Dilma: ‘Mandela é símbolo para todos que lutam pela justiça’
Em nome do governo e do povo brasileiro, Dilma manifestou pesar pela morte do símbolo da luta contra a apartheid
Ex-presidente Lula e presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, também lembraram a importância do líder africano
Tópicos da matéria:
Mandela
Com o então presidente Lula em sua casa em Maputo, Moçambique: o líder sul-africano visitou o Brasil duas vezes: em 1991 e 1998 Foto: Reuters/16-10-2008
Com o então presidente Lula em sua casa em Maputo, Moçambique: o líder sul-africano visitou o Brasil duas vezes: em 1991 e 1998 Reuters/16-10-2008
BRASÍLIA - Em nota de pesar pela morte do ex-presidente Nelson Mandela, nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou que “o exemplo deste grande líder guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo”. Em nome do governo e do povo brasileiro, Dilma manifestou pesar pela morte de Mandela aos familiares do líder sul-africano, ao presidente Jacob Zuma e à população da África do Sul.
Para Dilma, a luta de Mandela contra o apartheid transformou-se em paradigma para a África e para todos os “que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade”. Ela disse ele conduziu “com paixão e inteligência” o processo.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/dilma-mandela-simbolo-para-todos-que-lutam-pela-justica-10985691#ixzz2mgpDbIQJ
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Nas ruas, África do Sul lamenta a morte de Nelson Mandela
Sul-africanos se reúnem para orar, dançar e cantar em homenagem a Madiba
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Mandela
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O GLOBO (
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Publicado:
5/12/13 - 21h24
Atualizado:
5/12/13 - 23h11
Pessoas escutam o pronunciamento do presidente Jacob Zuma anunciando a morte de Mandela
Foto: SIPHIWE SIBEKO/REUTERS
Pessoas escutam o pronunciamento do presidente Jacob Zuma anunciando a morte de Mandela SIPHIWE SIBEKO/REUTERS
RIO - Aos 95 anos, Nelson Mandela parecia imortal para muitos sul-africanos. Mas os últimos meses de internações seguidas e da adaptação de sua casa para que passasse os últimos dias vinham preparando os sul-africanos para a notícia dada pelo presidente Jacob Zuma na noite de quinta-feira: Nelson Mandela morrera. Com o anúncio, muitas pessoas saíram às ruas para dançar e a cantar em uma homenagem calma à vida do ex-presidente que conduziu o país ao fim do regime de discriminação racial. Velas e bandeiras da África do Sul ocuparam as ruas de Joanesburgo.
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Zuma pediu calma a toda a população em seu discurso. Durante próximos dias, ou talvez semanas, as autoridades esperam que milhares de sul-africanos viagem à capital para prestar homenagem ao líder sul-africano no velório oficial.
Nas redes sociais, sul-africanos expressavam o lamento e contavam como o ex-presidente havia influenciado suas vidas.
Para Noma Gupta, a grande lição de Mandela foi sobre o perdão. “Ele me deu esperança, e através dele eu aprendi o que o realmente significa perdoar”, escreveu sobre o presidente que buscou conciliação e não a vingança daqueles que o aprisionaram e o perseguiram.
Já Mohau Bosiu, lembrou o impacto que o líder teve em sua vida como jovem negro. "Hoje, como uma criança negra, eu tenho a permissão de ter a chance de uma educação melhor, tenho autonomia e posso dar autonomia aos outros.”
A madrugada encontrou os sul-africanos nas ruas. Velas eram acesas, pessoas se consolavam. Outras dançavam lembrando Mandela.
Sul-africanos se reúnem para orar, dançar e cantar em homenagem a Madiba
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Atualizado:
5/12/13 - 23h11
Pessoas escutam o pronunciamento do presidente Jacob Zuma anunciando a morte de Mandela
Foto: SIPHIWE SIBEKO/REUTERS
Pessoas escutam o pronunciamento do presidente Jacob Zuma anunciando a morte de Mandela SIPHIWE SIBEKO/REUTERS
RIO - Aos 95 anos, Nelson Mandela parecia imortal para muitos sul-africanos. Mas os últimos meses de internações seguidas e da adaptação de sua casa para que passasse os últimos dias vinham preparando os sul-africanos para a notícia dada pelo presidente Jacob Zuma na noite de quinta-feira: Nelson Mandela morrera. Com o anúncio, muitas pessoas saíram às ruas para dançar e a cantar em uma homenagem calma à vida do ex-presidente que conduziu o país ao fim do regime de discriminação racial. Velas e bandeiras da África do Sul ocuparam as ruas de Joanesburgo.
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Para Noma Gupta, a grande lição de Mandela foi sobre o perdão. “Ele me deu esperança, e através dele eu aprendi o que o realmente significa perdoar”, escreveu sobre o presidente que buscou conciliação e não a vingança daqueles que o aprisionaram e o perseguiram.
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Matérias digitalizadas
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03 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 21
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11 de Fevereiro de 1990, Primeira Página, página 1
11 de Fevereiro de 1990, Primeira Página, página 1
12 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 13
12 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 13
13 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 16
13 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 16
next
Quando ele foi preso, em 1962, a TV ainda era em preto e branco e a era da informática estava longe. Quando o homem foi à Lua, em 1969, só soube vagamente, pois era forçado a passar o dia quebrando pedras na prisão. Às 16h16m do dia 2 de fevereiro de 1990, quando cruzou os portões da penitenciária de Victor Verster, seu último cárcere, o líder negro sul-africano Nelson Mandela via o mundo pela primeira vez depois de mais de um quarto de século. Somente umas dez pessoas o haviam visitado no período.
Mas não havia tempo a perder. Três horas após ser libertado, Mandela já discursava para 60 mil pessoas. Depois de 27 anos de prisão, o homem que se transformara em mártir assumiria imediatamente a liderança e as negociações que levaram, pela primeira vez, a maioria negra ao poder na África do Sul. Chegava ao fim a era do cruel regime racista do apartheid, de quatro décadas.
Mandela ajudou a reestruturar o Congresso Nacional Africano (CNA), que tinha passado três décadas na clandestinidade. Aos 71 anos, tentaria, sem sucesso, retomar a vida com a mulher com a qual estava casado havia 31 anos, mas com quem vivera apenas alguns meses antes de ir preso.
Muitos teve comportamento surpreendente para quem passou 27 anos preso: dispôs-se a negociar com seus algozes sem rancor e com espírito de conciliação. Ao contrário do que se imaginou por décadas, o desmantelamento do regime racista não se deu por uma revolução violenta, mas por negociações pacíficas - e inicialmente secretas - entre o último líder branco da África do Sul, Frederik de Klerk, e Mandela. A transição começou no fim da década de 80. Isolado internacionalmente e sob forte pressão interna, De Klerk percebeu que não restava alternativa senão negociar.
Em 1992, num plebiscito só para brancos, 69% dos votantes se pronunciaram pelo fim do apartheid. Dois anos depois, vieram as primeiras eleições livres. Os negros votaram pela primeira vez na História do país e Mandela foi eleito presidente com 62,6% dos votos.
O arcebispo negro Desmond Tutu, ganhador do prêmio Nobel da Paz de 1984 por sua luta não violenta contra o apartheid, considerou um milagre ter havido uma transição pacífica de poder.
Leia mais sobre esse assunto em http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/mandela-solto-apos-27-anos-9230791#ixzz2mgnks0Sb
© 2013.
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03 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 21
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11 de Fevereiro de 1990, Primeira Página, página 1
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12 de Fevereiro de 1990, O Mundo, página 13
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Quando ele foi preso, em 1962, a TV ainda era em preto e branco e a era da informática estava longe. Quando o homem foi à Lua, em 1969, só soube vagamente, pois era forçado a passar o dia quebrando pedras na prisão. Às 16h16m do dia 2 de fevereiro de 1990, quando cruzou os portões da penitenciária de Victor Verster, seu último cárcere, o líder negro sul-africano Nelson Mandela via o mundo pela primeira vez depois de mais de um quarto de século. Somente umas dez pessoas o haviam visitado no período.
Mas não havia tempo a perder. Três horas após ser libertado, Mandela já discursava para 60 mil pessoas. Depois de 27 anos de prisão, o homem que se transformara em mártir assumiria imediatamente a liderança e as negociações que levaram, pela primeira vez, a maioria negra ao poder na África do Sul. Chegava ao fim a era do cruel regime racista do apartheid, de quatro décadas.
Mandela ajudou a reestruturar o Congresso Nacional Africano (CNA), que tinha passado três décadas na clandestinidade. Aos 71 anos, tentaria, sem sucesso, retomar a vida com a mulher com a qual estava casado havia 31 anos, mas com quem vivera apenas alguns meses antes de ir preso.
Muitos teve comportamento surpreendente para quem passou 27 anos preso: dispôs-se a negociar com seus algozes sem rancor e com espírito de conciliação. Ao contrário do que se imaginou por décadas, o desmantelamento do regime racista não se deu por uma revolução violenta, mas por negociações pacíficas - e inicialmente secretas - entre o último líder branco da África do Sul, Frederik de Klerk, e Mandela. A transição começou no fim da década de 80. Isolado internacionalmente e sob forte pressão interna, De Klerk percebeu que não restava alternativa senão negociar.
Em 1992, num plebiscito só para brancos, 69% dos votantes se pronunciaram pelo fim do apartheid. Dois anos depois, vieram as primeiras eleições livres. Os negros votaram pela primeira vez na História do país e Mandela foi eleito presidente com 62,6% dos votos.
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Nelson Mandela, o herói da luta contra o apartheid
Veja uma seleção de reportagens, vídeos, galerias e infográficos sobre o líder sul-africano.
