segunda-feira, 27 de maio de 2013

Santos perde renda recorde de quase R$ 7 milhões e vê presença em massa da torcida do Flamengo maltratar Neymar Marcos Paulo Lima - Correio Braziliense Lorrane Melo - Correio Braziliense Braitner Moreira - Correio Braziliense | Tags: celular Publicação:27/05/2013 12:12 Atualização:27/05/2013 12:14 Pior do que vender um mando de jogo por R$ 800 mil e abrir mão da arrecadação recorde na história do futebol brasileiro — R$ 6.948.710 — é negociar o maior ídolo da história do clube na era pós-Pelé e vê-lo diminuído pela força da torcida adversária na partida de despedida. Ontem, o Santos conseguiu transformar Neymar em mané. Não, no Mané Garrincha, que dá nome ao Estádio Nacional de Brasília, mas em um bobo da corte rubro-negra. Engolidos pela torcida do Flamengo — maioria entre os 63.501 pagantes —, os fãs do Santos foram incapazes de levantar a voz em defesa do Menino da Vila. Na última exibição pelo clube do coração, Neymar decorou todos os hits cantados pela “nação”. Em vez dos gritos de agradecimento por parte dos alvinegros, o reforço do Barcelona ouviu o irônico grito de “Adeus, Neymar” dos rivais depois do apito final. Poderia ter sido pior se o ataque do Flamengo não fosse tão incompetente para evitar o melancólico empate por 0 x 0, único na primeira rodada do Brasileirão. Neymar subiu ao palco como protagonista e admitiu: “Estou sentindo um frio na barriga”. A tensão atingiu o ápice na execução do Hino Nacional. Ao ouvir Ellen Oléria cantar à capela, ele limpou as lágrimas dos olhos. Em seguida, ouviu de um povo heroico um brado retumbante. Era a torcida do Flamengo o provocando antes de a bola rolar aos gritos de “Neymar, v…”. Com a frieza exigida pelo futebol europeu, o craque driblou os xingamentos curtindo o carinho dos colegas rubro-negros. Todos os adversários o abraçaram como se estivessem no portão de embarque do voo rumo a Barcelona. Um, em especial, não desgrudou dele. Leonardo Moura foi a sombra de Neymar no último duelo entre os dois moicanos no Campeonato Brasileiro. No primeiro tempo, o lateral-direito domou o novo parceiro de Messi. Da ponta esquerda alvinegra, Neymar viu um dos candidatos à sucessão de ídolo no país provar que está longe de ser uma joia. Aos 11 minutos — o número da camisa de Neymar —, Gabriel deixou Rafinha na cara do gol para roubar a cena. O maranhense revelado no Distrito Federal finalizou fraco, por baixo de Rafael, mas o goleiro se recuperou a tempo. Melhor no jogo, o Flamengo ainda perdeu chances com Hernane. Neymar só incorporou Mané Garrincha em um lance. Luiz Antônio teve a coluna entortada no único chute a gol do astro no primeiro ato do espetáculo. Triste com o adeus de quem mais sabe acariciá-la, a horrível bola larajada do Brasileirão preferiu ir para fora. Maduro, o Neymar que um dia bateu boca com o técnico Dorival Júnior e foi chamado de “monstro” por Renê Simões se travestiu de anjo por alguns segundos. Não o das pernas tortas, mas, sim, no anjo da guarda. Em um abraço de camisas 11, Neymar agarrou Renato Abreu para blindar o colega Cícero durante uma discussão com o rubro-negro. Menor ainda Os últimos 45 minutos de Neymar com a camisa do Santos continuaram sendo pequenos diante dos ecos da torcida do Flamengo. O atacante arriscou um chute cruzado, mas Felipe defendeu. Bateu falta, e o camisa 1 estava ligado. Muda, a torcida do Santos ouvia a do Flamengo festejar cada intervenção ou desarme em cima de Neymar como se fosse um gol. Gol, palavra esquecida por Neymar no adeus ao Brasil. O maior artilheiro do Santos na era pós-Pelé completou oito partidas (770 minutos) sem marcar gol. O torcedor brasiliense ainda não viu gol de Neymar. A outra exibição tinha sido em 2011, na derrota por 2 x 1 para o Atlético-GO. Quem pagou para ver bola na rede, viu o telão anunciar a maior renda da história do futebol brasileiro e se sentiu um mané, com vontade de perdir reembolso. Diminuído em sua partida de despedida, Neymar escapou da derrota e viu a torcida rival ir embora vermelha e preta de tanta raiva do péssimo ataque do Flamengo. Leia a reportagem completa na edição de hoje do Correio Braziliense

