Funeral de Mandela deverá ser um dos maiores do mundo
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A foto de de 11 de julho de 2010 mostra o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela acenando ao chegar para assistir a Copa do Mundo...
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O Globo,Com agências internacionais
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JOANESBURGO - A morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela será marcada por um dos maiores e mais vistos eventos já organizados no mundo. De acordo com documento acessado pelo jornal britânico “The Guardian”, o funeral deverá durar 12 dias, e ter as mesmas proporções do de Papa João Paulo II em 2005, que atraiu cinco reis, seis rainhas e 70 presidentes e primeiros-ministros, bem como de dois milhões de fiéis. Um funeral de Estado deverá ser realizado em 14 de dezembro em Qunu, onde Mandela nasceu.
Tudo isso será acompanhado por um planejamento de segurança sem precedentes para a África do Sul no momento em que o país mergulha no luto pela perda de sua figura paterna. Centenas de pessoas passaram a noite cantando e dançando diante da casa de Mandela, em Joanesburgo, embora o corpo do ex-presidente tenha sido transferido para um hospital militar em Pretória.
Livros de condolências foram abertos em prédios públicos na África do Sul e nas embaixadas do país em todo o mundo. O luto oficial no país começará na segunda-feira com uma cerimônia no estádio Soccer City, onde foi disputada a final da Copa do Mundo de 2010, em Joanesburgo.
O corpo de Mandela permanecerá em Pretória para ser velado e será sepultado em Qunu. O correspondente da BBC em Joanesburgo Mike Wooldridge destaca que a África do Sul nunca presenciou um funeral de Estado como esse, com líderes, autoridades e admiradores do ex-presidente esperados de todo o mundo. Ele acrescenta que será um enorme desafio logístico, especialmente considerando o afastamento de Qunu.
O maior símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul e Prêmio Nobel da Paz por seus esforços contra o racismo morreu na quinta-feira em sua casa em Johannesburgo. Nelson Mandela tinha 95 anos, sofria de uma grave infecção respiratória e estava sendo mantido sob cuidados médicos. Ele esteve hospitalizado de 8 de junho a 1º de setembro com um quadro de infecção pulmonar e outras complicações. Dois dias antes, a filha mais velha, Makaziwe, afirmou que o ex-presidente permanecia “muito forte e valente”, mesmo estando em seu leito de morte.
Mandela, primeiro presidente negro do país e um ícone antiapartheid, emergiu após 27 anos das prisões do regime para ajudar a guiar o país a superar o derramamento de sangue e alcançar a democracia.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/funeral-de-mandela-devera-ser-um-dos-maiores-do-mundo-10987608.html#ixzz2mgquJW00
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