Oficiais da Polícia Militar de São Paulo acompanharão a manifestação contra a alta na tarifa de ônibus nesta segunda-feira em São Paulo, e a polícia terá uma ação "pontual" em eventuais casos de violência e vandalismo durante os protestos, disse o secretário de Segurança do Estado, Fernando Grella.
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Lideranças do Movimento Passe Livre (MPL), que tem organizado as
manifestações, reuniram-se com o secretário e com integrantes do
Ministério Público estadual, mas não revelaram antecipadamente o trajeto
a ser percorrido. Segundo Grella, ficou acertado que o percurso que os
manifestantes farão será informado à PM no momento de saída do protesto.
"Ficou acertado que o trajeto faz parte da dinâmica do movimento,
divulgar o trajeto no local da saída do movimento, no local da
concentração", disse o secretário em entrevista coletiva, afirmando que o
MPL disse ser parte da "estratégia" do movimento não informar
previamente às autoridades. O protesto está marcado para o fim da tarde
desta segunda, na zona oeste da capital paulista.Na quinta-feira, a quarta manifestação organizada pelo MPL contra a alta na tarifa de 3 reais para 3,20 reais voltou a complicar o trânsito da cidade e terminou em confronto com a PM com vários relatos de abusos cometidos por policiais.
Cerca de 100 pessoas ficaram feridas, segundo o MPL, e a secretaria informou que mais de 230 pessoas foram detidas para averiguação, entre elas ao menos um jornalista que cobria o protesto. Mais de 10 policiais também ficaram feridos.
Segundo a PM, o confronto aconteceu porque os manifestantes teriam descumprido um acordo de não entrar na Avenida Paulista, a principal via da cidade.
Grella voltou a dizer nesta segunda que os eventuais abusos serão apurados, e os policiais envolvidos sofrerão punições. "Nós temos situações isoladas, sim, de problemas e abusos e todos os que temos notícia estão sendo apurados", disse o secretário.
De acordo com Grella, a Tropa de Choque da PM não estará presente na manifestação, mas estará "à disposição" caso seja necessário.
O secretário disse ainda que os policiais não usarão balas de borracha na manifestação desta segunda e, questionado se manifestantes portando vinagre serão detidos, como ocorreu na quinta-feira, disse que isso não acontecerá e que acredita que não será necessário o uso do produto por manifestantes.
O vinagre é utilizado tanto por manifestantes quanto por jornalistas a trabalho para amenizar os efeitos provocados pelo gás lacrimogêneo usado pela polícia.
"O papel da Polícia Militar será apenas de acompanhar, de garantir, de um lado que o movimento transcorra normalmente, pacificamente, de acompanhamento, portanto, da segurança dos próprios manifestantes, e de outro lado organizar o trânsito", acrescentou.
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