Um construtor de pontes: Com sorriso afável e perseverança, ele ajudou a conduzir a integração racial na África do Sul
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Em imagens
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Nelson Mandela e as personalidades dos séculos XX e XXI
INFOGRÁFICO
Da luta e à reconciliação
CRONOLOGIA
A vida de Nelson Mandela
NO BRASIL
Em visitas ao país, Mandela foi ‘quase sufocado de tanto amor'
FRASES
'Muitos neste país pagaram o preço antes de mim. E muitos pagarão depois', disse em 1962
ACERVO O GLOBO
Em vez de rancor, símbolo da luta contra o apartheid optou pela conciliação
Multimídia
VÍDEO
Os passos de Mandela contra o apartheid
VÍDEO
A aldeia de Qunu, berço de Nelson Mandela
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Homenagens aos 95 anos de Mandela
ARTE: O GLOBO
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O homem puro: conheça as frases que marcaram os 95 anos de vida de Nelson Mandela
Luta por igualdade social e incentivo à educação eram temas recorrentes nos discursos de Madiba
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Texto: -A +A
Retroceder
O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu nessa quinta-feira (5), dedicou sua vida à luta pela igualdade e contra a segregação racial. Sua trajetória política o tornou um líder respeitado em todo o mundo.Sábio, o ex-presidente sempre foi admirado por suas palavras e pelos discursos que nunca serão esquecidos.A seguir, conheça algumas das frases de Mandela
'A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo'.Sempre preocupado com a educação infantil, Mandela disse, durante a comemoração de seu aniversário de 88 anos, que 'nós queremos crianças que tenham estudo, porque, se você não tiver educação, você nunca se tornará líder'
'Eu aprendi que a coragem não é a
ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele
que não sente medo, mas aquele que conquista apesar do medo', disse o homem, que passou 27 anos preso por defender seus ideais contra o apartheid, regime racista adotado durante 46 anos na África do Sul.Na imagem acima, Mandela aparece ao lado do ex-presidente americano Bill Clinton em uma cela onde passou cerca de 18 anos
'Ser pela liberdade não é apenas tirar as
correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a
liberdade dos outros'
Mandela dedicou sua vida à luta pela igualdade.— Sonho com o dia em que todos compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.
'Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e se podem aprender a odiar, também podem ser ensinadas a amar'
'Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição. E ainda há crianças com fome que choram'.Na Somália, por exemplo, quase 258 mil pessoas morreram de fome entre outubro de 2010 e abril de 2012, destaca um relatório da ONU divulgado em maio deste ano
'É por meio da educação que a filha de um camponês se
torna médica, que o filho de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que
um filho de trabalhadores rurais pode chegar a presidente de uma grande nação', disse Mandela, que se formou em direito, após se recusar a seguir os planos de sua família e a assumir a chefia da tribo onde nasceu
Avançar
AnteriorO ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu nessa quinta-feira (5), dedicou sua vida à luta pela igualdade e contra a segregação racial. Sua trajetória política o tornou um líder respeitado em todo o mundo.Sábio, o ex-presidente sempre foi admirado por suas palavras e pelos discursos que nunca serão esquecidos.A seguir, conheça algumas das frases de Mandela Próxima
O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu nessa quinta-feira (5), dedicou sua vida à luta pela igualdade e contra a segregação racial. Sua trajetória política o tornou um líder respeitado em todo o mundo.
Sábio, o ex-presidente sempre foi admirado por suas palavras e pelos discursos que nunca serão esquecidos.
A seguir, conheça algumas das frases de Mandela
Foto: Montagem R7
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O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu nessa quinta-feira (5), dedicou sua vida à luta pela igualdade e contra a segregação racial. Sua trajetória política o tornou um líder respeitado em todo o mundo.Sábio, o ex-presidente sempre foi admirado por suas palavras e pelos discursos que nunca serão esquecidos.A seguir, conheça algumas das frases de Mandela
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'Ser pela liberdade não é apenas tirar as
correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a
liberdade dos outros'
Mandela dedicou sua vida à luta pela igualdade.— Sonho com o dia em que todos compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.
'Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e se podem aprender a odiar, também podem ser ensinadas a amar'
'Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição. E ainda há crianças com fome que choram'.Na Somália, por exemplo, quase 258 mil pessoas morreram de fome entre outubro de 2010 e abril de 2012, destaca um relatório da ONU divulgado em maio deste ano
'É por meio da educação que a filha de um camponês se
torna médica, que o filho de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que
um filho de trabalhadores rurais pode chegar a presidente de uma grande nação', disse Mandela, que se formou em direito, após se recusar a seguir os planos de sua família e a assumir a chefia da tribo onde nasceu
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O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu nessa quinta-feira (5), dedicou sua vida à luta pela igualdade e contra a segregação racial. Sua trajetória política o tornou um líder respeitado em todo o mundo.
Sábio, o ex-presidente sempre foi admirado por suas palavras e pelos discursos que nunca serão esquecidos.
A seguir, conheça algumas das frases de Mandela
Foto: Montagem R7
Nelson Mandela morreu: Conheça o testemunho e frases marcantes do líder cristão africano
Avatar de Dan Martins Por Dan Martins em 5 de dezembro de 2013
Tags: Africa do Sul, apartheid, Congresso Nacional Africano, Cristão, Cristianismo, Jacob Zuma, Madiba Mandela, Nelson Mandela, Rolihlahla Madiba Mandela, segregação
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Nelson Mandela morreu: Conheça o testemunho e frases marcantes do líder cristão africano
Nessa quinta-feira, dia 5 de dezembro de 2013, o mundo recebeu com pesar o anúncio do falecimento de Nelson Mandela, ex-presidente e líder histórico da luta contra a segregação racial da África do Sul. Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, conforme anunciou o atual mandatário do país, Jacob Zuma, em pronunciamento.
Cristão, Mandela entrou para a história como defensor da liberdade e dos direitos dos desfavorecidos, da igualdade de oportunidades e do fim de todas as formas de opressão. Reconhecido mundialmente como um ícone por sua luta contra o sistema opressor do Apartheid, o líder africano recebeu o prêmio Nobel da Paz de 1993.
- Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós, mas em todos – afirmou em certa ocasião.
História de Nelson Mandela
“Nós nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus!” – Nelson Mandela.
Rolihlahla Madiba Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 em um vilarejo do bantustão na província de Transkei, recebeu o nome Nelson aos 7 anos por professores, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças, quando se tornou o primeiro da família a ir para a escola. “Bantustão” era o nome das prisões rurais destinadas aos não brancos pelo governo da África do Sul durante o Apartheid, política racista praticada na África do Sul desde o início do século passado e oficializada em 1948, após eleições onde apenas brancos votaram.
Descendente de Thembu, chefe de um clã dos Xhosas, um dos muitos povos locais da África do Sul, Mandela teve sua educação permeada de formação cristã por influência de sua mãe. Foi batizado na Igreja Metodista e, quando tinha apenas nove anos, seu pai morreu. Adotado pelo chefe Jongintaba Dalindyebo, o regente do povo Thembu, mudou-se para a capital de Thembuland onde ouviu pela primeira vez falar de como África tinha vivido em paz relativa até à chegada dos brancos.
No ano de 1939, Mandela entrou para a University College de Fort Hare, de onde foi expulso devido aos seus atos, considerados de insubordinação. Pouco depois entrou para a Universidade de Witwatersrand para estudar direito e envolveu-se ativamente no movimento antiapartheid inscrevendo-se no ANC (Congresso Nacional Africano) em 1942.
Durante 20 anos liderou uma campanha pacífica e não violenta contra o Governo e as suas políticas racistas, até que em 1960 a morte de 69 pessoas pela polícia durante uma manifestação o levou a optar pela guerrilha como forma de defender sua causa. Por causa de seu ativismo, em 1963 foi levado ao tribunal e condenado, com outras dez pessoas, à prisão perpétua por ofensas políticas, incluindo sabotagem.
Porém, sua prisão deu ainda mais força à luta antiapartheid e, durante os 27 anos que passou encarcerado, ele se tornou símbolo dessa luta e continuou liderando os grupos negros, mesmo estando preso. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada.
Quando foi libertado, emergiu como cabeça do ANC, liderando a reconciliação com os seus opressores de forma a conduzir o país pacificamente na sua transição após a era de 46 anos de segregação.
Cristão Nelson Mandela
Considerado um dos maiores líderes políticos da história, Mandela chegou a ser considerado por muitos como um verdadeiro “santo”. Porém, firmado em sua formação cristã, ele mesmo se classificou como um pecador e afirmou: “Eu não sou um santo. A não ser que você pense em um santo como um pecador que continua tentando”.
Sobre sua luta, afirmou: “Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos”. Em outro momento disse que “enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.”
Em sua biografia fez questão de ressaltar sua fé cristã. Quando mais novo estudou em uma escola missionária da Igreja Metodista, onde foi batizado. Enquanto esteve preso, o Concílio Metodista fez lobby para tentar sua soltura na época.
Avatar de Dan Martins Por Dan Martins em 5 de dezembro de 2013
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História de Nelson Mandela
“Nós nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus!” – Nelson Mandela.
Rolihlahla Madiba Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 em um vilarejo do bantustão na província de Transkei, recebeu o nome Nelson aos 7 anos por professores, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças, quando se tornou o primeiro da família a ir para a escola. “Bantustão” era o nome das prisões rurais destinadas aos não brancos pelo governo da África do Sul durante o Apartheid, política racista praticada na África do Sul desde o início do século passado e oficializada em 1948, após eleições onde apenas brancos votaram.
Descendente de Thembu, chefe de um clã dos Xhosas, um dos muitos povos locais da África do Sul, Mandela teve sua educação permeada de formação cristã por influência de sua mãe. Foi batizado na Igreja Metodista e, quando tinha apenas nove anos, seu pai morreu. Adotado pelo chefe Jongintaba Dalindyebo, o regente do povo Thembu, mudou-se para a capital de Thembuland onde ouviu pela primeira vez falar de como África tinha vivido em paz relativa até à chegada dos brancos.
No ano de 1939, Mandela entrou para a University College de Fort Hare, de onde foi expulso devido aos seus atos, considerados de insubordinação. Pouco depois entrou para a Universidade de Witwatersrand para estudar direito e envolveu-se ativamente no movimento antiapartheid inscrevendo-se no ANC (Congresso Nacional Africano) em 1942.
Durante 20 anos liderou uma campanha pacífica e não violenta contra o Governo e as suas políticas racistas, até que em 1960 a morte de 69 pessoas pela polícia durante uma manifestação o levou a optar pela guerrilha como forma de defender sua causa. Por causa de seu ativismo, em 1963 foi levado ao tribunal e condenado, com outras dez pessoas, à prisão perpétua por ofensas políticas, incluindo sabotagem.
Porém, sua prisão deu ainda mais força à luta antiapartheid e, durante os 27 anos que passou encarcerado, ele se tornou símbolo dessa luta e continuou liderando os grupos negros, mesmo estando preso. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada.
