Jogadores da Lusa veem "dois pesos e duas medidas" e se conformam
16 de dezembro de 2013 | 22h53 | atualizado às 22h53
Jogadores da Portuguesa foram ao Rio de Janeiro acompanhar pessoalmente o julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que rebaixou o time no Brasileiro e manteve o Fluminense na primeira divisão. Antes mesmo do resultado, que definiu a perda de quatro pontos pela escalação irregular de Héverton na última rodada, eles já usavam a camisa "Dois pesos e duas medidas. Por que com a Lusa?". E não confiam muito no recurso para nova sessão em última instância no dia 27.
"Acho meio difícil reverter uma derrota por 5 a 0", disse o goleiro Gledson ao Sportv, sincero. "Comemoramos que não caímos e fomos para férias quando acabou o jogo. Já fizemos em campo o que poderíamos e, agora, estamos tristes. Já esperávamos o resultado desse julgamento, agora é com os advogados e a diretoria. Isso vai durar muito ainda, não termina hoje", falou o lateral Bryan.
A sensação é de injustiça. Os atletas lembraram que já houve absolvição em situações similares, inclusive quando o Fluminense foi campeão brasileiro, há três anos, ignorando o acúmulo de cartões amarelos que suspendia o meia Tartá, utilizado também irregularmente na última rodada em 2010. "O Fluminense e o Duque de Caxias tiveram casos parecidos e foram absolvidos. O Fluminense até foi campeão e não foi nem julgado. Já nós, fomos rebaixados", lamentou Gledson."O Fluminense é um time grande, de massa. A Portuguesa não tem a grandeza do Fluminense, mas tem grandes homens e pais de família que trabalharam e lutaram bastante em campo para ficar na Série A. A Portuguesa tem pouca torcida em São Paulo, mas é uma torcida sempre presente. E é o segundo time de todos no Brasil. Todos estão tristes", prosseguiu o goleiro, irritado por ver que o trabalho no campo foi em vão.
"Este ano não foi fácil para a Portuguesa, mas fomos campeões da A-2 no Paulista e permanecemos em campo na primeira divisão do Brasileiro mostrando um futebol. No último jogo, infelizmente, aconteceu esse imprevisto fora de campo. Nossa equipe lutou, fez o melhor em campo e deu o máximo pela permanência, e agora estamos tristes", continuou.
O conformismo, porém, é tão grande que os atletas já adotam o discurso de empenho na segunda divisão. "Vamos acatar o que for decidido. Na Série A ou na Série B, vamos honrar a camisa. Fomos homens neste ano. Se disputarmos a Série B, será com a cabeça erguida", disse Bryan. "Vamos fazer o nosso melhor, independentemente da divisão, sempre procurando o melhor para a Portuguesa", falou Gledson.
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