tempo, a imantação que decorria de sua presença deixaram marcas fortes nos que conviveram com ele. Há várias formas para um líder fazer notar sua capacidade de orientar e de comandar. Alguns a demonstram com energia e denodo. Outros com certa demagogia e proximidade com os comandados. Há ainda os que utilizam a persuasão intelectual-emotiva das palavras para serem ouvidos. Mandela dispensava tudo isso: sua presença de homem esguio, elegante, suave, com voz entre rouca, estridente, marcante, dava a seus gestos e a suas palavras uma quase santidade. Por trás de cada movimento seu, sem que ele precisasse recordar, vinha à memória dos interlocutores — fosse uma pessoa ou uma multidão — a história de um lutador que não fugiu aos desafios da luta armada, de um advogado que abraçava as causas dos humilhados e dominados, do prisioneiro que se igualava aos demais no trabalho pesado de quebrar pedreiras, do político que, ainda não liberado, se recusava a compromissos, mas que, tão logo teve a voz livre, pregou a reconciliação sem mentiras.
Era tão forte a impressão de quase sobre-humano que Mandela deixava entre os que com ele conviviam, ouviam ou sabiam de suas ações e palavras que ele próprio se assustou. No último livro que publicou, “Conversations with myself” (que tive a honra de receber das mãos de Graça Machel, com dedicatória do autor, quando ela veio a São Paulo inaugurar, no ano passado, o centro que leva o nome de quem foi sua amiga e minha mulher, Ruth Cardoso), Mandela adverte para os erros que cometeu e recusa o altar em que quase todos o colocaram: “O problema, naturalmente, é que muitos homens de sucesso se dobram a algumas formas de vaidade. Chega um momento de suas vidas em que consideram aceitável serem egoístas e vangloriam-se de suas realizações diante do público em geral como se fossem únicas” (p. 6).
Contrapondo-se a esta atitude, Mandela deixa uma lição diferente. Há um estágio na vida no qual cada reformador social se baseia, fundamentalmente, em plataformas tonitruantes como um modo de se desculpar dos fragmentos de informação mal digeridas que acumulou em sua mente; trata-se de tentativas para “impressionar as multidões, em vez de começar pela simples e calma exposição de ideias e princípios cuja verdade universal se faz evidente pela experiência pessoal e o estudo profundo” (p. 41).
Acrescenta ele, “fui vítima das fraquezas de minha geração, não uma, mas centenas de vezes. Devo ser franco e dizer-lhes que, ao olhar para o passado e ver meus primeiros escritos e discursos, fico chocado por seu pedantismo, artificialidade e falta de originalidade. A urgência de impressionar e de propagandear é claramente perceptível neles” (p. 45).
Na maturidade, declarou com serenidade: “Eu não desejo incitar as multidões. Desejo que elas entendam o que estamos fazendo; desejo incutir-lhes o espírito da reconciliação” (p. 326).
Não é preciso acrescentar mais nada para registrar a grandeza de quem soube mostrar a seu povo e a todos nós o caminho da sinceridade, da fraternidade e da luta contínua pela igualdade que a simplicidade só faz enaltecer. Choremos sua morte; guardemos seu testemunho e suas lições.
Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República (1995-2002)
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mandela-a-libertacao-das-amarras-da-revanche-10988025#ixzz2mi6yEvQq
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'Há várias formas para um líder fazer notar sua capacidade de de orientar e de comandar', diz, em artigo, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso
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FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Publicado:
6/12/13 - 8h41
Atualizado:
6/12/13 - 9h15
Pela primeira vez desde que foi formado, o grupo The Elders reuniu todos seus dez membros em Johannesburgo. Na foto, Fernando Henrique Cardoso, Nelson Mandela, sua mulher Graça Machel, Desmond Tutu, Jimmy Carter, Mary Robinson, Kofi Annan, Gro Brundtland, Martii Ahtisaari, Ela Bhatt, Lakhdar Brahimi
Foto: Divulgação/Julho de 2007
Pela primeira vez desde que foi formado, o grupo The Elders reuniu todos seus dez membros em Johannesburgo. Na foto, Fernando Henrique Cardoso, Nelson Mandela, sua mulher Graça Machel, Desmond Tutu, Jimmy Carter, Mary Robinson, Kofi Annan, Gro Brundtland, Martii Ahtisaari, Ela Bhatt, Lakhdar Brahimi Divulgação/Julho de 2007
RIO - O mundo inteiro chora a morte de Nelson Mandela. Para nós, brasileiros, sua ação representou, além de um apelo forte à consolidação de uma nação independente, a luta pela liberação do ser humano das amarras, tanto do racismo, como da revanche. Sua vida foi envolta por uma aura de grandeza, de decência e de humildade. Ninguém definiu melhor a relação entre Mandela e seus contemporâneos que sua conterrânea Manphela Ramphele: “Não foi ele quem buscou a glória, foi esta que o procurou”.
Encontrei-me com Mandela em várias oportunidades. A primeira, em 1995, dois anos depois de ele ter sido eleito presidente da África do Sul. A última, em maio de 2010. Mandela formara um grupo, o Elders — antigos líderes dispostos a continuar pelejando pela paz e pela decência no mundo — e teve a generosidade de me incluir entre os dez escolhidos. Em nosso último encontro, de maio passado, em Johannesburgo, embora já fragilizado pela idade e pelas marcas de tantos anos de lutas e sofrimento, jantou conosco. Continuava lúcido e atento às tragédias do mundo, principalmente, às que ocorriam na África.
Sua simplicidade e, ao mesmo tempo, a imantação que decorria de sua presença deixaram marcas fortes nos que conviveram com ele. Há várias formas para um líder fazer notar sua capacidade de orientar e de comandar. Alguns a demonstram com energia e denodo. Outros com certa demagogia e proximidade com os comandados. Há ainda os que utilizam a persuasão intelectual-emotiva das palavras para serem ouvidos. Mandela dispensava tudo isso: sua presença de homem esguio, elegante, suave, com voz entre rouca, estridente, marcante, dava a seus gestos e a suas palavras uma quase santidade. Por trás de cada movimento seu, sem que ele precisasse recordar, vinha à memória dos interlocutores — fosse uma pessoa ou uma multidão — a história de um lutador que não fugiu aos desafios da luta armada, de um advogado que abraçava as causas dos humilhados e dominados, do prisioneiro que se igualava aos demais no trabalho pesado de quebrar pedreiras, do político que, ainda não liberado, se recusava a compromissos, mas que, tão logo teve a voz livre, pregou a reconciliação sem mentiras.
Era tão forte a impressão de quase sobre-humano que Mandela deixava entre os que com ele conviviam, ouviam ou sabiam de suas ações e palavras que ele próprio se assustou. No último livro que publicou, “Conversations with myself” (que tive a honra de receber das mãos de Graça Machel, com dedicatória do autor, quando ela veio a São Paulo inaugurar, no ano passado, o centro que leva o nome de quem foi sua amiga e minha mulher, Ruth Cardoso), Mandela adverte para os erros que cometeu e recusa o altar em que quase todos o colocaram: “O problema, naturalmente, é que muitos homens de sucesso se dobram a algumas formas de vaidade. Chega um momento de suas vidas em que consideram aceitável serem egoístas e vangloriam-se de suas realizações diante do público em geral como se fossem únicas” (p. 6).
Contrapondo-se a esta atitude, Mandela deixa uma lição diferente. Há um estágio na vida no qual cada reformador social se baseia, fundamentalmente, em plataformas tonitruantes como um modo de se desculpar dos fragmentos de informação mal digeridas que acumulou em sua mente; trata-se de tentativas para “impressionar as multidões, em vez de começar pela simples e calma exposição de ideias e princípios cuja verdade universal se faz evidente pela experiência pessoal e o estudo profundo” (p. 41).
Acrescenta ele, “fui vítima das fraquezas de minha geração, não uma, mas centenas de vezes. Devo ser franco e dizer-lhes que, ao olhar para o passado e ver meus primeiros escritos e discursos, fico chocado por seu pedantismo, artificialidade e falta de originalidade. A urgência de impressionar e de propagandear é claramente perceptível neles” (p. 45).
Na maturidade, declarou com serenidade: “Eu não desejo incitar as multidões. Desejo que elas entendam o que estamos fazendo; desejo incutir-lhes o espírito da reconciliação” (p. 326).
Não é preciso acrescentar mais nada para registrar a grandeza de quem soube mostrar a seu povo e a todos nós o caminho da sinceridade, da fraternidade e da luta contínua pela igualdade que a simplicidade só faz enaltecer. Choremos sua morte; guardemos seu testemunho e suas lições.
Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República (1995-2002)
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mandela-a-libertacao-das-amarras-da-revanche-10988025#ixzz2mi6yEvQq
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Sul-africanos prestam últimas homenagens a Mandela
Líderes mundiais também expressaram condolências pela morte do líder sul-africano; funeral deve durar doze dias
06 de dezembro de 2013 | 7h 38
Notícia
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1
AE - Agência Estado
Atualizado às 8h15
Sul-africanos de todas as partes do país prestam nesta sexta-feira suas últimas homenagens a Nelson Mandela, líder da luta contra o regime racista do apartheid, morto nessa quinta-feira, 5, aos 95 anos.
Veja também:
link Funeral será um desafio de logística para sul-africanos
link Linha do tempo: de líder tribal a ativista contra o apartheid
link Mandela usou esporte para unificar a África do Sul
link Conheça o vilarejo onde Mandela cresceu
Em meio a cantos, lágrimas e orações da população, o governo da África do Sul tratava dos preparativos para os funerais. Ainda não há um cronograma detalhado, mas a expectativa é de que sejam doze dias de homenagens.