Santos perde renda recorde de quase R$ 7 milhões e vê presença em massa da torcida do Flamengo maltratar Neymar

Marcos Paulo Lima - Correio Braziliense
Lorrane Melo - Correio Braziliense
Braitner Moreira - Correio Braziliense
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Publicação:

27/05/2013 12:12
  

Atualização:

27/05/2013 12:14
Pior do que vender um mando de jogo por R$ 800 mil e abrir mão da arrecadação recorde na história do futebol brasileiro — R$ 6.948.710 — é negociar o maior ídolo da história do clube na era pós-Pelé e vê-lo diminuído pela força da torcida adversária na partida de despedida. Ontem, o Santos conseguiu transformar Neymar em mané. Não, no Mané Garrincha, que dá nome ao Estádio Nacional de Brasília, mas em um bobo da corte rubro-negra. Engolidos pela torcida do Flamengo — maioria entre os 63.501 pagantes —, os fãs do Santos foram incapazes de levantar a voz em defesa do Menino da Vila. Na última exibição pelo clube do coração, Neymar decorou todos os hits cantados pela “nação”. Em vez dos gritos de agradecimento por parte dos alvinegros, o reforço do Barcelona ouviu o irônico grito de “Adeus, Neymar” dos rivais depois do apito final. Poderia ter sido pior se o ataque do Flamengo não fosse tão incompetente para evitar o melancólico empate por 0 x 0, único na primeira rodada do Brasileirão.

Neymar subiu ao palco como protagonista e admitiu: “Estou sentindo um frio na barriga”. A tensão atingiu o ápice na execução do Hino Nacional. Ao ouvir Ellen Oléria cantar à capela, ele limpou as lágrimas dos olhos. Em seguida, ouviu de um povo heroico um brado retumbante. Era a torcida do Flamengo o provocando antes de a bola rolar aos gritos de “Neymar, v…”. Com a frieza exigida pelo futebol europeu, o craque driblou os xingamentos curtindo o carinho dos colegas rubro-negros. Todos os adversários o abraçaram como se estivessem no portão de embarque do voo rumo a Barcelona. Um, em especial, não desgrudou dele. Leonardo Moura foi a sombra de Neymar no último duelo entre os dois moicanos no Campeonato Brasileiro.

No primeiro tempo, o lateral-direito domou o novo parceiro de Messi. Da ponta esquerda alvinegra, Neymar viu um dos candidatos à sucessão de ídolo no país provar que está longe de ser uma joia. Aos 11 minutos — o número da camisa de Neymar —, Gabriel deixou Rafinha na cara do gol para roubar a cena. O maranhense revelado no Distrito Federal finalizou fraco, por baixo de Rafael, mas o goleiro se recuperou a tempo. Melhor no jogo, o Flamengo ainda perdeu chances com Hernane.

Neymar só incorporou Mané Garrincha em um lance. Luiz Antônio teve a coluna entortada no único chute a gol do astro no primeiro ato do espetáculo. Triste com o adeus de quem mais sabe acariciá-la, a horrível bola larajada do Brasileirão preferiu ir para fora.

Maduro, o Neymar que um dia bateu boca com o técnico Dorival Júnior e foi chamado de “monstro” por Renê Simões se travestiu de anjo por alguns segundos. Não o das pernas tortas, mas, sim, no anjo da guarda. Em um abraço de camisas 11, Neymar agarrou Renato Abreu para blindar o colega Cícero durante uma discussão com o rubro-negro.
Menor ainda
Os últimos 45 minutos de Neymar com a camisa do Santos continuaram sendo pequenos diante dos ecos da torcida do Flamengo. O atacante arriscou um chute cruzado, mas Felipe defendeu. Bateu falta, e o camisa 1 estava ligado. Muda, a torcida do Santos ouvia a do Flamengo festejar cada intervenção ou desarme em cima de Neymar como se fosse um gol.

Gol, palavra esquecida por Neymar no adeus ao Brasil. O maior artilheiro do Santos na era pós-Pelé completou oito partidas (770 minutos) sem marcar gol. O torcedor brasiliense ainda não viu gol de Neymar. A outra exibição tinha sido em 2011, na derrota por 2 x 1 para o Atlético-GO. Quem pagou para ver bola na rede, viu o telão anunciar a maior renda da história do futebol brasileiro e se sentiu um mané, com vontade de perdir reembolso. Diminuído em sua partida de despedida, Neymar escapou da derrota e viu a torcida rival ir embora vermelha e preta de tanta raiva do péssimo ataque do Flamengo.

Leia a reportagem completa na edição de hoje do Correio Braziliense

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