segunda-feira, 27 de maio de 2013

27/5/2013 às 10h53 (Atualizado em 27/5/2013 às 11h18) Advogado pode esperar até dez anos para adotar criança indígena Dia Nacional da Adoção foi comemorado com dança na Praça dos Três Poderes Texto: -A +A Do R7, com TV Record O advogado Paulo Fernando Melo quer adotar uma criança indígena para salvá-la de práticas de sacrifício de algumas tribos O Dia Nacional da Adoção foi comemorado no último domingo (26) com danças e muita alegria na Praça dos Três Poderes. O evento teve o objetivo de chamar a atenção para a temática que envolve crianças e adultos prontos para oferecer um novo lar. Como no caso do advogado Paulo Fernando Melo que pretende adotar uma criança indígena. Mas o desejo dele pode demorá muito tempo para se realizar. De acordo com a vice-presidente da Aconchego, organização não governamental de apoio a adoção, a advogada Fabiana Gadelha, hoje no DF existe mais pretendentes a adoção do que crianças disponíveis. — No DF são 460 crianças acolhidas em abrigos, sendo que 125 estão aptas para adoção e acabam não sendo adotadas porque já estão em perfis que a maioria dos pretendeste não quer: adolescentes, crianças com deficiência ou negros. Melo sabe que pode esperar muito tempo, mas não vai desistir do sonho de dar um novo lar a uma criança indígena. — Nós escolhemos uma criança indígena porque sabemos que em algumas tribos existe a prática de sacrifício. Quando nascem gêmeos uma delas é enterrada viva. A vontade de ter um filho somada a demora de conseguir adotar um, estimula, em alguns casos, uma prática ilegal: a adoção a brasileira. Quando o casal ou a pessoa registra em cartório a criança como se fosse sua filha. Leia mais notícias no R7 DF De acordo com a presidente da Aconchego, a psicóloga Soraya Pereira, a dança circular representa união de forças em prol de um objetivo e a troca de experiências. Segundo ela, a praça foi escolhida como local do evento para chamar atenção dos poderes públicos. — Nós escolhemos a Praça dos Três Poderes para chamar a atenção do governo, da justiça e do legislativo para o tema adoção no sentido de que este pode ser um meio de cidadania. Nossas crianças não são violentas, não queimam colchão, não fazem rebelião. Elas apenas estão nos abrigos, esperando um lar.

27/5/2013 às 10h53 (Atualizado em 27/5/2013 às 11h18)

Advogado pode esperar até dez anos para adotar criança indígena

Dia Nacional da Adoção foi comemorado com dança na Praça dos Três Poderes
Do R7, com TV Record
O advogado Paulo Fernando Melo quer adotar uma criança indígena para salvá-la de práticas de sacrifício de algumas tribos
Dia Nacional da Adoção foi comemorado no último domingo (26) com danças e muita alegria na Praça dos Três Poderes. O evento teve o objetivo de chamar a atenção para a temática que envolve crianças e adultos prontos para oferecer um novo lar. Como no caso do advogado Paulo Fernando Melo que pretende adotar uma criança indígena. Mas o desejo dele pode demorá muito tempo para se realizar.  
De acordo com a vice-presidente da Aconchego, organização não governamental de apoio a adoção, a advogada Fabiana Gadelha, hoje no DF existe mais pretendentes a adoção do que crianças disponíveis.    
— No DF são 460 crianças acolhidas em abrigos, sendo que 125 estão aptas para adoção e acabam não sendo adotadas porque já estão em perfis que a maioria dos pretendeste não quer: adolescentes, crianças com deficiência ou negros.    
Melo sabe que pode esperar muito tempo, mas não vai desistir do sonho de dar um novo lar a uma criança indígena.   — Nós escolhemos uma criança indígena porque sabemos que em algumas tribos existe a prática de sacrifício. Quando nascem gêmeos uma delas é enterrada viva.   
A vontade de ter um filho somada a demora de conseguir adotar um, estimula, em alguns casos, uma prática ilegal: a adoção a brasileira. Quando o casal ou a pessoa registra em cartório a criança como se fosse sua filha.  
De acordo com a presidente da Aconchego, a psicóloga Soraya Pereira, a dança circular representa união de forças em prol de um objetivo e a troca de experiências. Segundo ela, a praça foi escolhida como local do evento para chamar atenção dos poderes públicos.    
— Nós escolhemos a Praça dos Três Poderes para chamar a atenção do governo, da justiça e do legislativo para o tema adoção no sentido de que este pode ser um meio de cidadania. Nossas crianças não são violentas, não queimam colchão, não fazem rebelião. Elas apenas estão nos abrigos, esperando um lar.  

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