Numa cerimônia realizada nesta sexta-feira, o arcebispo emérito Desmond Tutu disse que Mandela, primeiro negro a governar a África do Sul depois da queda do apartheid, desejava que os próprios sul-africanos fossem seu "legado", seguindo os preceitos de unidade e democracia por ele incorporados.
Líderes mundiais também prestaram suas condolências pela morte de Mandela. O vice-presidente americano, Joe Biden, fez um minuto de silêncio em memória do líder sul-africano em Seul, onde se encontra para conversas sobre a nova zona de defesa aérea chinesa, que causa tensão na Ásia. A Rainha Elizabeth II disse em nota que está "profundamente triste" com o falecimento de Mandela.
Na manhã de hoje, muitas pessoas já se aglomeravam em frente à residência de Mandela em Johannesburgo, assim como em frente a sua antiga casa no Soweto. A associação de bancos da África do Sul anunciou que as agências bancárias permaneceriam fechadas nesta sexta-feira. (Com informações da AP)
Líderes mundiais também expressaram condolências pela morte do líder sul-africano; funeral deve durar doze dias
06 de dezembro de 2013 | 7h 38
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AE - Agência Estado
Atualizado às 8h15
Sul-africanos de todas as partes do país prestam nesta sexta-feira suas últimas homenagens a Nelson Mandela, líder da luta contra o regime racista do apartheid, morto nessa quinta-feira, 5, aos 95 anos.
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Em meio a cantos, lágrimas e orações da população, o governo da África do Sul tratava dos preparativos para os funerais. Ainda não há um cronograma detalhado, mas a expectativa é de que sejam doze dias de homenagens.
Numa cerimônia realizada nesta sexta-feira, o arcebispo emérito Desmond Tutu disse que Mandela, primeiro negro a governar a África do Sul depois da queda do apartheid, desejava que os próprios sul-africanos fossem seu "legado", seguindo os preceitos de unidade e democracia por ele incorporados.
Líderes mundiais também prestaram suas condolências pela morte de Mandela. O vice-presidente americano, Joe Biden, fez um minuto de silêncio em memória do líder sul-africano em Seul, onde se encontra para conversas sobre a nova zona de defesa aérea chinesa, que causa tensão na Ásia. A Rainha Elizabeth II disse em nota que está "profundamente triste" com o falecimento de Mandela.
Na manhã de hoje, muitas pessoas já se aglomeravam em frente à residência de Mandela em Johannesburgo, assim como em frente a sua antiga casa no Soweto. A associação de bancos da África do Sul anunciou que as agências bancárias permaneceriam fechadas nesta sexta-feira. (Com informações da AP)
Zindzi e Zenani estavam em estreia de filme baseado em autobiografia de primeiro presidente negro sul-africano
BBC
Zindzi e Zenani Mandela, filhas do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, ficaram sabendo da morte do pai durante a estreia de um filme sobre a sua vida em Londres.
Veja a home do Último Segundo
Reuters
Kate Middleton se encontra com Zindzi Mandela (D), filha do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, antes da estreia do filme 'Mandela: Long Walk to Freedom' (5/12)
Saiba mais: Leia todas as notícias sobre a morte de Mandela
O filme "Mandela: Long Walk to Freedom", com o ator Idris Elba no papel principal, é baseado em sua autobiografia "Longo Caminho para a Liberdade".
"Elas receberam a notícia da morte de seu pai durante a projeção e abandonaram o cinema imediatamente", disse nesta sexta-feira a Fundação Nelson Mandela em nota à imprensa.
Ícone antiapartheid: Morre aos 95 anos Nelson Mandela
Leia também: Frases de Mandela que marcaram o mundo
Após a projeção, o produtor do filme Anant Singh anunciou a morte do líder sul-africano e pediu um minuto de silêncio.
Na plateia estavam, entre outras pessoas, o príncipe William – segundo na linha de sucessão ao trono britânico – e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton.
BBC
Zindzi e Zenani Mandela, filhas do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, ficaram sabendo da morte do pai durante a estreia de um filme sobre a sua vida em Londres.
Veja a home do Último Segundo
Reuters
Kate Middleton se encontra com Zindzi Mandela (D), filha do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, antes da estreia do filme 'Mandela: Long Walk to Freedom' (5/12)
Saiba mais: Leia todas as notícias sobre a morte de Mandela
O filme "Mandela: Long Walk to Freedom", com o ator Idris Elba no papel principal, é baseado em sua autobiografia "Longo Caminho para a Liberdade".
"Elas receberam a notícia da morte de seu pai durante a projeção e abandonaram o cinema imediatamente", disse nesta sexta-feira a Fundação Nelson Mandela em nota à imprensa.
Ícone antiapartheid: Morre aos 95 anos Nelson Mandela
Leia também: Frases de Mandela que marcaram o mundo
Após a projeção, o produtor do filme Anant Singh anunciou a morte do líder sul-africano e pediu um minuto de silêncio.
Na plateia estavam, entre outras pessoas, o príncipe William – segundo na linha de sucessão ao trono britânico – e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton.
Desmond Tutu celebra missa para Mandela
Desmond Tutu celebra missa na catedral da Cidade do Cabo
Desmond Tutu celebra missa na catedral da Cidade do Cabo Foto: STRINGER / REUTERS
O Globo,Com agências internacionais
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RIO -Um dia após a morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, autoridades, amigos e admiradores prestam homenagens e expressam gratidão ao maior símbolo da luta contra o apartheid. O arcebispo emérito da Igreja Anglicana no país, Desmond Tutu, lembrou o líder e amigo em uma missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Catedral de São Jorge, na cidade do Cabo.
O último presidente sul-africano do regime de apartheid, Frederik de Klerk, que dividiu com Mandela o Prêmio Nobel da Paz em 1993, disse que “Madiba” o ensinou a ser “honesto” e a buscar o bem comum.
Mandela deu nome a inúmeras ruas, avenidas, rodovias e pontes em todo o mundo. Também em sua homenagem, a Torre Eiffel, um dos principais pontos turísticos de Paris, foi iluminada com as cores da bandeira da África do Sul.
O ex-presidente foi descrito pelo rei do Marrocos, Mohammed VI, como ““arauto da paz”. Em uma mensagem de condolências, o monarca elogiou as “grandes qualidades morais e a coragem política” do líder em sua luta contra o racismo e a discriminação.
Já o rei espanhol, Juan Carlos, publicou uma carta na qual salienta que a vida de Mandela “tem sido um modelo de integridade e grandeza”.
“Um dos maiores políticos dos tempos modernos” foram as palavras usadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, para retratar Mandela. Putin ressaltou que o ex-presidente sul-africano foi um homem que nunca traiu as suas convicções.
Mandela morreu na quinta-feira em sua casa em Johannesburgo, aos 95 anos. Ele sofria de uma grave infecção respiratória e estava sendo mantido sob cuidados médicos.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/desmond-tutu-celebra-missa-para-mandela-10988101.html#ixzz2mh4az3TF
Desmond Tutu celebra missa na catedral da Cidade do Cabo
Desmond Tutu celebra missa na catedral da Cidade do Cabo Foto: STRINGER / REUTERS
O Globo,Com agências internacionais
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RIO -Um dia após a morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, autoridades, amigos e admiradores prestam homenagens e expressam gratidão ao maior símbolo da luta contra o apartheid. O arcebispo emérito da Igreja Anglicana no país, Desmond Tutu, lembrou o líder e amigo em uma missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Catedral de São Jorge, na cidade do Cabo.
O último presidente sul-africano do regime de apartheid, Frederik de Klerk, que dividiu com Mandela o Prêmio Nobel da Paz em 1993, disse que “Madiba” o ensinou a ser “honesto” e a buscar o bem comum.
Mandela deu nome a inúmeras ruas, avenidas, rodovias e pontes em todo o mundo. Também em sua homenagem, a Torre Eiffel, um dos principais pontos turísticos de Paris, foi iluminada com as cores da bandeira da África do Sul.
O ex-presidente foi descrito pelo rei do Marrocos, Mohammed VI, como ““arauto da paz”. Em uma mensagem de condolências, o monarca elogiou as “grandes qualidades morais e a coragem política” do líder em sua luta contra o racismo e a discriminação.
Já o rei espanhol, Juan Carlos, publicou uma carta na qual salienta que a vida de Mandela “tem sido um modelo de integridade e grandeza”.
“Um dos maiores políticos dos tempos modernos” foram as palavras usadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, para retratar Mandela. Putin ressaltou que o ex-presidente sul-africano foi um homem que nunca traiu as suas convicções.
Mandela morreu na quinta-feira em sua casa em Johannesburgo, aos 95 anos. Ele sofria de uma grave infecção respiratória e estava sendo mantido sob cuidados médicos.
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Mandela, uma vida ao lado de três mulheres muito diferentes
O Globo
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RIO.Um homem afável e de um carisma inquestionável. Numa vida marcada pela luta social e política, três mulheres - bem diferentes entre si - protagonizaram a parte pessoal da vida de Nelson Mandela. Do primeiro casamento com uma fervorosa cristã ao amor tranquilo ao lado de Graça Machel, passando pelo conturbado divórcio com a intempestiva Winnie, Mandela buscou em suas mulheres apoio para a luta pela justiça racial na África do Sul. E, claro, como todos os mortais, nem sempre encontrou o que desejava em sua companheira.
Evelyn Mase, uma apaixonada pela causa da fé
Nelson Mandela tinha assim como sua primeira mulher, Evelyn Mase, um compromisso apaixonado por uma causa, mas não era a mesma. Evelyn, que morreu aos 82 anos, em 2004, era Testemunha de Jeová e não tinha interesse algum em política. Já ele era um jovem ativista no começo de sua luta contra o regime segregacionista do apartheid.