Quando foi libertado, emergiu como cabeça do ANC, liderando a reconciliação com os seus opressores de forma a conduzir o país pacificamente na sua transição após a era de 46 anos de segregação.
Cristão Nelson Mandela
Considerado um dos maiores líderes políticos da história, Mandela chegou a ser considerado por muitos como um verdadeiro “santo”. Porém, firmado em sua formação cristã, ele mesmo se classificou como um pecador e afirmou: “Eu não sou um santo. A não ser que você pense em um santo como um pecador que continua tentando”.
Sobre sua luta, afirmou: “Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos”. Em outro momento disse que “enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.”
Em sua biografia fez questão de ressaltar sua fé cristã. Quando mais novo estudou em uma escola missionária da Igreja Metodista, onde foi batizado. Enquanto esteve preso, o Concílio Metodista fez lobby para tentar sua soltura na época.
Com certo temor, sul-africanos acordam para vida sem Mandela
Muitos deles levavam camisas e os rostos pintados com as cores do Congresso Nacional Africano (CNA), que foi liderado por Mandela Foto: AP
Muitos deles levavam camisas e os rostos pintados com as cores do Congresso Nacional Africano (CNA), que foi liderado por Mandela
Foto: AP
Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira para viver um futuro sem Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta contra o apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e sociais que ele lutou tanto para combater.
O dia nasceu e as pessoas saíram de casa para o trabalho na capital, Pretória, em Johanesburgo e Cape Town, mas muitos ainda estavam em choque pela morte do homem que foi um símbolo mundial da reconciliação e da coexistência pacífica.
saiba mais
Nelson Mandela, de preso político a líder histórico da África do Sul
"Nosso povo perdeu um pai": leia o comunicado de Zuma sobre Mandela
Família de Mandela agradece apoio nacional e internacional
Velas e rosas são colocadas em frente da casa de Mandela em Soweto
Os sul-africanos ouviram o presidente do país, Jacob Zuma, anunciar na quinta-feira que o ex-presidente e Nobel da Paz havia morrido em paz na sua casa, em Johanesburgo, na companhia de familiares.
Apesar das garantias de líderes e figuras públicas de que a morte de Mandela, ao mesmo tempo que penosa, não vai impedir que a África do Sul siga avançando e se distanciando do passado amargo do apartheid, alguns ainda expressam inquietações sobre a ausência física do homem que ganhou fama como um agente da paz.
"Não vai ser bom. Eu acho que vai se tornar um país mais racista", disse Sharon Qubeka, 28 anos, uma secretária da comunidade de Tembisa, que se dirigia ao trabalho em Johanesburgo.
Mandela demonstrava seu bom humor com sorrisos e dançaClique no link para iniciar o vídeo
Mandela demonstrava seu bom humor com sorrisos e dança
"Mandela era o único que mantinha as coisas unidas", disse.
Uma avalanche de tributos se espalhou pelo mundo em homenagem a Mandela, que estava doente há quase um ano, vítima de uma enfermidade pulmonar recorrente, com a qual ele conviveu desde os 27 anos em que viveu em prisões, incluindo na notória colônia penal de Robben Island.
Para a África do Sul, no entanto, a perda de seu líder mais amado ocorre em um momento em que a nação, depois de ganhar reconhecimento global com o fim do apartheid, vive crescentes conflitos e protestos contra serviços precários, pobreza, criminalidade, desemprego e escândalos de corrupção que atingem o governo de Zuma.
Muitos deles levavam camisas e os rostos pintados com as cores do Congresso Nacional Africano (CNA), que foi liderado por Mandela Foto: AP
Muitos deles levavam camisas e os rostos pintados com as cores do Congresso Nacional Africano (CNA), que foi liderado por Mandela
Foto: AP
Os sul-africanos acordaram nesta sexta-feira para viver um futuro sem Nelson Mandela, e alguns reconhecem temer que a morte do herói da luta contra o apartheid possa deixar o país vulnerável a tensões raciais e sociais que ele lutou tanto para combater.
O dia nasceu e as pessoas saíram de casa para o trabalho na capital, Pretória, em Johanesburgo e Cape Town, mas muitos ainda estavam em choque pela morte do homem que foi um símbolo mundial da reconciliação e da coexistência pacífica.
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Apesar das garantias de líderes e figuras públicas de que a morte de Mandela, ao mesmo tempo que penosa, não vai impedir que a África do Sul siga avançando e se distanciando do passado amargo do apartheid, alguns ainda expressam inquietações sobre a ausência física do homem que ganhou fama como um agente da paz.
"Não vai ser bom. Eu acho que vai se tornar um país mais racista", disse Sharon Qubeka, 28 anos, uma secretária da comunidade de Tembisa, que se dirigia ao trabalho em Johanesburgo.
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"Mandela era o único que mantinha as coisas unidas", disse.
Uma avalanche de tributos se espalhou pelo mundo em homenagem a Mandela, que estava doente há quase um ano, vítima de uma enfermidade pulmonar recorrente, com a qual ele conviveu desde os 27 anos em que viveu em prisões, incluindo na notória colônia penal de Robben Island.
Para a África do Sul, no entanto, a perda de seu líder mais amado ocorre em um momento em que a nação, depois de ganhar reconhecimento global com o fim do apartheid, vive crescentes conflitos e protestos contra serviços precários, pobreza, criminalidade, desemprego e escândalos de corrupção que atingem o governo de Zuma.
Morre Nelson Mandela, a lança da nação africana
“Madiba”, um dos libertadores da África Colonizada, morreu aos 95 anos
Mandela acena para simpatizantes durante comício no dia 30 de janeiro de 1994, em Rustenburg, às vésperas da eleição presidencial Foto: AFP
Mandela acena para simpatizantes durante comício no dia 30 de janeiro de 1994, em Rustenburg, às vésperas da eleição presidencial
Foto: AFP
Voltaire Schilling
Aos 95 anos de idade, desaparece um dos libertadores da África Colonizada e um dos últimos campeões africanos que lutou contra o colonialismo europeu. Nelson Mandela, nascido em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul), pertenceu a uma geração formidável de rebeldes e revolucionários terceiro-mundistas que emergiu no após-Segunda Guerra Mundial. A meta deles era simples: livrar seus países, e milhões de africanos, do domínio estrangeiro, do jugo do homem branco. Algo que se prolongava desde o século 16 e, de modo mais intenso, no transcorrer do século 19.
Por primeiro, os europeus vieram na forma de traficantes de especiarias e escravos, plantando inúmeras feitorias no litoral da África Ocidental, principalmente no golfo de Guiné e de Angola. Assim por alto, se acredita que sugaram do solo africano 9 milhões de homens e mulheres, levados sob ameaça do chicote para diversas partes do Novo Mundo nos porões tétricos e fétidos dos navios negreiros, expondo as páginas mais terríveis da história da humanidade em qualquer tempo.
Acicatados pela competição, as principais potências colonialistas da Europa (Grã-Bretanha, França, Alemanha, Portugal, Bélgica e Itália), pelas alturas da segunda metade do século 19, tratam de, cada uma, reservar um naco do território africano. O interior do Continente Negro, ainda não devassado, foi conquistado por expedições organizadas a partir do litoral. No final daquele século, a África por inteiro havia sido retalhada pelos europeus que, cada um a seu modo, fixaram as respectivas fronteiras das suas possessões.
Desta feita, com a supressão geral da escravidão no Mundo Ocidental, a partir de 1848, eram os recursos minerais e agrícolas que interessavam aos exploradores forâneos. Em grilhões, a África, "colônia de todas as metrópoles", permaneceu assim até o pós-Segunda Guerra Mundial.
Eviscerado, exausto e abatido por duas grandes guerras, a de 1914-1918 e a de 1939-1945, o Poder Colonial começou a enfraquecer. Aproveitando-se da hesitação do braço do feitor, milhares de africanos começaram a se mobilizar em favor da libertação do seu infeliz continente. Surgiram então, por todos os lados, os líderes que iriam insuflar as massas colonizadas à rebelião: Ahmed Sékou Touré, Félix Houphouët-Boigny, Kwame Nkrumah, Robert Mugabe, Julius Nyerere, Patrice Lumumba, Jomo Kenyatta, Samora Machel, José Eduardo dos Santos e, entre eles, Nelson Mandela. No panorama internacional, ele foi precedido por Mahatma Gandhi, o libertador da Índia, e pelo reverendo norte-americano Martin Luther King, seu contemporâneo, que liderou o movimento pelos Direitos Humanos a favor dos negros americanos (1956-1968).
Nelson Mandela morre aos 95 anos; mundo se despede do líder
“Madiba”, um dos libertadores da África Colonizada, morreu aos 95 anos
Mandela acena para simpatizantes durante comício no dia 30 de janeiro de 1994, em Rustenburg, às vésperas da eleição presidencial Foto: AFP
Mandela acena para simpatizantes durante comício no dia 30 de janeiro de 1994, em Rustenburg, às vésperas da eleição presidencial
Foto: AFP
Voltaire Schilling
Aos 95 anos de idade, desaparece um dos libertadores da África Colonizada e um dos últimos campeões africanos que lutou contra o colonialismo europeu. Nelson Mandela, nascido em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul), pertenceu a uma geração formidável de rebeldes e revolucionários terceiro-mundistas que emergiu no após-Segunda Guerra Mundial. A meta deles era simples: livrar seus países, e milhões de africanos, do domínio estrangeiro, do jugo do homem branco. Algo que se prolongava desde o século 16 e, de modo mais intenso, no transcorrer do século 19.
Por primeiro, os europeus vieram na forma de traficantes de especiarias e escravos, plantando inúmeras feitorias no litoral da África Ocidental, principalmente no golfo de Guiné e de Angola. Assim por alto, se acredita que sugaram do solo africano 9 milhões de homens e mulheres, levados sob ameaça do chicote para diversas partes do Novo Mundo nos porões tétricos e fétidos dos navios negreiros, expondo as páginas mais terríveis da história da humanidade em qualquer tempo.
Acicatados pela competição, as principais potências colonialistas da Europa (Grã-Bretanha, França, Alemanha, Portugal, Bélgica e Itália), pelas alturas da segunda metade do século 19, tratam de, cada uma, reservar um naco do território africano. O interior do Continente Negro, ainda não devassado, foi conquistado por expedições organizadas a partir do litoral. No final daquele século, a África por inteiro havia sido retalhada pelos europeus que, cada um a seu modo, fixaram as respectivas fronteiras das suas possessões.
