Despedida dolorosa: morte de Mandela reforça mensagem de paz e desperta comoção e homenagens
Ex-presidente dedicou seus 95 anos de vida à luta contra o racismo e o Apartheid
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Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira (6) para viver um futuro sem
Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta
contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e
sociais que ele lutou tanto para combater
O dia nasceu e as pessoas saíram de casa para o trabalho na capital,
Pretória, em Johanesburgo e Cape Town, mas muitos ainda estavam em
choque pela morte do homem que foi um símbolo mundial da reconciliação e
da coexistência pacífica
Os sul-africanos ouviram o presidente do país, Jacob Zuma, anunciar, na
quinta-feira (5), que o ex-presidente e Nobel da Paz havia morrido em paz na
sua casa, em Johanesburgo, na companhia de familiares
Apesar das garantias de líderes e figuras públicas de que a morte de
Mandela, ao mesmo tempo que penosa, não vai impedir que a África do Sul
siga avançando e se distanciando do passado amargo do Apartheid, alguns
ainda expressam inquietações sobre a ausência física do homem que ganhou
fama como um agente da paz.'Não vai ser bom. Eu acho que vai
se tornar um país mais racista', disse Sharon Qubeka, 28 anos, uma
secretária da comunidade de Tembisa, que se dirigia ao trabalho em
Johanesburgo.— Mandela era o único que mantinha as coisas unidas.
Uma avalanche de tributos se espalhou pelo mundo em homenagem a Mandela,
que estava doente há quase um ano, vítima de uma enfermidade pulmonar
recorrente, com a qual ele conviveu desde os 27 anos em que viveu em
prisões, incluindo na notória colônia penal de Robben Island
Para a África do Sul, no entanto, a perda de seu líder mais amado ocorre
em um momento em que a nação, depois de ganhar reconhecimento global
com o fim do Apartheid, vive crescentes conflitos e protestos contra
serviços precários, pobreza, criminalidade, desemprego e escândalos de
corrupção que atingem o governo de Zuma
Uma fotografia de Mandela com um garoto não identificado foi colocada em uma árvore na porta da casa do ex-presidente, em Johannesburgo
Dijon Anderson, de Bowie, em Maryland, fotografa o filho Keaton, de 10 anos, em frente à estátua de Mandela na Embaixada da África do Sul, em Washington
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Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira (6) para viver um futuro sem Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta contra o Apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e sociais que ele lutou tanto para combater
Foto: 06.12.13/REUTERS/Ihsaan Haffejee
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