sábado, 26 de abril de 2014

A morte de Cristo trouxe o fim da lei

O fato de que a morte de Cristo trouxe um fim à Lei de Moisés é claramente ensinado no Novo Testamento (Rm 10:4; Q 2:14). A importância deste fato está relacionada com a justificação e a santificação, sendo mais fácil perceber a primeira que a segunda. A razão é simplesmente que a Lei não podia justificar o pecador (At 13:39; Rm 3:20); portanto, se os homens devem ser justificados, um outro caminho precisa ser providenciado. A Lei pode mostrar ao homem a sua necessidade, mas não pode providenciar uma resposta à necessidade (Gl 3:23-25). Assim, a morte de Cristo ofereceu o meio da justificação pela fé exclusiva nEle.

A relação do fim da Lei com a santificação, todavia, é mais difícil de compreender, simplesmente porque certas porções da Lei de Moisés são repetidas no Novo Testamento em relação à santificação do crente. Além disso, os mandamentos específicos repetidos no Novo Testamento vêm de varias divisões da Lei (não de uma única, como os dez Mandamentos). De fato, nove dos Dez Mandamentos são repetidos, e outras partes da Lei também (Rm 13:9). Isto torna impossível dizer que a Lei foi abolida, com exeção dos Dez Mandamentos.

Além do mais, 2 Coríntios 3:7-11 afirma claramente que os Dez Mandamentos ("gravado com letras em pedras") foram abolidos. Como reconciliar todos estes fatos? Estará ou não o crente sob a Lei no que tange à santificação?

A única solução realista que pareceu coerente a este autor é a que distingue entre um código de leis e as leis nele contidas. A Lei de Moisés foi um de muitos códigos que Deus outorgou ao homem ao longo da História, e como código está abolida. O código sob o qual o crente vive é chamado "a lei de Cristo" (Gl 6:2) ou "a lei do Espírito da vida" (Rm 8:2).

Quando um código é revogado e outro instituído, nem todos os mandamentos contidos no novo código serão novos e diferentes. A permissão de comer carne na lei de Cristo (1 Tm 4:3) também era parte do código sob o qual Noé viveu depois do dilúvio (Gn 9:3). Da mesma forma, alguns dos mandamentos epsecíficos que faziam parte da Lei de Moisés foram incorporados à Lei de Cristo e outros não. O código como um tudo, porém, foi definitivamente revogado.

A morte de Cristo oferece a base para a purificação do pecado do crente

O sangue (a morte) de Cristo é a base de nossa purificação cotidiana do pecado (l Jo 1:7). Isto não significa que haja uma recrucificação ou uma imersão em sangue com o qual se tocará o crente que pecar. Significa que o sacrifício definitivo de nosso Senhor oferece purificação constante ao crente quando pecar. Nossa posição de membros da família de Deus é mantida por Sua morte; nossa comunhão familiar é restaurada pela confissão do pecado.

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