Desta feita, com a supressão geral da escravidão no Mundo Ocidental, a partir de 1848, eram os recursos minerais e agrícolas que interessavam aos exploradores forâneos. Em grilhões, a África, "colônia de todas as metrópoles", permaneceu assim até o pós-Segunda Guerra Mundial.
Eviscerado, exausto e abatido por duas grandes guerras, a de 1914-1918 e a de 1939-1945, o Poder Colonial começou a enfraquecer. Aproveitando-se da hesitação do braço do feitor, milhares de africanos começaram a se mobilizar em favor da libertação do seu infeliz continente. Surgiram então, por todos os lados, os líderes que iriam insuflar as massas colonizadas à rebelião: Ahmed Sékou Touré, Félix Houphouët-Boigny, Kwame Nkrumah, Robert Mugabe, Julius Nyerere, Patrice Lumumba, Jomo Kenyatta, Samora Machel, José Eduardo dos Santos e, entre eles, Nelson Mandela. No panorama internacional, ele foi precedido por Mahatma Gandhi, o libertador da Índia, e pelo reverendo norte-americano Martin Luther King, seu contemporâneo, que liderou o movimento pelos Direitos Humanos a favor dos negros americanos (1956-1968).
Nelson Mandela morre aos 95 anos; mundo se despede do líder
O Google também prestou sua homenagem ao ex-presidente, líder mundial Nelson Mandela, falecido na última quinta-feira, 5 de dezembro, aos 95 anos. Na página inicial do Google, abaixo do logotipo, um link no nome Nelson Rolihlahla Mandela, 1918-2013, leva o usuário para o Centro de Memória Nelson Mandela.
O arquivo multimídia inclui correspondências de Mandela com familiares, colegas e amigos, diários escritos durante seus 27 anos de prisão e notas que ele fez ao liderar as negociações que puseram fim ao apartheid na África do Sul. O arquivo também inclui fotos antigas e rascunhos de material de Mandela para seu livro Conversas comigo mesmo, a sequência de sua autobiografia Longo caminho para a liberdade, além de vídeos e artigos sobre a vida e obra do grande líder mundial.
O Google começou a trabalhar com o Centro de Memória Nelson Mandela em 2011 para ajudar a preservar digitalmente milhares de documentos de arquivo, fotografias e vídeos sobre Nelson Mandela. Com base em Joanesburgo, o Centro de Memória Nelson Mandela está comprometido com a documentação de um dos maiores estadistas do mundo e a difusão da história de sua vida e seu trabalho para promover a justiça social em todo o mundo.
O arquivo multimídia inclui correspondências de Mandela com familiares, colegas e amigos, diários escritos durante seus 27 anos de prisão e notas que ele fez ao liderar as negociações que puseram fim ao apartheid na África do Sul. O arquivo também inclui fotos antigas e rascunhos de material de Mandela para seu livro Conversas comigo mesmo, a sequência de sua autobiografia Longo caminho para a liberdade, além de vídeos e artigos sobre a vida e obra do grande líder mundial.
O Google começou a trabalhar com o Centro de Memória Nelson Mandela em 2011 para ajudar a preservar digitalmente milhares de documentos de arquivo, fotografias e vídeos sobre Nelson Mandela. Com base em Joanesburgo, o Centro de Memória Nelson Mandela está comprometido com a documentação de um dos maiores estadistas do mundo e a difusão da história de sua vida e seu trabalho para promover a justiça social em todo o mundo.
Família de Mandela agradece apoio nacional e internacional
Mandla Mandela, o mais velho dos netos de Nelson Mandela Foto: AFP
Mandla Mandela, o mais velho dos netos de Nelson Mandela
Foto: AFP
Mandla Mandela, o mais velho dos netos de Nelson Mandela, agradeceu nesta sexta-feira em nome da família aos sul-africanos e ao mundo inteiro pelas mensagens de apoio recebidas após a morte, quinta-feira à noite, do herói da luta contra o apartheid.
"Agradeço profundamente o apoio nacional e internacional que nossa família tem recebido durante os prolongados problemas de saúde de Madiba. Em nossa família, reconhecemos que Madiba não pertence apenas a nós, pertence ao mundo inteiro", afirma um comunicado de Mandla, que usa o nome do clã do avô, utilizado carinhosamente pela maioria dos sul-africanos.
"As mensagens que recebemos desde a noite de ontem nos animam", completou o neto de Mandela.
Mandla Mandela, o mais velho dos netos de Nelson Mandela Foto: AFP
Mandla Mandela, o mais velho dos netos de Nelson Mandela
Foto: AFP
Mandla Mandela, o mais velho dos netos de Nelson Mandela, agradeceu nesta sexta-feira em nome da família aos sul-africanos e ao mundo inteiro pelas mensagens de apoio recebidas após a morte, quinta-feira à noite, do herói da luta contra o apartheid.
"Agradeço profundamente o apoio nacional e internacional que nossa família tem recebido durante os prolongados problemas de saúde de Madiba. Em nossa família, reconhecemos que Madiba não pertence apenas a nós, pertence ao mundo inteiro", afirma um comunicado de Mandla, que usa o nome do clã do avô, utilizado carinhosamente pela maioria dos sul-africanos.
"As mensagens que recebemos desde a noite de ontem nos animam", completou o neto de Mandela.
Muitas velas e rosas foram colocadas nesta sexta-feira em homenagem ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que morreu ontem aos 95 anos de idade, naquela que foi a casa do líder no antigo gueto negro de Soweto, em Johanesburgo.
Um idoso acende as velas constantemente e muitas pessoas, em sua maioria jovens, prestam homenagens ao ícone da luta contra o regime racista e posam para fotos em frente à sua antiga casa, na rua Vilakazi, informou hoje a agência sul-africana Sapa.
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A rua de Soweto, centro da resistência contra o "apartheid" e onde Mandela viveu durante décadas, teve o trânsito interditado. Os presentes dançavam e cantavam canções de luta para honrar a vida de Mandela. Muitos deles levavam camisas e os rostos pintados com as cores do Congresso Nacional Africano (CNA), que foi liderado por Mandela.
Lesedi Motloung, de 19 anos e que vive no bairro, se afastou da multidão que cantava em homenagem ao ex-mandatário. "Queria um momento de silêncio. Estou muito triste. Madiba foi o herói dos jovens da África do Sul", lamentou. Em língua zulu, um grupo cantava: "É o soldado de Umkhonto e não há ninguém como ele"
Naledi Amos, de 12 anos e de Randburg, na região norte da cidade, esteve na residência de Houghton, o bairro de Johanesburgo onde Mandela morreu ontem em companhia de sua família, para homenagear o ex-presidente sul-africano.
"Ele lutou pela nossa liberdade e agora vamos à escola e temos uma educação igualitária e recursos, não como era no apartheid", disse Amos, que ainda estava de pijama. Seus pais lhe contaram a história de Mandela, disse.
Veículos da imprensa nacional e internacional também se concentraram em frente à casa.
Um idoso acende as velas constantemente e muitas pessoas, em sua maioria jovens, prestam homenagens ao ícone da luta contra o regime racista e posam para fotos em frente à sua antiga casa, na rua Vilakazi, informou hoje a agência sul-africana Sapa.
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Lesedi Motloung, de 19 anos e que vive no bairro, se afastou da multidão que cantava em homenagem ao ex-mandatário. "Queria um momento de silêncio. Estou muito triste. Madiba foi o herói dos jovens da África do Sul", lamentou. Em língua zulu, um grupo cantava: "É o soldado de Umkhonto e não há ninguém como ele"
Naledi Amos, de 12 anos e de Randburg, na região norte da cidade, esteve na residência de Houghton, o bairro de Johanesburgo onde Mandela morreu ontem em companhia de sua família, para homenagear o ex-presidente sul-africano.
"Ele lutou pela nossa liberdade e agora vamos à escola e temos uma educação igualitária e recursos, não como era no apartheid", disse Amos, que ainda estava de pijama. Seus pais lhe contaram a história de Mandela, disse.
Veículos da imprensa nacional e internacional também se concentraram em frente à casa.
O Estado de S. Paulo
Nelson Mandela passou 27 anos e 6 meses em três prisões. De 1962 a 1979, ele foi o preso 466/64 na Seção B da cadeia de Robben Island. Assim como outros detentos, ele era submetido a uma rigorosa rotina de trabalhos forçados em uma pedreira, vivia em uma cela de 6 metros quadrados com uma janela de 30 centímetros. Dormia no chão até meados dos anos 70, quando a Cruz Vermelha convenceu o governo a colocar camas.
Presidente dos EUA, Barack Obama, visita cela de Nelson Mandela na prisão de Robben Island, em junho - Carolyn Kaster/AP/Arquivo
Carolyn Kaster/AP/Arquivo
Presidente dos EUA, Barack Obama, visita cela de Nelson Mandela na prisão de Robben Island, em junho
O cotidiano era devastador. "A vida na prisão caiu na rotina", lembraria Mandela em sua autobiografia. "Todo dia se parecia com o anterior. Toda semana era como a anterior. De tal maneira que os meses e os anos se misturavam."
A seu lado estiveram Govan Mbeki, ativista e pai do ex-presidente Thabo Mbeki, Tokyo Sexwale, líder do CNA e hoje um dos empresários mais bem sucedidos do país, Walter Sisulu, maior amigo de Mandela, o militante comunista Raymond Mhlaba e Jacob Zuma, atual presidente da África do Sul.
O governo temia produzir mártires na prisão e, gradualmente, diminuiu as restrições, relaxou a censura e a proibição de comunicação entre presos. Cada vez mais, os detentos se reuniam e a traçavam as estratégias da resistência negra.
Mbeki e Mhlaba acreditavam que a guerra de guerrilha poderia ser feita com bases dentro da África do Sul, como ocorreu em Cuba e na China. Mandela discordava e apostava nos modelos de Angola e Moçambique, que usavam bases em países vizinhos – alternativa viável para a luta armada sul-africana a partir de 1975, depois que ruiu o império português na África.
