Polícia não descarta gás lacrimogêneo e spray de pimenta em ato em SP
Protesto, marcado para o largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, segue sem itinerário definido
O secretário de Segurança Pública do Estado de São
Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou que a Polícia Militar do Estado
de São Paulo não fará uso de armas para o disparo de balas de borracha
para reprimir eventuais distúrbios na manifestação marcada para as 17h
no largo da Batata, zona oeste da capital paulista.
"É um compromisso. As tropas não estarão equipadas com
esse tipo de equipamento", disse ele. Em relação à utilização da tropa
de choque da Polícia Militar, ele disse que em um primeiro momento ela
não irá para o local da manifestação. "Estará de prontidão no quartel
como sempre esteve."
De acordo com o secretário, houve dois acordos com os
membros do Movimento Passe Livre (MPL). O primeiro, de que a divulgação
do trajeto seria apenas divulgado no local da manifestação. E o segundo é
a de presença de oficiais, ao lado das lideranças, monitorando o
protesto.
Grella participou de uma reunião com integrantes do MPL
nesta segunda-feira, que pede a revogação do aumento dos transportes
públicos na capital paulista. No dia 2 de junho, as passagens de ônibus,
trens e metrô passaram de R$ 3,00 para R$ 3,20. A manifestação desta
segunda-feira é a quinta desde o reajuste.
De acordo com o promotor da área de habitação e
urbanismo, Maurício Lopes, que participou da reunião, o Estado informou
que o uso de gás lacrimogêneo e spray de pimenta faz parte da estratégia
policial de contenção de distúrbios e que o seu uso não seria limitado.
"Eles não deram garantia de que esse tipo de material
não fosse utilizado, já que faz parte de uma estratégia gradual de
contenção de distúrbios, disse o promotor.
O promotor disse ainda que foi solicitado que a avenida
Paulista ficasse fora do trajeto por conta do número de hospitais que
existem na região. Mas não houve também garantias - por parte dos
manifestantes - sobre se isso iria acontecer.
Mayara Vivian, do MPL, disse que a secretaria pediu que fosse informado
o trajeto da manifestação, mas que isso não seria possível naquele
momento. "Isso a gente só vai ter como decidir no local, depois de ver
qual será o número de pessoas que vão participar . Deve acontecer uma reunião no local para definir isso".
Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.
Durante os atos, portas de agências bancárias e
estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos
pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à
repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para
tentar conter ou dispersar os protestos.
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