Em sua autobiografia, "Longa Caminhada até a Liberdade", Mandela explica as divergências entre o casal: "Quando eu lhe dizia que estava servindo à nação, ela respondia que servir a Deus estava acima disso. Um homem e uma mulher com visões tão diferentes sobre seus papéis na vida não podem continuar juntos."
Evelyn conheceu o primeiro marido em Soweto. Seu irmão, Sam, morava com um grande amigo e mentor de Mandela, Walter Sisulu. Foi na casa do ativista, que os dois jovens se conheceram. Em 1944, Mandela e Evelyn se casaram, mas as divergências entre os dois não tardaram a aparecer. A morte da primeira filha do casal, Makaziwe, devastou Evelyn e, quando os dois tiveram uma outra filha, ela decidiu se tornar Testemunha de Jeová. Além das duas meninas, o casal ainda teve outros dois filhos.
Nessa época, as divergências entre os dois se tornaram ainda mais frequentes. O embate entre política e religião era constante na casa dos Mandela e surgia sempre como um obstáculo na criação dos filhos. Em 1957, Evelyn deu um ultimato: era ela ou o Congresso Nacional Africano (partido de Madiba). Não houve hesitação, e Evelyn abandonou o marido após 13 anos de casamento. Pouco depois, o líder sul-africano conheceu sua segunda mulher: a também ativista Winnie Madikizela.
Apesar de ser totalmente apolítica, a primeira mulher de Mandela pagou um preço alto pelo casamento com o líder negro. O regime do apartheid a proibiu de ter um passaporte para que pudesse acompanhar seus filhos à Suazilândia, onde estudavam em escolas particulares.
Winnie Mandela, de heroína do apartheid a radical polêmica
Ela ainda é o segundo nome mais conhecido da África do Sul, só atrás de seu ex-marido Nelson Mandela. Winnie Madikizela-Mandela manteve a chama da luta contra o apartheid viva, mesmo quando o marido estava atrás das grades, e se tornou uma das figuras políticas mais aclamadas de seu país durante o regime segregacionista. Hoje, Winnie Mandela - conhecida como "Mama África" e "Evita da África do Sul" - é sinônimo de polêmica.
Nascida na área rural de Transkei, ela era uma jovem assistente social em Johannesburgo, quando conheceu Mandela em um ponto de ônibus, dois anos antes de o CNA entrar para a ilegalidade. Os dois rapidamente se apaixonaram, mas pouco tempo depois, em 1962, Mandela foi preso e condenado à prisão perpétua. Durante os 27 anos em que ficou detido em Robben Island, Winnie seguiu com a luta contra o apartheid, apesar de ter que cuidar sozinha das duas filhas do casal e ser constante alvo de perseguições e tortura.
Em 1990, o casal voltou a se reunir, quando Mandela foi libertado. De mãos dadas, os dois deixaram a prisão, um momento emocionante, transmitido no mundo todo. Mas um ano depois, com um discurso cada vez mais radical, sua reputação sofreu um grande golpe. Winnie foi condenada pelo sequestro de um menino de 14 anos, em 1988, morto por um membro do Mandela United Football Club, uma espécie de associação de guarda-costas de Winnie. Entre boatos sobre um caso com um advogado do CNA, seu casamento também foi por água abaixo - os dois se separaram em 1992, mas só se divorciaram formalmente três anos depois - e ela ainda foi condenada em mais de 40 casos de fraude e outros 25 de roubo. Como deputada, foi criticada por faltar a muitas sessões do Parlamento.
Em 1995, diante de uma corte de divórcio, um Mandela triste confessou que se sentiu um "homem mais solitário" durante o tempo que passou com Winnie após ser solto do que durante os 27 anos em que esteve preso. Apesar de terem ficado 33 anos juntos, Winnie e Mandela só conviveram lado a lado por cinco anos.
- Nem uma vez, desde que voltei da prisão, Winnie entrou em nosso quarto quando eu estava acordado... Fui o homem mais solitário no período em que fiquei com ela - disse Madiba na época.
Graça Machel, o amor aos 80 anos
Dois meses após se divorciar formalmente de Winnie e já aos 78 anos, o amor voltou à vida de Nelson Mandela. Em 1995, o então presidente da África do Sul assumiu o namoro com Graça Machel, viúva do presidente moçambicano Samora Machel, morto em um acidente de avião em 1986, e sua futura terceira mulher.
Os dois se conheceram em 1990, quando Mandela, livre da prisão, foi eleito presidente do CNA e aceitou cuidar dos filhos de Samora Machel. Mas o casamento entre os dois teria sido recebido com resistência entre os familiares do casal e até por autoridades de Moçambique.
Os dois se casaram no dia do 80º aniversário de Mandela, em 18 de junho de 1998. Em entrevista na época, Madiba confessou que nunca pensou que seria possível "se apaixonar e se sentir daquela maneira" de novo. Após deixar a Presidência, em 1999, Mandela voltou para o pequeno vilarejo de Qunu, onde viveu até seus últimos dias ao lado de Graça, conhecida ativista pelos direitos da mulher e da criança.
Juntos, Mandela e Graça fundaram - ao lado de outros líderes mundiais - o grupo The Elders, uma iniciativa pela paz mundial e os direitos humanos. Para o autor do livro "Invictus - O Triunfo de Nelson Mandela", inspiração para o filme homônimo de Clint Eastwood, John Carlin, Graça é o grande amor da vida de Madiba. Em entrevista na época do lançamento do longa, em 2010, Carlin disse:
- Das três mulheres de Mandela é a que mais se adequa a ele, pela suas qualidades como pessoa, mas também pelas suas qualidades políticas. É uma pena que não tenham se conhecido antes.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/mandela-uma-vida-ao-lado-de-tres-mulheres-muito-diferentes-10984594.html#ixzz2mh4MtZQm
O Globo
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RIO.Um homem afável e de um carisma inquestionável. Numa vida marcada pela luta social e política, três mulheres - bem diferentes entre si - protagonizaram a parte pessoal da vida de Nelson Mandela. Do primeiro casamento com uma fervorosa cristã ao amor tranquilo ao lado de Graça Machel, passando pelo conturbado divórcio com a intempestiva Winnie, Mandela buscou em suas mulheres apoio para a luta pela justiça racial na África do Sul. E, claro, como todos os mortais, nem sempre encontrou o que desejava em sua companheira.
Evelyn Mase, uma apaixonada pela causa da fé
Nelson Mandela tinha assim como sua primeira mulher, Evelyn Mase, um compromisso apaixonado por uma causa, mas não era a mesma. Evelyn, que morreu aos 82 anos, em 2004, era Testemunha de Jeová e não tinha interesse algum em política. Já ele era um jovem ativista no começo de sua luta contra o regime segregacionista do apartheid.
Em sua autobiografia, "Longa Caminhada até a Liberdade", Mandela explica as divergências entre o casal: "Quando eu lhe dizia que estava servindo à nação, ela respondia que servir a Deus estava acima disso. Um homem e uma mulher com visões tão diferentes sobre seus papéis na vida não podem continuar juntos."
Evelyn conheceu o primeiro marido em Soweto. Seu irmão, Sam, morava com um grande amigo e mentor de Mandela, Walter Sisulu. Foi na casa do ativista, que os dois jovens se conheceram. Em 1944, Mandela e Evelyn se casaram, mas as divergências entre os dois não tardaram a aparecer. A morte da primeira filha do casal, Makaziwe, devastou Evelyn e, quando os dois tiveram uma outra filha, ela decidiu se tornar Testemunha de Jeová. Além das duas meninas, o casal ainda teve outros dois filhos.
Nessa época, as divergências entre os dois se tornaram ainda mais frequentes. O embate entre política e religião era constante na casa dos Mandela e surgia sempre como um obstáculo na criação dos filhos. Em 1957, Evelyn deu um ultimato: era ela ou o Congresso Nacional Africano (partido de Madiba). Não houve hesitação, e Evelyn abandonou o marido após 13 anos de casamento. Pouco depois, o líder sul-africano conheceu sua segunda mulher: a também ativista Winnie Madikizela.
Apesar de ser totalmente apolítica, a primeira mulher de Mandela pagou um preço alto pelo casamento com o líder negro. O regime do apartheid a proibiu de ter um passaporte para que pudesse acompanhar seus filhos à Suazilândia, onde estudavam em escolas particulares.
Winnie Mandela, de heroína do apartheid a radical polêmica
Ela ainda é o segundo nome mais conhecido da África do Sul, só atrás de seu ex-marido Nelson Mandela. Winnie Madikizela-Mandela manteve a chama da luta contra o apartheid viva, mesmo quando o marido estava atrás das grades, e se tornou uma das figuras políticas mais aclamadas de seu país durante o regime segregacionista. Hoje, Winnie Mandela - conhecida como "Mama África" e "Evita da África do Sul" - é sinônimo de polêmica.
Nascida na área rural de Transkei, ela era uma jovem assistente social em Johannesburgo, quando conheceu Mandela em um ponto de ônibus, dois anos antes de o CNA entrar para a ilegalidade. Os dois rapidamente se apaixonaram, mas pouco tempo depois, em 1962, Mandela foi preso e condenado à prisão perpétua. Durante os 27 anos em que ficou detido em Robben Island, Winnie seguiu com a luta contra o apartheid, apesar de ter que cuidar sozinha das duas filhas do casal e ser constante alvo de perseguições e tortura.