Na prisão, Mandela conseguiu uma importante concessão: estudar e graduar-se em Direito pela Universidade de Londres. Como detento "classe D" – a classificação mais baixa –, ele podia receber uma carta e uma visita a cada seis meses, desde que não falasse em cossa, zulu ou qualquer língua africana e ficasse separado por uma grossa janela de vidro.
Os presos tinham direito a ler apenas revistas femininas e de jardinagem – o ativista Mac Maharaj, no entanto, recebeu por muito tempo a revista Economist, até que as autoridades descobrissem que ela era um conhecido semanário de notícias.
Na biblioteca, eles tinham acesso a Marx, Tolstoi e Shakespeare. O preferido de Mandela era William Ernest Henley, cujo poema mais famoso, Invictus, ele recitava sempre que podia: "Sou o dono do meu destino, sou o capitão da minha alma."
No fim dos anos 70, Mandela passou a receber mais visitas – foram 15 só em 1978, mais da metade da mulher, Winnie. Em março de 1982, porém, sua história em Robben Island acabou. As autoridades ordenaram que ele fosse transferido para Pollsmoor, prisão de segurança máxima perto da Cidade do Cabo.
Comprada a Robben Island, a nova casa era um luxo: comida, espaço, celas, jornais, conforto, tudo era melhor. Pollsmoor era próxima de centros médicos, caso os presos precisassem de cuidados. Mandela acreditava que a transferência servia para dividir o CNA e reduzir a capacidade de organização do grupo.
No entanto, historiadores concordam que o governo já previa ter de negociar com o CNA e sabia das divisões dentro do grupo. O objetivo teria sido isolar a velha-guarda moderada, como Mandela, dos mais jovens e radicais, como Govan Mbeki, que tinha ligações com os comunistas.
De Pollsmoor, Mandela viu o regime dar sinais de desgaste. A África do Sul sobreviveu às sanções inócuas da ONU, nos anos 60. Para a premiê britânica, Margaret Thatcher, e para o secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, o governo racista era um aliado contra o comunismo. No entanto, após o Levante de Soweto, em 1976, tudo mudou.
Imagens de crianças negras sendo massacradas por policiais brancos correram o mundo. No ano seguinte, a ONU aprovou um embargo de armas. O país foi banido de competições esportivas internacionais. Em 1977, 11 multinacionais americanas se retiraram da África do Sul. Kissinger mudou de lado. Thatcher reuniu-se em Londres com o presidente Pieter Botha e mandou um recado: liberte Mandela.
Botha voltou para casa e teve uma conversa com o ministro da Justiça, Kobie Coetsee. Nos meses seguintes, os dois quebraram a cabeça para tirar o país do isolamento. A solução encontrada foi criar um comitê para negociar com Mandela.
Entre 1988 e 1989, foram 47 reuniões, interrompidas apenas quando Mandela teve de ser internado para retirar dos pulmões 2 litros de água, cuja análise determinou a tuberculose. Os médicos culparam a umidade da cela. Assim, em vez de voltar a Pollsmoor, ele foi transferido para um bangalô dentro da penitenciária de Victor Verster.
As autoridades liberaram as visitas e instalaram um minibar – embora Mandela não bebesse. De vez em quando, ele usava a piscina, mas sempre sob supervisão do guarda-costas, já que ele nunca soube nadar direito.
As negociações avançavam pouco. Mandela queria liberdade para presos políticos e uma democracia plena. Botha não estava pronto para libertar ninguém, queria garantias de que os brancos não seriam subjugados e exigia que o CNA abandonasse a luta armada.
Em agosto de 1989, Botha renunciou. Seu substituto foi o ministro da Educação, Frederik de Klerk, que não tinha nada de reformista. Era um pragmático que gostava de assumir riscos. Um deles foi aprofundar as negociações com Mandela, com quem se encontrou em dezembro do mesmo ano.
Mais tarde, ambos descreveram o primeiro encontro como "encorajador". Embora se tratassem com respeito, eles nunca tiveram empatia. De Klerk, porém, mudaria a história do país ao abrir a sessão do Parlamento, em fevereiro de 1990. Em discurso curto, ele anunciou a legalização das organizações clandestinas e a libertação de presos políticos. No dia 11 de fevereiro, 27 anos e 6 meses depois, Mandela era um homem livre.
Nelson Mandela passou 27 anos e 6 meses em três prisões. De 1962 a 1979, ele foi o preso 466/64 na Seção B da cadeia de Robben Island. Assim como outros detentos, ele era submetido a uma rigorosa rotina de trabalhos forçados em uma pedreira, vivia em uma cela de 6 metros quadrados com uma janela de 30 centímetros. Dormia no chão até meados dos anos 70, quando a Cruz Vermelha convenceu o governo a colocar camas.
Presidente dos EUA, Barack Obama, visita cela de Nelson Mandela na prisão de Robben Island, em junho - Carolyn Kaster/AP/Arquivo
Carolyn Kaster/AP/Arquivo
Presidente dos EUA, Barack Obama, visita cela de Nelson Mandela na prisão de Robben Island, em junho
O cotidiano era devastador. "A vida na prisão caiu na rotina", lembraria Mandela em sua autobiografia. "Todo dia se parecia com o anterior. Toda semana era como a anterior. De tal maneira que os meses e os anos se misturavam."
A seu lado estiveram Govan Mbeki, ativista e pai do ex-presidente Thabo Mbeki, Tokyo Sexwale, líder do CNA e hoje um dos empresários mais bem sucedidos do país, Walter Sisulu, maior amigo de Mandela, o militante comunista Raymond Mhlaba e Jacob Zuma, atual presidente da África do Sul.
O governo temia produzir mártires na prisão e, gradualmente, diminuiu as restrições, relaxou a censura e a proibição de comunicação entre presos. Cada vez mais, os detentos se reuniam e a traçavam as estratégias da resistência negra.
Mbeki e Mhlaba acreditavam que a guerra de guerrilha poderia ser feita com bases dentro da África do Sul, como ocorreu em Cuba e na China. Mandela discordava e apostava nos modelos de Angola e Moçambique, que usavam bases em países vizinhos – alternativa viável para a luta armada sul-africana a partir de 1975, depois que ruiu o império português na África.
Na prisão, Mandela conseguiu uma importante concessão: estudar e graduar-se em Direito pela Universidade de Londres. Como detento "classe D" – a classificação mais baixa –, ele podia receber uma carta e uma visita a cada seis meses, desde que não falasse em cossa, zulu ou qualquer língua africana e ficasse separado por uma grossa janela de vidro.
Os presos tinham direito a ler apenas revistas femininas e de jardinagem – o ativista Mac Maharaj, no entanto, recebeu por muito tempo a revista Economist, até que as autoridades descobrissem que ela era um conhecido semanário de notícias.
Na biblioteca, eles tinham acesso a Marx, Tolstoi e Shakespeare. O preferido de Mandela era William Ernest Henley, cujo poema mais famoso, Invictus, ele recitava sempre que podia: "Sou o dono do meu destino, sou o capitão da minha alma."
No fim dos anos 70, Mandela passou a receber mais visitas – foram 15 só em 1978, mais da metade da mulher, Winnie. Em março de 1982, porém, sua história em Robben Island acabou. As autoridades ordenaram que ele fosse transferido para Pollsmoor, prisão de segurança máxima perto da Cidade do Cabo.
Comprada a Robben Island, a nova casa era um luxo: comida, espaço, celas, jornais, conforto, tudo era melhor. Pollsmoor era próxima de centros médicos, caso os presos precisassem de cuidados. Mandela acreditava que a transferência servia para dividir o CNA e reduzir a capacidade de organização do grupo.
No entanto, historiadores concordam que o governo já previa ter de negociar com o CNA e sabia das divisões dentro do grupo. O objetivo teria sido isolar a velha-guarda moderada, como Mandela, dos mais jovens e radicais, como Govan Mbeki, que tinha ligações com os comunistas.
De Pollsmoor, Mandela viu o regime dar sinais de desgaste. A África do Sul sobreviveu às sanções inócuas da ONU, nos anos 60. Para a premiê britânica, Margaret Thatcher, e para o secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, o governo racista era um aliado contra o comunismo. No entanto, após o Levante de Soweto, em 1976, tudo mudou.
Imagens de crianças negras sendo massacradas por policiais brancos correram o mundo. No ano seguinte, a ONU aprovou um embargo de armas. O país foi banido de competições esportivas internacionais. Em 1977, 11 multinacionais americanas se retiraram da África do Sul. Kissinger mudou de lado. Thatcher reuniu-se em Londres com o presidente Pieter Botha e mandou um recado: liberte Mandela.
Botha voltou para casa e teve uma conversa com o ministro da Justiça, Kobie Coetsee. Nos meses seguintes, os dois quebraram a cabeça para tirar o país do isolamento. A solução encontrada foi criar um comitê para negociar com Mandela.
Entre 1988 e 1989, foram 47 reuniões, interrompidas apenas quando Mandela teve de ser internado para retirar dos pulmões 2 litros de água, cuja análise determinou a tuberculose. Os médicos culparam a umidade da cela. Assim, em vez de voltar a Pollsmoor, ele foi transferido para um bangalô dentro da penitenciária de Victor Verster.
As autoridades liberaram as visitas e instalaram um minibar – embora Mandela não bebesse. De vez em quando, ele usava a piscina, mas sempre sob supervisão do guarda-costas, já que ele nunca soube nadar direito.
As negociações avançavam pouco. Mandela queria liberdade para presos políticos e uma democracia plena. Botha não estava pronto para libertar ninguém, queria garantias de que os brancos não seriam subjugados e exigia que o CNA abandonasse a luta armada.
Em agosto de 1989, Botha renunciou. Seu substituto foi o ministro da Educação, Frederik de Klerk, que não tinha nada de reformista. Era um pragmático que gostava de assumir riscos. Um deles foi aprofundar as negociações com Mandela, com quem se encontrou em dezembro do mesmo ano.
Mais tarde, ambos descreveram o primeiro encontro como "encorajador". Embora se tratassem com respeito, eles nunca tiveram empatia. De Klerk, porém, mudaria a história do país ao abrir a sessão do Parlamento, em fevereiro de 1990. Em discurso curto, ele anunciou a legalização das organizações clandestinas e a libertação de presos políticos. No dia 11 de fevereiro, 27 anos e 6 meses depois, Mandela era um homem livre.