Em 1990, o casal voltou a se reunir, quando Mandela foi libertado. De mãos dadas, os dois deixaram a prisão, um momento emocionante, transmitido no mundo todo. Mas um ano depois, com um discurso cada vez mais radical, sua reputação sofreu um grande golpe. Winnie foi condenada pelo sequestro de um menino de 14 anos, em 1988, morto por um membro do Mandela United Football Club, uma espécie de associação de guarda-costas de Winnie. Entre boatos sobre um caso com um advogado do CNA, seu casamento também foi por água abaixo - os dois se separaram em 1992, mas só se divorciaram formalmente três anos depois - e ela ainda foi condenada em mais de 40 casos de fraude e outros 25 de roubo. Como deputada, foi criticada por faltar a muitas sessões do Parlamento.
Em 1995, diante de uma corte de divórcio, um Mandela triste confessou que se sentiu um "homem mais solitário" durante o tempo que passou com Winnie após ser solto do que durante os 27 anos em que esteve preso. Apesar de terem ficado 33 anos juntos, Winnie e Mandela só conviveram lado a lado por cinco anos.
- Nem uma vez, desde que voltei da prisão, Winnie entrou em nosso quarto quando eu estava acordado... Fui o homem mais solitário no período em que fiquei com ela - disse Madiba na época.
Graça Machel, o amor aos 80 anos
Dois meses após se divorciar formalmente de Winnie e já aos 78 anos, o amor voltou à vida de Nelson Mandela. Em 1995, o então presidente da África do Sul assumiu o namoro com Graça Machel, viúva do presidente moçambicano Samora Machel, morto em um acidente de avião em 1986, e sua futura terceira mulher.
Os dois se conheceram em 1990, quando Mandela, livre da prisão, foi eleito presidente do CNA e aceitou cuidar dos filhos de Samora Machel. Mas o casamento entre os dois teria sido recebido com resistência entre os familiares do casal e até por autoridades de Moçambique.
Os dois se casaram no dia do 80º aniversário de Mandela, em 18 de junho de 1998. Em entrevista na época, Madiba confessou que nunca pensou que seria possível "se apaixonar e se sentir daquela maneira" de novo. Após deixar a Presidência, em 1999, Mandela voltou para o pequeno vilarejo de Qunu, onde viveu até seus últimos dias ao lado de Graça, conhecida ativista pelos direitos da mulher e da criança.
Juntos, Mandela e Graça fundaram - ao lado de outros líderes mundiais - o grupo The Elders, uma iniciativa pela paz mundial e os direitos humanos. Para o autor do livro "Invictus - O Triunfo de Nelson Mandela", inspiração para o filme homônimo de Clint Eastwood, John Carlin, Graça é o grande amor da vida de Madiba. Em entrevista na época do lançamento do longa, em 2010, Carlin disse:
- Das três mulheres de Mandela é a que mais se adequa a ele, pela suas qualidades como pessoa, mas também pelas suas qualidades políticas. É uma pena que não tenham se conhecido antes.
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No Brasil, Mandela é ‘quase sufocado de tanto amor’
Mandela cumprimenta o então presidente Fernando Henrique Cardoso, durante segunda visita ao Brasil, em 1998
Mandela cumprimenta o então presidente Fernando Henrique Cardoso, durante segunda visita ao Brasil, em 1998 Foto: Eraldo Peres / Eraldo Peres/AP
O GLOBO
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RIO - “Quase fomos mortos de tanto amor”. Com bom humor e cansaço visíveis, foi com essa frase que Nelson Mandela resumiu, em 1991, sua primeira visita ao Brasil, quando em apenas cinco dias passou por Rio de Janeiro, Brasília, Espírito Santo, São Paulo e Bahia. A viagem, com uma agenda apertada, incluiu um show para milhares de pessoas na Praça da Apoteose. “Agora estou preparado para encontrar Holyfield ou Mike Tyson”, completou, brincando.
O Brasil conheceu Mandela em dois momentos diferentes de sua vida: na primeira visita, veio o homem recém-libertado que buscava apoio internacional em sua caminhada à Presidência de uma África do Sul marcada pela divisão racial. Anos mais tarde, foi o primeiro presidente negro do país que desembarcou em Brasília, em lua de mel de seu terceiro casamento. Nas duas ocasiões, o Brasil fez festa, embalada por samba, capoeira e afoxé, para Madiba.
A primeira visita trouxe Mandela ao Brasil em agosto de 1991, um ano após o líder anti-apartheid ser libertado da prisão. A viagem, realizada no início do processo de negociação que o levaria às eleições sul-africanas de 1994, tinha dois objetivos. Além de angariar apoio internacional para algo revolucionário — a candidatura de um negro à Presidência do país —, o presidente do partido Congresso Nacional Africano tinha outro propósito: pressionar o governo de Fernando Collor de Mello a manter as sanções ao país — “até que o apartheid não exista mais e todos tenham direito a voto”, disse na ocasião.
Para os brasileiros, no entanto, a viagem tinha um outro sentido e criara muita expectativa: Mandela era um ícone, e o anúncio de sua chegada mobilizou intensamente o movimento negro. Mas a visita parecia pouco organizada, com atrasos e compromissos excessivos para um homem de 73 anos. Quando a intensa agenda foi mudada, grupos negros do Rio de Janeiro acabaram excluídos. A polêmica aumentou quando Mandela declarou que o Brasil era um modelo avançado de democracia racial. A repercussão negativa junto a entidades negras o levou a fazer, antes de partir, um outro comentário: Mandela disse que sentia um forte “sentimento de amargura” entre os negros brasileiros e que a discriminação racial ainda existia aqui.
No Rio, além de autoridades, Mandela foi recebido por uma multidão de 40 mil pessoas. Na Praça da Apoteose, eles cantaram “Sob o sol de Johannesburgo”, composta por Martinho da Vila para ele. Mandela participou ainda de uma reinauguração simbólica do Ciep que leva seu nome, em Campo Grande, ao lado da segunda mulher, Winnie.
— Quando vejo seus rostos tenho a sensação de estar em casa, porque a mistura da população é como a nossa. E nós damos as boas vindas a esse fato, porque a miscigenação enriquece o país — disse Mandela no Rio.
A segunda visita, em julho de 1998, trouxe um Mandela já presidente em fim de mandato, mais idoso e em lua de mel, apenas dois dias depois do casamento, com Graça Machel, viúva do presidente de Moçambique Samora Machel. Foi uma visita de apenas três dias. O governo brasileiro desejava mais eventos mas, na época, Mandela, já com 80 anos, pediu uma agenda mais tranquila. Ele se encontrou com o então presidente Fernando Henrique Cardoso e recebeu no hotel uma comitiva do Partido dos Trabalhadores, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva. Ele viria a se reencontrar anos mais tarde com Lula, este já presidente do Brasil.
— Nossos papéis ativos em nossas respectivas regiões, bem como nossa visão comum sobre o comércio mundial, a reestruturação das Nações Unidas e a cooperação Sul-Sul, nos torna parceiros naturais nos esforços para transformar nossos continentes em centros de crescimento e prosperidade no próximo milênio — disse Mandela no Palácio da Alvorada.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/no-brasil-mandela-quase-sufocado-de-tanto-amor-10984946.html#ixzz2mh48heEi
Mandela cumprimenta o então presidente Fernando Henrique Cardoso, durante segunda visita ao Brasil, em 1998
Mandela cumprimenta o então presidente Fernando Henrique Cardoso, durante segunda visita ao Brasil, em 1998 Foto: Eraldo Peres / Eraldo Peres/AP
O GLOBO
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RIO - “Quase fomos mortos de tanto amor”. Com bom humor e cansaço visíveis, foi com essa frase que Nelson Mandela resumiu, em 1991, sua primeira visita ao Brasil, quando em apenas cinco dias passou por Rio de Janeiro, Brasília, Espírito Santo, São Paulo e Bahia. A viagem, com uma agenda apertada, incluiu um show para milhares de pessoas na Praça da Apoteose. “Agora estou preparado para encontrar Holyfield ou Mike Tyson”, completou, brincando.
O Brasil conheceu Mandela em dois momentos diferentes de sua vida: na primeira visita, veio o homem recém-libertado que buscava apoio internacional em sua caminhada à Presidência de uma África do Sul marcada pela divisão racial. Anos mais tarde, foi o primeiro presidente negro do país que desembarcou em Brasília, em lua de mel de seu terceiro casamento. Nas duas ocasiões, o Brasil fez festa, embalada por samba, capoeira e afoxé, para Madiba.
A primeira visita trouxe Mandela ao Brasil em agosto de 1991, um ano após o líder anti-apartheid ser libertado da prisão. A viagem, realizada no início do processo de negociação que o levaria às eleições sul-africanas de 1994, tinha dois objetivos. Além de angariar apoio internacional para algo revolucionário — a candidatura de um negro à Presidência do país —, o presidente do partido Congresso Nacional Africano tinha outro propósito: pressionar o governo de Fernando Collor de Mello a manter as sanções ao país — “até que o apartheid não exista mais e todos tenham direito a voto”, disse na ocasião.
Para os brasileiros, no entanto, a viagem tinha um outro sentido e criara muita expectativa: Mandela era um ícone, e o anúncio de sua chegada mobilizou intensamente o movimento negro. Mas a visita parecia pouco organizada, com atrasos e compromissos excessivos para um homem de 73 anos. Quando a intensa agenda foi mudada, grupos negros do Rio de Janeiro acabaram excluídos. A polêmica aumentou quando Mandela declarou que o Brasil era um modelo avançado de democracia racial. A repercussão negativa junto a entidades negras o levou a fazer, antes de partir, um outro comentário: Mandela disse que sentia um forte “sentimento de amargura” entre os negros brasileiros e que a discriminação racial ainda existia aqui.