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Primeiro presidente negro sul-africano era símbolo da resistência contra o regime de segregação racial. Mandela morreu em decorrência de uma infecção pulmonar
O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo, anunciou o presidente do país Jacob Zuma. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) havia sido internado no dia 8 de junho em um hospital de Pretória para tratar uma recorrente infecção no pulmão, mas continuou o tratamento em casa a partir de setembro.
Galeria de fotos: Veja imagens de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul
‘Não consigo imaginar minha vida sem o exemplo de Mandela’, diz Obama
Dilma lamenta morte de Mandela: 'Personalidade maior do século 20'
Joaquim Barbosa: Morte de Mandela torna o mundo mais pobre de referências
“Madiba”, apelido pelo qual é conhecido na África do Sul, era particularmente vulnerável a problemas respiratórios desde que contraiu tuberculose durante os 27 anos em que ficou preso sob o apartheid. Em 2001, ele se recuperou de um câncer de próstata.
Em meses recentes, o ícone da luta antiapartheid foi internado várias vezes, tendo recebido a última alta médica em 6 de abril, depois que os médicos drenaram fluidos de sua região pulmonar após diagnosticarem pneumonia.
Especial: Soweto reflete avanço da África do Sul quase 20 anos após eleição de Mandela
Entrevista: Apartheid deve ser perdoado, mas não esquecido, diz irmã de ícone de Soweto
Afastado da vida pública desde 2004, sua última aparição pública ocorreu em julho de 2010, durante a final da Copa do Mundo em Johanesburgo. Em julho de 2011, ele se mudou para uma casa em Qunu, lugar onde passou sua juventude, acompanhado de uma equipe médica.
Última aparição: Mandela aparece frágil em primeira imagem na TV em nove meses
Última internação: Mandela é internado em estado grave com infecção pulmonar
Mesmo longe da política e apesar da aparência cada vez mais frágil, Mandela continuou sendo uma figura importante para os sul-africanos, muitos dos quais consideravam o carismático líder uma representação do chefe de Estado ideal.
Filho do chefe de uma tribo conhecida como thembu, Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 19 de julho de 1918, no território de Transkei, em Cabo Oriental. Estudou em escolas metodistas e em 1942 formou-se advogado pela Universidade da África do Sul.
Dois anos depois, ao lado dos amigos Oliver Tambo e Walter Sisulo, fundou a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), partido criado em 1912 para lutar pelos direitos políticos dos negros na África do Sul.
Em 1948, o Partido Nacional, rival do CNA, chegou ao poder e colocou em vigor o regime de separação racial conhecido como apartheid. Quatro anos mais tarde, Mandela tornou-se vice-presidente do CNA defendendo a resistência pacífica ao apartheid.
Mas depois que um grupo de manifestantes foi massacrado em Sharpeville, em 1960, ele dirigiu uma campanha de desafio ao governo sul-africano e suas políticas. Um ano depois, Mandela foi um dos fundadores do braço armado do CNA.
A campanha contra o governo foi executada por meio de ampla desobediência civil e sabotagem à economia do país. Como resultado, o CNA foi banido e Mandela foi preso. Em 1964, foi sentenciado à prisão perpétua por sabotagem.
Relembre a trajetória de Nelson Mandela
Durante o julgamento, uma declaração de Mandela entrou para a história como seu testemunho político: “Estimo o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal ao qual pretendo dedicar minha vida e que pretendo alcançar. No entanto, se for preciso, esse é um ideal pelo qual estou disposto a morrer.”
Vida pessoal tumultuada
A dedicação à causa representou obstáculos para a vida pessoal de Mandela. “Quando sua vida é uma batalha, como a minha foi, resta pouco espaço para a família”, escreveu, em autobiografia publicada em 1995. “Esse sempre foi o meu maior arrependimento.”
A primeira das três mulheres de Mandela, Evelyn Ntoko Mase, deu um ultimato ao marido em 1955: escolher ela ou o partido. O líder escolheu a política e, no mesmo ano, o casal encerrou um relacionamento de mais de uma década.
"Não podia desistir da luta, e ela queria que minha devoção fosse apenas a ela e à família", escreveu Mandela na obra "Longo Caminho para a Liberdade". "Nunca deixei de admirá-la, mas não conseguimos fazer nosso casamento dar certo."
Vídeo: Netas de Mandela são estrelas de reality show
Homenagem: Veja o especial da TV iG sobre Nelson Mandela
No mesmo livro, o ex-presidente assume ter sido um pai "distante". Foi Evelyn quem criou os quatro filhos, dos quais apenas Makaziwe, nascida em 1953, está viva. Seu nome é em homenagem a uma irmã que morreu aos nove meses, em 1947. Mandela e Evelyn também perderam os filhos Madiba Thenberkile, que morreu em um acidente de carro em 1969, aos 25 anos, e Makgatho, que morreu de aids em 2005, aos 55 anos. Evelyn morreu em 2004, aos 82 anos.
Da prisão à presidência
Mandela se casou pela segunda vez em 1958, com Winifred Nomzamo Zanyiwe Madikizela. Winnie, como ficou conhecida, é ativista pelos direitos dos negros e também membro do CNA, tendo ocupado diferentes cargos no partido.
O casal teve duas filhas: Zenani, nascida no mesmo ano do casamento, e Zindziswa (Zindzi), que tinha apenas 18 meses quando seu pai foi preso, em 5 de agosto de 1962.
Foram 27 anos encarcerado na ilha Robben, na Cidade do Cabo, durante os quais, segundo Mandela, “Winnie foi um indispensável pilar de apoio e conforto". Foi de mãos dadas com a mulher que o líder deixou a prisão, em 11 de fevereiro de 1990.
A libertação foi concedida pelo presidente Frederick Willem de Klerk, que legalizou o CNA e com quem Mandela negociou a transição da África do Sul para a democracia.
NYT: Disputa por Mandela transforma seu legado em troféu na África do Sul
Durante esse período, o líder enfrentou problemas em seu casamento, pois a postura de Winnie em relação à minoria branca que dominou o país durante o apartheid era menos conciliatória que a do marido. Além disso, ela foi acusada de infidelidade e de ter encomendado sequestros e assassinatos durante a luta contra o apartheid.
O anúncio da separação foi feito em 1992, apenas dois anos depois de o líder ter voltado à liberdade. Mandela alegou "motivos pessoais" e o crescimento das divergências entre os dois em "inúmeras questões".
Em 1993, Mandela e o presidente De Klerk receberam o prêmio Nobel da Paz pelas negociações multipardiárias. No mesmo ano a África do Sul realizou as primeiras eleições abertas a todos os cidadãos, que elegeram Mandela como o primeiro presidente negro do país.
Como chefe de Estado, ele usou seu carisma e prestígio para evitar um confronto aberto entre negros e brancos, criando a Comissão de Verdade e Reconciliação, órgão encarregado de investigar os crimes cometidos pelos dois lados durante a luta travada em torno do apartheid.
Lá, a verdade foi obtida através de uma solução simples: os agentes públicos que participaram das violações aos direitos humanos só escapariam dos tribunais se aceitassem contar a verdade, sem omitir nem deturpar os fatos. A comissão esclareceu os episódios relevantes do período do arbítrio, cicatrizou feridas e o país seguiu em frente.
Mandela não buscou a reeleição e deixou o poder em 1999, quando Thabo Mbeki foi eleito seu sucessor. Ao se afastar da vida pública, em junho de 2004, pouco antes de seu 86º aniversário, disse a seus compatriotas: “Não me chamem. Eu chamarei vocês.”
Graça Machel
Desde então, Mandela levava uma vida tranquila em Johanesburgo ao lado da terceira mulher, a moçambicana Graça Machel, 65 anos. Ex-ministra de Educação e Cultura de seu país, ela é uma respeitada ativista pelos direitos de mulheres e crianças.
Graça também é viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique, morto em um acidente de avião em 1986.
Mandela e Graça assumiram o relacionamento em 1996 e se casaram dois anos depois, no dia em que o sul-africano completou 80 anos. Desde então, a moçambicana passou a acompanhar o líder em suas viagens humanitárias e se tornou sua grande companheira.
Em uma entrevista ao jornal "The Washington Post", Machel disse que era "muito fácil" amar Mandela. "A parte mais maravilhosa da nossa história é o fato de termos passado por experiências dolorosas, para então nos conhecermos", afirmou.
Em novembro de 2010, Graça recebeu uma homenagem da Universidade de São Paulo (USP), em nome do marido. O líder, que já não fazia viagens internacionais, foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa, maior homenagem concedida a alguém que não fez carreira na USP.
Em seu discurso de agradecimento, Graça disse “thank you very much” imitando a voz grossa do marido. Depois da brincadeira, afirmou estar emocionada e garantiu que Mandela receberia o título com “grande honra” por causa da participação das universidades na formação dos jovens.
“A lei da natureza implica que ele poderá não apenas se retirar da vida pública, mas também deixar este mundo”, afirmou, em seu discurso. “Seu maior desejo é sentir que as instituições e a juventude, em particular do Hemisfério Sul, continuarão as lutas justas e criarão um mundo de igualdade para todos.”
Com reportagem de Luísa Pécora e informações do The New York Times
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Primeiro presidente negro sul-africano era símbolo da resistência contra o regime de segregação racial. Mandela morreu em decorrência de uma infecção pulmonar
O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo, anunciou o presidente do país Jacob Zuma. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) havia sido internado no dia 8 de junho em um hospital de Pretória para tratar uma recorrente infecção no pulmão, mas continuou o tratamento em casa a partir de setembro.
Galeria de fotos: Veja imagens de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul
‘Não consigo imaginar minha vida sem o exemplo de Mandela’, diz Obama
Dilma lamenta morte de Mandela: 'Personalidade maior do século 20'
Joaquim Barbosa: Morte de Mandela torna o mundo mais pobre de referências
“Madiba”, apelido pelo qual é conhecido na África do Sul, era particularmente vulnerável a problemas respiratórios desde que contraiu tuberculose durante os 27 anos em que ficou preso sob o apartheid. Em 2001, ele se recuperou de um câncer de próstata.
Em meses recentes, o ícone da luta antiapartheid foi internado várias vezes, tendo recebido a última alta médica em 6 de abril, depois que os médicos drenaram fluidos de sua região pulmonar após diagnosticarem pneumonia.