No Rio, além de autoridades, Mandela foi recebido por uma multidão de 40 mil pessoas. Na Praça da Apoteose, eles cantaram “Sob o sol de Johannesburgo”, composta por Martinho da Vila para ele. Mandela participou ainda de uma reinauguração simbólica do Ciep que leva seu nome, em Campo Grande, ao lado da segunda mulher, Winnie.
— Quando vejo seus rostos tenho a sensação de estar em casa, porque a mistura da população é como a nossa. E nós damos as boas vindas a esse fato, porque a miscigenação enriquece o país — disse Mandela no Rio.
A segunda visita, em julho de 1998, trouxe um Mandela já presidente em fim de mandato, mais idoso e em lua de mel, apenas dois dias depois do casamento, com Graça Machel, viúva do presidente de Moçambique Samora Machel. Foi uma visita de apenas três dias. O governo brasileiro desejava mais eventos mas, na época, Mandela, já com 80 anos, pediu uma agenda mais tranquila. Ele se encontrou com o então presidente Fernando Henrique Cardoso e recebeu no hotel uma comitiva do Partido dos Trabalhadores, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva. Ele viria a se reencontrar anos mais tarde com Lula, este já presidente do Brasil.
— Nossos papéis ativos em nossas respectivas regiões, bem como nossa visão comum sobre o comércio mundial, a reestruturação das Nações Unidas e a cooperação Sul-Sul, nos torna parceiros naturais nos esforços para transformar nossos continentes em centros de crescimento e prosperidade no próximo milênio — disse Mandela no Palácio da Alvorada.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/no-brasil-mandela-quase-sufocado-de-tanto-amor-10984946.html#ixzz2mh48heEi
Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nossa dor’, diz Zuma
O GLOBO
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RIO - Na noite desta quinta-feira, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, informou ao mundo a morte de Nelson Mandela. Num emocionado discurso, o presidente sul-africano lembrou a trajetória de luta de Mandela contra a segregação racial, e seus esforços por alcançar uma África do Sul unida, pacífica e próspera.
- Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nossa sensação de uma perda profunda e duradoura - lamentou Zuma.
Leia abaixo a íntegra do discurso de Zuma aos sul-africanos:
“Meus companheiros sul-africanos,
Nosso amado Nelson Rolihlahla Mandela, o presidente fundador da nossa nação democrática, partiu. Ele morreu tranquilamente, na companhia de sua família, em torno de 20h50 do dia 5 de dezembro de 2013.
Ele agora está descansando. Ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai. Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nossa sensação de uma perda profunda e duradoura.
Sua luta incansável pela liberdade ganhou o respeito do mundo. Sua humildade, sua compaixão e sua humanidade fizeram com que o amássemos. Nossos pensamentos e orações estão com a família Mandela. Temos uma dívida de gratidão com eles. Eles se sacrificaram muito e sofreram muito para que nosso povo pudesse ser livre.
Nossos pensamentos estão com seus amigos, companheiros e colegas que lutaram ao lado de Madiba, ao longo de uma vida inteira de luta. Nossos pensamentos estão com o povo sul-africano, que chora hoje a perda de uma pessoa que, mais que qualquer outra, encarnou o sentido de uma nacionalidade comum. Nossos pensamentos estão com milhões de pessoas em todo o mundo que abraçaram Madiba como se fosse da família, e que viram na causa dele uma causa própria.
Esse é o momento de nossa mais profunda tristeza. Nossa nação perdeu seu maior filho. No entanto, o que fez de Nelson Mandela grande foi exatamente o que fez dele humano. Vimos nele o que buscamos em nós mesmos. E nele se viu muito sobre nós também.
Companheiros sul-africanos, Nelson Mandela nos uniu, e é juntos que vamos nos despedir dele. Nosso amado Madiba terá um funeral de chefe de Estado. Ordenei que todas as bandeiras da República da África do Sul sejam hasteadas a meio-mastro até depois do funeral.
Enquanto nos reunimos para prestar as últimas homenagens, vamos agir com a dignidade e o respeito que Madiba personificava. Vamos reafirmar a visão dele de uma sociedade onde ninguém é explorado, oprimido ou expropriado por outro.
Empenhemo-nos a lutar juntos — sem poupar força ou coragem — para construir uma Europa unida e não segregada, não sexista, uma África do Sul democrática e próspera.
Vamos expressar, cada um à sua maneira, a profunda gratidão que sentimos por uma vida dedicada a serviço do povo deste país e na causa da humanidade.
Este é realmente o momento de nossa mais profunda tristeza. No entanto, deve ser também o momento de nossa maior determinação. A determinação de viver como Madiba tem vivido, de lutar como Madiba tem se esforçado, e não descansar até que tenhamos alcançado sua visão de uma África do Sul verdadeiramente unida, pacífica e próspera, e um mundo melhor.
Sempre vamos amar você, Madiba!
Que sua alma descanse em paz.
Deus abençoe a África.
Nkosi Sikelel’ iAfrika”
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/embora-soubessemos-que-esse-dia-chegaria-nada-pode-diminuir-nossa-dor-diz-zuma-10985414.html#ixzz2mh3qKw4S
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RIO - Na noite desta quinta-feira, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, informou ao mundo a morte de Nelson Mandela. Num emocionado discurso, o presidente sul-africano lembrou a trajetória de luta de Mandela contra a segregação racial, e seus esforços por alcançar uma África do Sul unida, pacífica e próspera.
- Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nossa sensação de uma perda profunda e duradoura - lamentou Zuma.
Leia abaixo a íntegra do discurso de Zuma aos sul-africanos:
“Meus companheiros sul-africanos,
Nosso amado Nelson Rolihlahla Mandela, o presidente fundador da nossa nação democrática, partiu. Ele morreu tranquilamente, na companhia de sua família, em torno de 20h50 do dia 5 de dezembro de 2013.
Ele agora está descansando. Ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai. Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nossa sensação de uma perda profunda e duradoura.
Sua luta incansável pela liberdade ganhou o respeito do mundo. Sua humildade, sua compaixão e sua humanidade fizeram com que o amássemos. Nossos pensamentos e orações estão com a família Mandela. Temos uma dívida de gratidão com eles. Eles se sacrificaram muito e sofreram muito para que nosso povo pudesse ser livre.
Nossos pensamentos estão com seus amigos, companheiros e colegas que lutaram ao lado de Madiba, ao longo de uma vida inteira de luta. Nossos pensamentos estão com o povo sul-africano, que chora hoje a perda de uma pessoa que, mais que qualquer outra, encarnou o sentido de uma nacionalidade comum. Nossos pensamentos estão com milhões de pessoas em todo o mundo que abraçaram Madiba como se fosse da família, e que viram na causa dele uma causa própria.
Esse é o momento de nossa mais profunda tristeza. Nossa nação perdeu seu maior filho. No entanto, o que fez de Nelson Mandela grande foi exatamente o que fez dele humano. Vimos nele o que buscamos em nós mesmos. E nele se viu muito sobre nós também.
Companheiros sul-africanos, Nelson Mandela nos uniu, e é juntos que vamos nos despedir dele. Nosso amado Madiba terá um funeral de chefe de Estado. Ordenei que todas as bandeiras da República da África do Sul sejam hasteadas a meio-mastro até depois do funeral.
Enquanto nos reunimos para prestar as últimas homenagens, vamos agir com a dignidade e o respeito que Madiba personificava. Vamos reafirmar a visão dele de uma sociedade onde ninguém é explorado, oprimido ou expropriado por outro.
Empenhemo-nos a lutar juntos — sem poupar força ou coragem — para construir uma Europa unida e não segregada, não sexista, uma África do Sul democrática e próspera.
Vamos expressar, cada um à sua maneira, a profunda gratidão que sentimos por uma vida dedicada a serviço do povo deste país e na causa da humanidade.
Este é realmente o momento de nossa mais profunda tristeza. No entanto, deve ser também o momento de nossa maior determinação. A determinação de viver como Madiba tem vivido, de lutar como Madiba tem se esforçado, e não descansar até que tenhamos alcançado sua visão de uma África do Sul verdadeiramente unida, pacífica e próspera, e um mundo melhor.
Sempre vamos amar você, Madiba!
Que sua alma descanse em paz.
Deus abençoe a África.
Nkosi Sikelel’ iAfrika”
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/embora-soubessemos-que-esse-dia-chegaria-nada-pode-diminuir-nossa-dor-diz-zuma-10985414.html#ixzz2mh3qKw4S
Morre Nelson Mandela, herói da luta pela igualdade racial
Ex-presidente sul-africano liderou a luta contra o regime do apartheid em seu país
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Do R7
Líder sul-africano mudou a história de seu país e do mundo ao lutar contra o apartheid
Líder sul-africano mudou a história de seu país e do mundo ao lutar contra o apartheid
ALEXANDER JOE / POOL / AFP
Morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, símbolo da luta contra a discriminação racial. Mandela combateu o regime de segregação, conhecido como apartheid, que perdurou de 1948 a 1994 em seu país e impôs duras restrições aos direitos da maioria negra. A luta de Mandela o tornou um líder admirado e respeitado em todo o mundo.
O herói da luta antiapartheid, morreu em sua residência de Johannesburg, informou o presidente sul-africano Jacob Zuma em mensagem à Nação.
Nelson Mandela "faleceu", declarou Zuma. "Nosso querido Madiba terá funerais de Estado" e as bandeiras serão colocadas a meio pau a partir desta sexta-feira e até seus funerais.
O ex-líder já havia sido levado ao hospital pelo menos seis vezes em apenas dois anos. Ele deixou a instituição médica em setembro após passar 87 dias internado para tratar uma infecção recorrente nos pulmões.
Em abril, ele chegou a ficar dez dias hospitalizado por causa de uma pneumonia. Antes, em março, o ex-presidente sul-africano já havia sido internado para ser submetido a exames de rotina.
Meses antes, em dezembro de 2012, ele foi operado por causa de cálculos na vesícula, mas acabou passando mais de duas semanas no hospital devido a complicações respiratórias.
África do Sul se despede de Mandela convivendo com racismo, desigualdade e violência
Relembre a trajetória de Nelson Mandela, símbolo da luta contra a segregação na África do Sul
Seus problemas pulmonares se devem, provavelmente, às sequelas da tuberculose contraída na prisão da ilha de Robben, onde Mandela passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid.
Libertado em 1990, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993 por sua atuação nas negociações de paz que instalaram uma democracia multirracial na África do Sul, ao lado do último presidente do regime do apartheid, Frederik de Klerk.
Mandela foi o primeiro presidente negro de seu país (1994-1999), tornando-se um líder de consenso que soube conquistar o coração da minoria branca.
Sua última aparição pública aconteceu na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul.
Madiba, como era conhecido em seu país, faria 95 anos no dia 18 de julho.
De Estado racista a país democrático
Nelson Rolihlahla Mandela era um homem simples, que gostava de assistir ao pôr-do-sol sul-africano enquanto escutava Handel e Tchaikovsky, seus compositores favoritos. Mas, durante 27 anos, ele viveu atrás das grades, privado da luz do sol e das músicas que tanto apreciava.
Advogado, líder rebelde e ativista pelos direitos da maioria negra, foi preso em novembro de 1962. Permaneceu na cadeia até fevereiro de 1990. Nesse período, recusou ofertas de revisão de sua pena e de liberdade condicional em troca de concessões ao governo que combatia.
Foi na prisão que Mandela tornou-se o principal ícone da luta contra a discriminação racial imposta pelo apartheid na África do Sul. Transformou a cadeia em um centro de aprendizado político para os colegas detentos, conquistou a simpatia de guardas e carcereiros e conseguiu, ao longo dos anos, angariar apoio internacional para sua causa.
Libertado em 1990, Mandela conduziu as negociações para transformar o país em uma democracia multirracial — trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993.
Já vitorioso e empossado presidente, em 1994, conduziu de forma pacífica as mudanças que transformaram o Estado racista da África do Sul em um país democrático.
Casou-se três vezes, a última delas aos 80 anos, com Graça Machel, viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique e aliado ao CNA (Congresso Nacional Africano, partido de Mandela). Também foi casado por 13 anos com Evelyn Ntoko Mase, e por 38 anos com Winnie Madikizela, ou Winnie Mandela.
O guarda noturno vira advogado
Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, no vilarejo de Mvezu, na região de Transkei. Filho único de Nosekeni Fanny e Henry Gadla Mandela — conselheiro do chefe supremo do povo thembu, Jongintaba Dalindyebo —, Mandela foi o primeiro de sua família a frequentar a escola.
Matriculou-se em 1939 na Universidade Fort Hare College, onde conheceu o futuro revolucionário Oliver Tambo (1917-1993), de quem se tornou um grande amigo.
Ambos foram expulsos da faculdade em 1940 por participar de uma greve. Mandela iria concluir o curso por correspondência.
Ao retornar à tribo, Mandela desentendeu-se com o chefe Dalindyebo, que já havia arranjado uma noiva para que ele se casasse.
Partiu para Johannesburgo, onde trabalhou como guarda noturno em uma mina de ouro e depois em uma imobiliária. Em 1942, filiou-se ao CNA (Congresso Nacional Africano), movimento que lutava contra o apartheid, e matriculou-se em direito na Universidade de Witwatersrand, em 1943.
No auge da Segunda Guerra Mundial, passou a integrar, junto com Tambo, um grupo de 60 jovens sul-africanos sob a liderança de Antom Lembebe (1914-1947). O grupo queria transformar o CNA em um movimento de massa e romper com a política legalista e pacífica da velha guarda da organização, que não vinha dando resultados.
Desse trabalho nasceu a Liga da Juventude do CNA, em 1944. A disciplina e a capacidade de liderança de Mandela logo impressionaram os colegas, e ele foi eleito secretário da Liga da Juventude, em 1947.
Sob sua liderança, o grupo conseguiu ganhar espaço na estrutura do CNA. Após a vitória dos africânderes, que apoiavam o sistema de segregação racial, na eleição de 1948, Mandela conseguiu fazer com que o Programa de Ação proposto pela liga — e que propunha boicotes, greves e desobediência civil — fosse adotado como uma política oficial da organização.
O massacre de Sharpeville e a luta armada
Em 1952, Nelson Mandela correu o país para liderar a Campanha em Desafio às Leis Injustas, que angariou o apoio de milhares de pessoas comuns para o CNA e culminou com uma desobediência civil em massa.
Como retaliação, o governo o proibiu de participar de atos públicos e de sair de Johannesburgo por seis meses. Neste mesmo ano, Mandela e Tambo abriram o primeiro escritório de advogados negros da África do Sul.
Nessa época, Mandela organizou os membros do CNA em uma rede nacional clandestina, prevendo que o grupo entraria na clandestinidade. Participou de protestos pacíficos até 1961, quando aderiu à luta armada.
O marco para a mudança foi o massacre de Sharpeville, em 1960, quando a polícia atirou em manifestantes negros que protestavam contra o regime do apartheid, matando 69 pessoas.
O CNA entrou logo depois na clandestinidade, como previra Mandela, que chegou a ser detido por alguns meses. Quando foi solto, ele fundou o Umkhonto we Sizwe (MK), braço armado do CNA. Em 1962, deixou o país para um treinamento militar na Argélia.
Caçado pelas autoridades, foi preso novamente em agosto daquele ano. Dessa vez, escapou da pena de morte por enforcamento e foi condenado à prisão perpétua em uma penitenciária perto da cidade do Cabo.
Da prisão à Presidência foram quase três décadas
Mandela só seria libertado 27 anos mais tarde a mando do então presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk, após uma intensa campanha do CNA e de uma grande pressão internacional.
Em liberdade, voltou a ser protagonista na luta contra a segregação racial. Sua liderança foi fundamental na luta final contra o apartheid na África do Sul.
A vitória na luta contra as leis segregacionistas em seu país lhe garantiu, em 1993, o Prêmio Nobel da Paz, junto com De Klerk. Em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições em que os negros puderam votar desde o fim do apartheid.
Em seu mandato, que durou até junho de 1999, conseguiu adquirir respeito da comunidade internacional pelo seu regime de conciliação. As práticas racistas foram proibidas de uma vez por todas em sua administração.
Depois de presidente, Mandela voltou a ser militante
Mesmo após o fim do mandato, Mandela continuou atuando como militante. Em 2003, chegou a fazer pronunciamentos contra a política externa do então presidente dos EUA, George W. Bush.
Ainda se engajou em campanha para arrecadar recursos para combater a Aids, que foi denominada "46664", seu número de identificação na prisão. Em 2005, revelaria ao mundo que a doença matara seu filho Makgatho, em 6 de janeiro daquele ano. No ano seguinte, aos 85 anos, anunciou que sairia da vida pública por problemas de saúde.
Continuou recebendo prêmios, como o concedido pela Anistia Internacional, de Embaixador de Consciência, em 2006.
Em 2010, com a saúde debilitada e após a morte de sua bisneta, ficou ausente durante quase todos os eventos relacionados à Copa do Mundo em seu país. Mas apareceu na festa de encerramento. Carregado em um carrinho de golfe, foi aplaudido de pé pelo público, que lotou o famoso estádio Soccer City.
Ao morrer, era considerado um herói para negros e brancos de seu país e um símbolo da igualdade racial em todo o mundo.
Ex-presidente sul-africano liderou a luta contra o regime do apartheid em seu país
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Do R7
Líder sul-africano mudou a história de seu país e do mundo ao lutar contra o apartheid
Líder sul-africano mudou a história de seu país e do mundo ao lutar contra o apartheid
ALEXANDER JOE / POOL / AFP
Morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, símbolo da luta contra a discriminação racial. Mandela combateu o regime de segregação, conhecido como apartheid, que perdurou de 1948 a 1994 em seu país e impôs duras restrições aos direitos da maioria negra. A luta de Mandela o tornou um líder admirado e respeitado em todo o mundo.
O herói da luta antiapartheid, morreu em sua residência de Johannesburg, informou o presidente sul-africano Jacob Zuma em mensagem à Nação.
Nelson Mandela "faleceu", declarou Zuma. "Nosso querido Madiba terá funerais de Estado" e as bandeiras serão colocadas a meio pau a partir desta sexta-feira e até seus funerais.
O ex-líder já havia sido levado ao hospital pelo menos seis vezes em apenas dois anos. Ele deixou a instituição médica em setembro após passar 87 dias internado para tratar uma infecção recorrente nos pulmões.
Em abril, ele chegou a ficar dez dias hospitalizado por causa de uma pneumonia. Antes, em março, o ex-presidente sul-africano já havia sido internado para ser submetido a exames de rotina.
Meses antes, em dezembro de 2012, ele foi operado por causa de cálculos na vesícula, mas acabou passando mais de duas semanas no hospital devido a complicações respiratórias.
África do Sul se despede de Mandela convivendo com racismo, desigualdade e violência
Relembre a trajetória de Nelson Mandela, símbolo da luta contra a segregação na África do Sul
Seus problemas pulmonares se devem, provavelmente, às sequelas da tuberculose contraída na prisão da ilha de Robben, onde Mandela passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid.
Libertado em 1990, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993 por sua atuação nas negociações de paz que instalaram uma democracia multirracial na África do Sul, ao lado do último presidente do regime do apartheid, Frederik de Klerk.