Especial: Soweto reflete avanço da África do Sul quase 20 anos após eleição de Mandela
Entrevista: Apartheid deve ser perdoado, mas não esquecido, diz irmã de ícone de Soweto
Afastado da vida pública desde 2004, sua última aparição pública ocorreu em julho de 2010, durante a final da Copa do Mundo em Johanesburgo. Em julho de 2011, ele se mudou para uma casa em Qunu, lugar onde passou sua juventude, acompanhado de uma equipe médica.
Última aparição: Mandela aparece frágil em primeira imagem na TV em nove meses
Última internação: Mandela é internado em estado grave com infecção pulmonar
Mesmo longe da política e apesar da aparência cada vez mais frágil, Mandela continuou sendo uma figura importante para os sul-africanos, muitos dos quais consideravam o carismático líder uma representação do chefe de Estado ideal.
Filho do chefe de uma tribo conhecida como thembu, Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 19 de julho de 1918, no território de Transkei, em Cabo Oriental. Estudou em escolas metodistas e em 1942 formou-se advogado pela Universidade da África do Sul.
Dois anos depois, ao lado dos amigos Oliver Tambo e Walter Sisulo, fundou a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), partido criado em 1912 para lutar pelos direitos políticos dos negros na África do Sul.
Em 1948, o Partido Nacional, rival do CNA, chegou ao poder e colocou em vigor o regime de separação racial conhecido como apartheid. Quatro anos mais tarde, Mandela tornou-se vice-presidente do CNA defendendo a resistência pacífica ao apartheid.
Mas depois que um grupo de manifestantes foi massacrado em Sharpeville, em 1960, ele dirigiu uma campanha de desafio ao governo sul-africano e suas políticas. Um ano depois, Mandela foi um dos fundadores do braço armado do CNA.
A campanha contra o governo foi executada por meio de ampla desobediência civil e sabotagem à economia do país. Como resultado, o CNA foi banido e Mandela foi preso. Em 1964, foi sentenciado à prisão perpétua por sabotagem.
Relembre a trajetória de Nelson Mandela
Durante o julgamento, uma declaração de Mandela entrou para a história como seu testemunho político: “Estimo o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal ao qual pretendo dedicar minha vida e que pretendo alcançar. No entanto, se for preciso, esse é um ideal pelo qual estou disposto a morrer.”
Vida pessoal tumultuada
A dedicação à causa representou obstáculos para a vida pessoal de Mandela. “Quando sua vida é uma batalha, como a minha foi, resta pouco espaço para a família”, escreveu, em autobiografia publicada em 1995. “Esse sempre foi o meu maior arrependimento.”
A primeira das três mulheres de Mandela, Evelyn Ntoko Mase, deu um ultimato ao marido em 1955: escolher ela ou o partido. O líder escolheu a política e, no mesmo ano, o casal encerrou um relacionamento de mais de uma década.
"Não podia desistir da luta, e ela queria que minha devoção fosse apenas a ela e à família", escreveu Mandela na obra "Longo Caminho para a Liberdade". "Nunca deixei de admirá-la, mas não conseguimos fazer nosso casamento dar certo."
Vídeo: Netas de Mandela são estrelas de reality show
Homenagem: Veja o especial da TV iG sobre Nelson Mandela
No mesmo livro, o ex-presidente assume ter sido um pai "distante". Foi Evelyn quem criou os quatro filhos, dos quais apenas Makaziwe, nascida em 1953, está viva. Seu nome é em homenagem a uma irmã que morreu aos nove meses, em 1947. Mandela e Evelyn também perderam os filhos Madiba Thenberkile, que morreu em um acidente de carro em 1969, aos 25 anos, e Makgatho, que morreu de aids em 2005, aos 55 anos. Evelyn morreu em 2004, aos 82 anos.
Da prisão à presidência
Mandela se casou pela segunda vez em 1958, com Winifred Nomzamo Zanyiwe Madikizela. Winnie, como ficou conhecida, é ativista pelos direitos dos negros e também membro do CNA, tendo ocupado diferentes cargos no partido.
O casal teve duas filhas: Zenani, nascida no mesmo ano do casamento, e Zindziswa (Zindzi), que tinha apenas 18 meses quando seu pai foi preso, em 5 de agosto de 1962.
Foram 27 anos encarcerado na ilha Robben, na Cidade do Cabo, durante os quais, segundo Mandela, “Winnie foi um indispensável pilar de apoio e conforto". Foi de mãos dadas com a mulher que o líder deixou a prisão, em 11 de fevereiro de 1990.
A libertação foi concedida pelo presidente Frederick Willem de Klerk, que legalizou o CNA e com quem Mandela negociou a transição da África do Sul para a democracia.
NYT: Disputa por Mandela transforma seu legado em troféu na África do Sul
Durante esse período, o líder enfrentou problemas em seu casamento, pois a postura de Winnie em relação à minoria branca que dominou o país durante o apartheid era menos conciliatória que a do marido. Além disso, ela foi acusada de infidelidade e de ter encomendado sequestros e assassinatos durante a luta contra o apartheid.
O anúncio da separação foi feito em 1992, apenas dois anos depois de o líder ter voltado à liberdade. Mandela alegou "motivos pessoais" e o crescimento das divergências entre os dois em "inúmeras questões".
Em 1993, Mandela e o presidente De Klerk receberam o prêmio Nobel da Paz pelas negociações multipardiárias. No mesmo ano a África do Sul realizou as primeiras eleições abertas a todos os cidadãos, que elegeram Mandela como o primeiro presidente negro do país.
Como chefe de Estado, ele usou seu carisma e prestígio para evitar um confronto aberto entre negros e brancos, criando a Comissão de Verdade e Reconciliação, órgão encarregado de investigar os crimes cometidos pelos dois lados durante a luta travada em torno do apartheid.
Lá, a verdade foi obtida através de uma solução simples: os agentes públicos que participaram das violações aos direitos humanos só escapariam dos tribunais se aceitassem contar a verdade, sem omitir nem deturpar os fatos. A comissão esclareceu os episódios relevantes do período do arbítrio, cicatrizou feridas e o país seguiu em frente.
Mandela não buscou a reeleição e deixou o poder em 1999, quando Thabo Mbeki foi eleito seu sucessor. Ao se afastar da vida pública, em junho de 2004, pouco antes de seu 86º aniversário, disse a seus compatriotas: “Não me chamem. Eu chamarei vocês.”
Graça Machel
Desde então, Mandela levava uma vida tranquila em Johanesburgo ao lado da terceira mulher, a moçambicana Graça Machel, 65 anos. Ex-ministra de Educação e Cultura de seu país, ela é uma respeitada ativista pelos direitos de mulheres e crianças.
Graça também é viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique, morto em um acidente de avião em 1986.
Mandela e Graça assumiram o relacionamento em 1996 e se casaram dois anos depois, no dia em que o sul-africano completou 80 anos. Desde então, a moçambicana passou a acompanhar o líder em suas viagens humanitárias e se tornou sua grande companheira.
Em uma entrevista ao jornal "The Washington Post", Machel disse que era "muito fácil" amar Mandela. "A parte mais maravilhosa da nossa história é o fato de termos passado por experiências dolorosas, para então nos conhecermos", afirmou.
Em novembro de 2010, Graça recebeu uma homenagem da Universidade de São Paulo (USP), em nome do marido. O líder, que já não fazia viagens internacionais, foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa, maior homenagem concedida a alguém que não fez carreira na USP.
Em seu discurso de agradecimento, Graça disse “thank you very much” imitando a voz grossa do marido. Depois da brincadeira, afirmou estar emocionada e garantiu que Mandela receberia o título com “grande honra” por causa da participação das universidades na formação dos jovens.
“A lei da natureza implica que ele poderá não apenas se retirar da vida pública, mas também deixar este mundo”, afirmou, em seu discurso. “Seu maior desejo é sentir que as instituições e a juventude, em particular do Hemisfério Sul, continuarão as lutas justas e criarão um mundo de igualdade para todos.”
Com reportagem de Luísa Pécora e informações do The New York Times
Obama diz que não imagina sua vida sem o exemplo do líder sul-americano. Dilma deve ir à África do Sul
O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu, em decorrência de uma infecção pulmonar, nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento o presidente do país Jacob Zuma. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) .
Veja a repercussão de sua morte:
Barack Obama, president dos Estados Unidos
É “um exemplo para toda a humanidade (...) Não consigo imaginar minha vida sem o exemplo de Nelson Mandela”.
David Cameron, premiê britânico
“Uma grande chama se apagou nesse mundo. Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo”.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
"Ele foi um grande homem. Um gigante para a justiça e fonte de inspiração para a humanidade".
Dilma Rousseff, presidente do Brasil
"O governo e o povo brasileiros receberam consternados a notícia da morte de Nelson Mandela. Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul"
Joaquim Barbosa, presidente do STF
"A morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas. Sua vida altiva traduziu o sentido maior da existência humana. Seu nome permanecerá como sinônimo de esperança para todas as vítimas de injustiça em qualquer parte do mundo".
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente
“O grande legado do Mandela foi fazer com que o povo negro da África do Sul descobrisse uma coisa que parece simples, mas não é. Se a maioria do povo era negra, não tinha o menor sentido a minoria branca continuar governando aquele país. Mandela foi uma coisa boa que de vez em quando Deus projeta nas nossas vidas. O mundo perdeu uma das figuras mais extraordinárias que conheci”.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente
"Com a morte de Nelson Mandela perdemos o maior símbolo vivo da luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela democracia. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram decisivamente a terminar com o apartheid na Africa do Sul. Eleito presidente, continuou lutando contra o atraso e a pobreza. Posteriormente, encampou a luta pela preservação das florestas úmidas e contra a disseminação da AIDS".
Bill Clinton, ex-presidente dos EUA
"Jamais esquecerei meu amigo Mandiba".
François Hollande, presidente francês
Mandela era “um resistente excepcional” e “um combatente magnífico”. O líder foi “a encarnação da nação sul-africana, o cimento da sua unidade e o orgulho de toda a África”.
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia
“Mandela mudou o curso da história para a sua população, para o seu país, para o seu continente, para o mundo. Os meus pensamentos estão com a sua família e com a população da África do Sul”.
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
“Pesar pelo falecimento de Nelson Mandela, símbolo de coragem e resistência. Sua história inspira a humanidade”.