Mandela foi o primeiro presidente negro de seu país (1994-1999), tornando-se um líder de consenso que soube conquistar o coração da minoria branca.
Sua última aparição pública aconteceu na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul.
Madiba, como era conhecido em seu país, faria 95 anos no dia 18 de julho.
De Estado racista a país democrático
Nelson Rolihlahla Mandela era um homem simples, que gostava de assistir ao pôr-do-sol sul-africano enquanto escutava Handel e Tchaikovsky, seus compositores favoritos. Mas, durante 27 anos, ele viveu atrás das grades, privado da luz do sol e das músicas que tanto apreciava.
Advogado, líder rebelde e ativista pelos direitos da maioria negra, foi preso em novembro de 1962. Permaneceu na cadeia até fevereiro de 1990. Nesse período, recusou ofertas de revisão de sua pena e de liberdade condicional em troca de concessões ao governo que combatia.
Foi na prisão que Mandela tornou-se o principal ícone da luta contra a discriminação racial imposta pelo apartheid na África do Sul. Transformou a cadeia em um centro de aprendizado político para os colegas detentos, conquistou a simpatia de guardas e carcereiros e conseguiu, ao longo dos anos, angariar apoio internacional para sua causa.
Libertado em 1990, Mandela conduziu as negociações para transformar o país em uma democracia multirracial — trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993.
Já vitorioso e empossado presidente, em 1994, conduziu de forma pacífica as mudanças que transformaram o Estado racista da África do Sul em um país democrático.
Casou-se três vezes, a última delas aos 80 anos, com Graça Machel, viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique e aliado ao CNA (Congresso Nacional Africano, partido de Mandela). Também foi casado por 13 anos com Evelyn Ntoko Mase, e por 38 anos com Winnie Madikizela, ou Winnie Mandela.
O guarda noturno vira advogado
Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, no vilarejo de Mvezu, na região de Transkei. Filho único de Nosekeni Fanny e Henry Gadla Mandela — conselheiro do chefe supremo do povo thembu, Jongintaba Dalindyebo —, Mandela foi o primeiro de sua família a frequentar a escola.
Matriculou-se em 1939 na Universidade Fort Hare College, onde conheceu o futuro revolucionário Oliver Tambo (1917-1993), de quem se tornou um grande amigo.
Ambos foram expulsos da faculdade em 1940 por participar de uma greve. Mandela iria concluir o curso por correspondência.
Ao retornar à tribo, Mandela desentendeu-se com o chefe Dalindyebo, que já havia arranjado uma noiva para que ele se casasse.
Partiu para Johannesburgo, onde trabalhou como guarda noturno em uma mina de ouro e depois em uma imobiliária. Em 1942, filiou-se ao CNA (Congresso Nacional Africano), movimento que lutava contra o apartheid, e matriculou-se em direito na Universidade de Witwatersrand, em 1943.
No auge da Segunda Guerra Mundial, passou a integrar, junto com Tambo, um grupo de 60 jovens sul-africanos sob a liderança de Antom Lembebe (1914-1947). O grupo queria transformar o CNA em um movimento de massa e romper com a política legalista e pacífica da velha guarda da organização, que não vinha dando resultados.
Desse trabalho nasceu a Liga da Juventude do CNA, em 1944. A disciplina e a capacidade de liderança de Mandela logo impressionaram os colegas, e ele foi eleito secretário da Liga da Juventude, em 1947.
Sob sua liderança, o grupo conseguiu ganhar espaço na estrutura do CNA. Após a vitória dos africânderes, que apoiavam o sistema de segregação racial, na eleição de 1948, Mandela conseguiu fazer com que o Programa de Ação proposto pela liga — e que propunha boicotes, greves e desobediência civil — fosse adotado como uma política oficial da organização.
O massacre de Sharpeville e a luta armada
Em 1952, Nelson Mandela correu o país para liderar a Campanha em Desafio às Leis Injustas, que angariou o apoio de milhares de pessoas comuns para o CNA e culminou com uma desobediência civil em massa.
Como retaliação, o governo o proibiu de participar de atos públicos e de sair de Johannesburgo por seis meses. Neste mesmo ano, Mandela e Tambo abriram o primeiro escritório de advogados negros da África do Sul.
Nessa época, Mandela organizou os membros do CNA em uma rede nacional clandestina, prevendo que o grupo entraria na clandestinidade. Participou de protestos pacíficos até 1961, quando aderiu à luta armada.
O marco para a mudança foi o massacre de Sharpeville, em 1960, quando a polícia atirou em manifestantes negros que protestavam contra o regime do apartheid, matando 69 pessoas.
O CNA entrou logo depois na clandestinidade, como previra Mandela, que chegou a ser detido por alguns meses. Quando foi solto, ele fundou o Umkhonto we Sizwe (MK), braço armado do CNA. Em 1962, deixou o país para um treinamento militar na Argélia.
Caçado pelas autoridades, foi preso novamente em agosto daquele ano. Dessa vez, escapou da pena de morte por enforcamento e foi condenado à prisão perpétua em uma penitenciária perto da cidade do Cabo.
Da prisão à Presidência foram quase três décadas
Mandela só seria libertado 27 anos mais tarde a mando do então presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk, após uma intensa campanha do CNA e de uma grande pressão internacional.
Em liberdade, voltou a ser protagonista na luta contra a segregação racial. Sua liderança foi fundamental na luta final contra o apartheid na África do Sul.
A vitória na luta contra as leis segregacionistas em seu país lhe garantiu, em 1993, o Prêmio Nobel da Paz, junto com De Klerk. Em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições em que os negros puderam votar desde o fim do apartheid.
Em seu mandato, que durou até junho de 1999, conseguiu adquirir respeito da comunidade internacional pelo seu regime de conciliação. As práticas racistas foram proibidas de uma vez por todas em sua administração.
Depois de presidente, Mandela voltou a ser militante
Mesmo após o fim do mandato, Mandela continuou atuando como militante. Em 2003, chegou a fazer pronunciamentos contra a política externa do então presidente dos EUA, George W. Bush.
Ainda se engajou em campanha para arrecadar recursos para combater a Aids, que foi denominada "46664", seu número de identificação na prisão. Em 2005, revelaria ao mundo que a doença matara seu filho Makgatho, em 6 de janeiro daquele ano. No ano seguinte, aos 85 anos, anunciou que sairia da vida pública por problemas de saúde.
Continuou recebendo prêmios, como o concedido pela Anistia Internacional, de Embaixador de Consciência, em 2006.
Em 2010, com a saúde debilitada e após a morte de sua bisneta, ficou ausente durante quase todos os eventos relacionados à Copa do Mundo em seu país. Mas apareceu na festa de encerramento. Carregado em um carrinho de golfe, foi aplaudido de pé pelo público, que lotou o famoso estádio Soccer City.
Ao morrer, era considerado um herói para negros e brancos de seu país e um símbolo da igualdade racial em todo o mundo.
Despedida dolorosa: morte de Mandela reforça mensagem de paz e desperta comoção e homenagens
Ex-presidente dedicou seus 95 anos de vida à luta contra o racismo e o Apartheid
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Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira (6) para viver um futuro sem
Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta
contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e
sociais que ele lutou tanto para combater
O dia nasceu e as pessoas saíram de casa para o trabalho na capital,
Pretória, em Johanesburgo e Cape Town, mas muitos ainda estavam em
choque pela morte do homem que foi um símbolo mundial da reconciliação e
da coexistência pacífica
Os sul-africanos ouviram o presidente do país, Jacob Zuma, anunciar, na
quinta-feira (5), que o ex-presidente e Nobel da Paz havia morrido em paz na
sua casa, em Johanesburgo, na companhia de familiares
Apesar das garantias de líderes e figuras públicas de que a morte de
Mandela, ao mesmo tempo que penosa, não vai impedir que a África do Sul
siga avançando e se distanciando do passado amargo do Apartheid, alguns
ainda expressam inquietações sobre a ausência física do homem que ganhou
fama como um agente da paz.'Não vai ser bom. Eu acho que vai
se tornar um país mais racista', disse Sharon Qubeka, 28 anos, uma
secretária da comunidade de Tembisa, que se dirigia ao trabalho em
Johanesburgo.— Mandela era o único que mantinha as coisas unidas.
Uma avalanche de tributos se espalhou pelo mundo em homenagem a Mandela,
que estava doente há quase um ano, vítima de uma enfermidade pulmonar
recorrente, com a qual ele conviveu desde os 27 anos em que viveu em
prisões, incluindo na notória colônia penal de Robben Island
Para a África do Sul, no entanto, a perda de seu líder mais amado ocorre
em um momento em que a nação, depois de ganhar reconhecimento global
com o fim do Apartheid, vive crescentes conflitos e protestos contra
serviços precários, pobreza, criminalidade, desemprego e escândalos de
corrupção que atingem o governo de Zuma
Uma fotografia de Mandela com um garoto não identificado foi colocada em uma árvore na porta da casa do ex-presidente, em Johannesburgo
Dijon Anderson, de Bowie, em Maryland, fotografa o filho Keaton, de 10 anos, em frente à estátua de Mandela na Embaixada da África do Sul, em Washington
Avançar
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Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta
contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e
sociais que ele lutou tanto para combater Próxima
Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira (6) para viver um futuro sem Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e sociais que ele lutou tanto para combater
Foto: 06.12.13/REUTERS/Ihsaan Haffejee
Ex-presidente dedicou seus 95 anos de vida à luta contra o racismo e o Apartheid
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Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira (6) para viver um futuro sem
Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta
contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e
sociais que ele lutou tanto para combater
O dia nasceu e as pessoas saíram de casa para o trabalho na capital,
Pretória, em Johanesburgo e Cape Town, mas muitos ainda estavam em
choque pela morte do homem que foi um símbolo mundial da reconciliação e
da coexistência pacífica
Os sul-africanos ouviram o presidente do país, Jacob Zuma, anunciar, na
quinta-feira (5), que o ex-presidente e Nobel da Paz havia morrido em paz na
sua casa, em Johanesburgo, na companhia de familiares
Apesar das garantias de líderes e figuras públicas de que a morte de
Mandela, ao mesmo tempo que penosa, não vai impedir que a África do Sul
siga avançando e se distanciando do passado amargo do Apartheid, alguns
ainda expressam inquietações sobre a ausência física do homem que ganhou
fama como um agente da paz.'Não vai ser bom. Eu acho que vai
se tornar um país mais racista', disse Sharon Qubeka, 28 anos, uma
secretária da comunidade de Tembisa, que se dirigia ao trabalho em
Johanesburgo.— Mandela era o único que mantinha as coisas unidas.