Veja fotos da trajetória de Nelson Mandela
Mandela (ao fundo) chega ao tribunal em Pretória em agosto de 1958, para audiência de julgamento que durou mais de quatro anos. Foto: AP1/21
Leia tudo sobre: mandela • nelson mandela • áfrica do sul
Texto
O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu, em decorrência de uma infecção pulmonar, nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento o presidente do país Jacob Zuma. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) .
Veja a repercussão de sua morte:
Barack Obama, president dos Estados Unidos
É “um exemplo para toda a humanidade (...) Não consigo imaginar minha vida sem o exemplo de Nelson Mandela”.
David Cameron, premiê britânico
“Uma grande chama se apagou nesse mundo. Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo”.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
"Ele foi um grande homem. Um gigante para a justiça e fonte de inspiração para a humanidade".
Dilma Rousseff, presidente do Brasil
"O governo e o povo brasileiros receberam consternados a notícia da morte de Nelson Mandela. Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul"
Joaquim Barbosa, presidente do STF
"A morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas. Sua vida altiva traduziu o sentido maior da existência humana. Seu nome permanecerá como sinônimo de esperança para todas as vítimas de injustiça em qualquer parte do mundo".
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente
“O grande legado do Mandela foi fazer com que o povo negro da África do Sul descobrisse uma coisa que parece simples, mas não é. Se a maioria do povo era negra, não tinha o menor sentido a minoria branca continuar governando aquele país. Mandela foi uma coisa boa que de vez em quando Deus projeta nas nossas vidas. O mundo perdeu uma das figuras mais extraordinárias que conheci”.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente
"Com a morte de Nelson Mandela perdemos o maior símbolo vivo da luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela democracia. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram decisivamente a terminar com o apartheid na Africa do Sul. Eleito presidente, continuou lutando contra o atraso e a pobreza. Posteriormente, encampou a luta pela preservação das florestas úmidas e contra a disseminação da AIDS".
Bill Clinton, ex-presidente dos EUA
"Jamais esquecerei meu amigo Mandiba".
François Hollande, presidente francês
Mandela era “um resistente excepcional” e “um combatente magnífico”. O líder foi “a encarnação da nação sul-africana, o cimento da sua unidade e o orgulho de toda a África”.
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia
“Mandela mudou o curso da história para a sua população, para o seu país, para o seu continente, para o mundo. Os meus pensamentos estão com a sua família e com a população da África do Sul”.
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
“Pesar pelo falecimento de Nelson Mandela, símbolo de coragem e resistência. Sua história inspira a humanidade”.
Veja fotos da trajetória de Nelson Mandela
Mandela (ao fundo) chega ao tribunal em Pretória em agosto de 1958, para audiência de julgamento que durou mais de quatro anos. Foto: AP1/21
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Texto
Obama diz que não imagina sua vida sem o exemplo do líder sul-americano. Dilma deve ir à África do Sul
O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu, em decorrência de uma infecção pulmonar, nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento o presidente do país Jacob Zuma. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) .
Veja a repercussão de sua morte:
Barack Obama, president dos Estados Unidos
É “um exemplo para toda a humanidade (...) Não consigo imaginar minha vida sem o exemplo de Nelson Mandela”.
David Cameron, premiê britânico
“Uma grande chama se apagou nesse mundo. Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo”.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
"Ele foi um grande homem. Um gigante para a justiça e fonte de inspiração para a humanidade".
Dilma Rousseff, presidente do Brasil
"O governo e o povo brasileiros receberam consternados a notícia da morte de Nelson Mandela. Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul"
Joaquim Barbosa, presidente do STF
"A morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas. Sua vida altiva traduziu o sentido maior da existência humana. Seu nome permanecerá como sinônimo de esperança para todas as vítimas de injustiça em qualquer parte do mundo".
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente
“O grande legado do Mandela foi fazer com que o povo negro da África do Sul descobrisse uma coisa que parece simples, mas não é. Se a maioria do povo era negra, não tinha o menor sentido a minoria branca continuar governando aquele país. Mandela foi uma coisa boa que de vez em quando Deus projeta nas nossas vidas. O mundo perdeu uma das figuras mais extraordinárias que conheci”.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente
"Com a morte de Nelson Mandela perdemos o maior símbolo vivo da luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela democracia. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram decisivamente a terminar com o apartheid na Africa do Sul. Eleito presidente, continuou lutando contra o atraso e a pobreza. Posteriormente, encampou a luta pela preservação das florestas úmidas e contra a disseminação da AIDS".
Bill Clinton, ex-presidente dos EUA
"Jamais esquecerei meu amigo Mandiba".
François Hollande, presidente francês
Mandela era “um resistente excepcional” e “um combatente magnífico”. O líder foi “a encarnação da nação sul-africana, o cimento da sua unidade e o orgulho de toda a África”.
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia
“Mandela mudou o curso da história para a sua população, para o seu país, para o seu continente, para o mundo. Os meus pensamentos estão com a sua família e com a população da África do Sul”.
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
“Pesar pelo falecimento de Nelson Mandela, símbolo de coragem e resistência. Sua história inspira a humanidade”.
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O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu, em decorrência de uma infecção pulmonar, nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento o presidente do país Jacob Zuma. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) .
Veja a repercussão de sua morte:
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É “um exemplo para toda a humanidade (...) Não consigo imaginar minha vida sem o exemplo de Nelson Mandela”.
David Cameron, premiê britânico
“Uma grande chama se apagou nesse mundo. Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo”.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
"Ele foi um grande homem. Um gigante para a justiça e fonte de inspiração para a humanidade".
Dilma Rousseff, presidente do Brasil
"O governo e o povo brasileiros receberam consternados a notícia da morte de Nelson Mandela. Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul"
Joaquim Barbosa, presidente do STF
"A morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas. Sua vida altiva traduziu o sentido maior da existência humana. Seu nome permanecerá como sinônimo de esperança para todas as vítimas de injustiça em qualquer parte do mundo".
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente
“O grande legado do Mandela foi fazer com que o povo negro da África do Sul descobrisse uma coisa que parece simples, mas não é. Se a maioria do povo era negra, não tinha o menor sentido a minoria branca continuar governando aquele país. Mandela foi uma coisa boa que de vez em quando Deus projeta nas nossas vidas. O mundo perdeu uma das figuras mais extraordinárias que conheci”.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente
"Com a morte de Nelson Mandela perdemos o maior símbolo vivo da luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela democracia. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram decisivamente a terminar com o apartheid na Africa do Sul. Eleito presidente, continuou lutando contra o atraso e a pobreza. Posteriormente, encampou a luta pela preservação das florestas úmidas e contra a disseminação da AIDS".
Bill Clinton, ex-presidente dos EUA
"Jamais esquecerei meu amigo Mandiba".
François Hollande, presidente francês
Mandela era “um resistente excepcional” e “um combatente magnífico”. O líder foi “a encarnação da nação sul-africana, o cimento da sua unidade e o orgulho de toda a África”.
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia
“Mandela mudou o curso da história para a sua população, para o seu país, para o seu continente, para o mundo. Os meus pensamentos estão com a sua família e com a população da África do Sul”.
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
“Pesar pelo falecimento de Nelson Mandela, símbolo de coragem e resistência. Sua história inspira a humanidade”.
Veja fotos da trajetória de Nelson Mandela
Mandela (ao fundo) chega ao tribunal em Pretória em agosto de 1958, para audiência de julgamento que durou mais de quatro anos. Foto: AP1/21
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Imagem para Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe
Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe
Por Redação TechMestre
02/12/2013 10h43 Compartilhar no Orkut Envie Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe para um amigo! Adicionar aos favoritos! Comentar 100
Aldeia onde moram pediu para que se mudassem do local.
Uma mulher do Zimbabwe está pretendendo se casar com o próprio filho. Betty Mbereko, de 40 anos, que está grávida do filho de 23 anos, é viúva há 12 anos e diz que vai levar o relacionamento à diante porque o casal está muito apaixonado.
Farai Mbereko, o filho, mantém relacionamento amoroso com a mãe há 3 anos. A mulher, que terá um filho do próprio filho – que por sua vez será seu neto – pediu ao chefe da aldeia onde moram para se casar, já que não deseja um casamento de ligação com os irmãos do falecido marido.
Os moradores da região ficaram perplexos com a decisão da mãe, que reluta: “eu lutei sozinho para mandar meu filho à escola e ninguém me ajudou. Agora que meu filho está trabalhando acusam-me de fazer algo errado. Deixe-me apreciar o resultado do meu suor“, disse ela.
Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe
“No passado eles seriam mortos, mas hoje não podemos fazer isso porque temos medo da polícia“, disse o chefe da aldeia que lhes pediu para deixar o relacionamento ou sair da comunidade onde vivem. A mãe e o filho decidiram sair da aldeia.
Leia mais em: http://www.techmestre.com/mulher-gravida-do-proprio-filho-pretende-se-casar-com-ele-no-zimbabwe.html#ixzz2mYoy1ouE
Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe
Por Redação TechMestre
02/12/2013 10h43 Compartilhar no Orkut Envie Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe para um amigo! Adicionar aos favoritos! Comentar 100
Aldeia onde moram pediu para que se mudassem do local.
Uma mulher do Zimbabwe está pretendendo se casar com o próprio filho. Betty Mbereko, de 40 anos, que está grávida do filho de 23 anos, é viúva há 12 anos e diz que vai levar o relacionamento à diante porque o casal está muito apaixonado.
Farai Mbereko, o filho, mantém relacionamento amoroso com a mãe há 3 anos. A mulher, que terá um filho do próprio filho – que por sua vez será seu neto – pediu ao chefe da aldeia onde moram para se casar, já que não deseja um casamento de ligação com os irmãos do falecido marido.
Os moradores da região ficaram perplexos com a decisão da mãe, que reluta: “eu lutei sozinho para mandar meu filho à escola e ninguém me ajudou. Agora que meu filho está trabalhando acusam-me de fazer algo errado. Deixe-me apreciar o resultado do meu suor“, disse ela.
Mulher grávida do próprio filho pretende se casar com ele no Zimbabwe
“No passado eles seriam mortos, mas hoje não podemos fazer isso porque temos medo da polícia“, disse o chefe da aldeia que lhes pediu para deixar o relacionamento ou sair da comunidade onde vivem. A mãe e o filho decidiram sair da aldeia.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
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