Uma avalanche de tributos se espalhou pelo mundo em homenagem a Mandela,
que estava doente há quase um ano, vítima de uma enfermidade pulmonar
recorrente, com a qual ele conviveu desde os 27 anos em que viveu em
prisões, incluindo na notória colônia penal de Robben Island
Para a África do Sul, no entanto, a perda de seu líder mais amado ocorre
em um momento em que a nação, depois de ganhar reconhecimento global
com o fim do Apartheid, vive crescentes conflitos e protestos contra
serviços precários, pobreza, criminalidade, desemprego e escândalos de
corrupção que atingem o governo de Zuma
Uma fotografia de Mandela com um garoto não identificado foi colocada em uma árvore na porta da casa do ex-presidente, em Johannesburgo
Dijon Anderson, de Bowie, em Maryland, fotografa o filho Keaton, de 10 anos, em frente à estátua de Mandela na Embaixada da África do Sul, em Washington
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Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta
contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e
sociais que ele lutou tanto para combater Próxima
Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira (6) para viver um futuro sem Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e sociais que ele lutou tanto para combater
Foto: 06.12.13/REUTERS/Ihsaan Haffejee
Funeral de Mandela deverá ser um dos maiores do mundo
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A foto de de 11 de julho de 2010 mostra o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela acenando ao chegar para assistir a Copa do Mundo...
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Continuar slideshowA foto de de 11 de julho de 2010 mostra o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela acenando ao chegar para assistir a Copa do Mundo...Foto: THOMAS COEX / AFP 1 / 13
O Globo,Com agências internacionais
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JOANESBURGO - A morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela será marcada por um dos maiores e mais vistos eventos já organizados no mundo. De acordo com documento acessado pelo jornal britânico “The Guardian”, o funeral deverá durar 12 dias, e ter as mesmas proporções do de Papa João Paulo II em 2005, que atraiu cinco reis, seis rainhas e 70 presidentes e primeiros-ministros, bem como de dois milhões de fiéis. Um funeral de Estado deverá ser realizado em 14 de dezembro em Qunu, onde Mandela nasceu.
Tudo isso será acompanhado por um planejamento de segurança sem precedentes para a África do Sul no momento em que o país mergulha no luto pela perda de sua figura paterna. Centenas de pessoas passaram a noite cantando e dançando diante da casa de Mandela, em Joanesburgo, embora o corpo do ex-presidente tenha sido transferido para um hospital militar em Pretória.
Livros de condolências foram abertos em prédios públicos na África do Sul e nas embaixadas do país em todo o mundo. O luto oficial no país começará na segunda-feira com uma cerimônia no estádio Soccer City, onde foi disputada a final da Copa do Mundo de 2010, em Joanesburgo.
O corpo de Mandela permanecerá em Pretória para ser velado e será sepultado em Qunu. O correspondente da BBC em Joanesburgo Mike Wooldridge destaca que a África do Sul nunca presenciou um funeral de Estado como esse, com líderes, autoridades e admiradores do ex-presidente esperados de todo o mundo. Ele acrescenta que será um enorme desafio logístico, especialmente considerando o afastamento de Qunu.
O maior símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul e Prêmio Nobel da Paz por seus esforços contra o racismo morreu na quinta-feira em sua casa em Johannesburgo. Nelson Mandela tinha 95 anos, sofria de uma grave infecção respiratória e estava sendo mantido sob cuidados médicos. Ele esteve hospitalizado de 8 de junho a 1º de setembro com um quadro de infecção pulmonar e outras complicações. Dois dias antes, a filha mais velha, Makaziwe, afirmou que o ex-presidente permanecia “muito forte e valente”, mesmo estando em seu leito de morte.
Mandela, primeiro presidente negro do país e um ícone antiapartheid, emergiu após 27 anos das prisões do regime para ajudar a guiar o país a superar o derramamento de sangue e alcançar a democracia.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/funeral-de-mandela-devera-ser-um-dos-maiores-do-mundo-10987608.html#ixzz2mgquJW00
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O Globo,Com agências internacionais
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JOANESBURGO - A morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela será marcada por um dos maiores e mais vistos eventos já organizados no mundo. De acordo com documento acessado pelo jornal britânico “The Guardian”, o funeral deverá durar 12 dias, e ter as mesmas proporções do de Papa João Paulo II em 2005, que atraiu cinco reis, seis rainhas e 70 presidentes e primeiros-ministros, bem como de dois milhões de fiéis. Um funeral de Estado deverá ser realizado em 14 de dezembro em Qunu, onde Mandela nasceu.
Tudo isso será acompanhado por um planejamento de segurança sem precedentes para a África do Sul no momento em que o país mergulha no luto pela perda de sua figura paterna. Centenas de pessoas passaram a noite cantando e dançando diante da casa de Mandela, em Joanesburgo, embora o corpo do ex-presidente tenha sido transferido para um hospital militar em Pretória.
Livros de condolências foram abertos em prédios públicos na África do Sul e nas embaixadas do país em todo o mundo. O luto oficial no país começará na segunda-feira com uma cerimônia no estádio Soccer City, onde foi disputada a final da Copa do Mundo de 2010, em Joanesburgo.
O corpo de Mandela permanecerá em Pretória para ser velado e será sepultado em Qunu. O correspondente da BBC em Joanesburgo Mike Wooldridge destaca que a África do Sul nunca presenciou um funeral de Estado como esse, com líderes, autoridades e admiradores do ex-presidente esperados de todo o mundo. Ele acrescenta que será um enorme desafio logístico, especialmente considerando o afastamento de Qunu.
O maior símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul e Prêmio Nobel da Paz por seus esforços contra o racismo morreu na quinta-feira em sua casa em Johannesburgo. Nelson Mandela tinha 95 anos, sofria de uma grave infecção respiratória e estava sendo mantido sob cuidados médicos. Ele esteve hospitalizado de 8 de junho a 1º de setembro com um quadro de infecção pulmonar e outras complicações. Dois dias antes, a filha mais velha, Makaziwe, afirmou que o ex-presidente permanecia “muito forte e valente”, mesmo estando em seu leito de morte.
Mandela, primeiro presidente negro do país e um ícone antiapartheid, emergiu após 27 anos das prisões do regime para ajudar a guiar o país a superar o derramamento de sangue e alcançar a democracia.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/funeral-de-mandela-devera-ser-um-dos-maiores-do-mundo-10987608.html#ixzz2mgquJW00
Obama: ‘Não poderia imaginar minha vida sem o exemplo que Nelson Mandela deu’
Chefes de Estado e personalidades em todo o mundo comentam a morte do ex-presidente da África do Sul
Tópicos da matéria:
Mandela
O presidente americano, BArack Obama, fala sobre a morte de Mandela
Foto: MIKE THEILER / REUTERS
O presidente americano, BArack Obama, fala sobre a morte de Mandela MIKE THEILER / REUTERS
RIO — Num discurso na Casa Branca, o presidente Barack Obama lembrou palavras de Mandela durante o julgamento dele em 1964 e revelou que o primeiro ato político do qual participou na vida foi um protesto contra o apartheid.
- Eu não poderia imaginar minha vida sem o exemplo que Nelson Mandela deu. Ele viveu por aquele ideal, tornou-o realidade. Ele alcançou mais do que podia ser esperado de qualquer homem. E hoje ele foi para casa - disse ele, consternado. - Perdemos um dos homens mais influentes, corajosos e profundamente bons da História. Ele já não nos pertence, pertence à História. Vamos fazer uma pausa e agradecer pelo fato de Nelson Mandela ter existido.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/obama-nao-poderia-imaginar-minha-vida-sem-exemplo-que-nelson-mandela-deu-10985585#ixzz2mgpNfHqG
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O presidente americano, BArack Obama, fala sobre a morte de Mandela MIKE THEILER / REUTERS
RIO — Num discurso na Casa Branca, o presidente Barack Obama lembrou palavras de Mandela durante o julgamento dele em 1964 e revelou que o primeiro ato político do qual participou na vida foi um protesto contra o apartheid.
- Eu não poderia imaginar minha vida sem o exemplo que Nelson Mandela deu. Ele viveu por aquele ideal, tornou-o realidade. Ele alcançou mais do que podia ser esperado de qualquer homem. E hoje ele foi para casa - disse ele, consternado. - Perdemos um dos homens mais influentes, corajosos e profundamente bons da História. Ele já não nos pertence, pertence à História. Vamos fazer uma pausa e agradecer pelo fato de Nelson Mandela ter existido.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/obama-nao-poderia-imaginar-minha-vida-sem-exemplo-que-nelson-mandela-deu-10985585#ixzz2mgpNfHqG
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