Índio passa de 11 horas sentado em topo de árvore para protestar no RioBombeiros tentaram convencê-lo a descer do galho, sem sucesso
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Do R7
O índio subiu na árvore às 9h30 e lá permanecia até as 20h30
O índio subiu na árvore às 9h30 e lá permanecia até as 20h30
Fábio Gonçalves/Agência O Dia
Um índio identificado como Urutau Guajajara permanecia, por volta das 20h30, sentado no alto de uma árvore dentro do terreno do Museu do Índio, na zona norte do Rio, em um protesto que começou por volta das 9h30 desta segunda-feira (16). Mais cedo, 26 manifestantes foram detidos após a ocupação de um prédio ao lado do museu. O índio, para não ser alcançado pelos policiais do Batalhão de Choque, subiu na árvore e lá ficou.
Bombeiros tentaram convencê-lo a descer durante todo o dia, sem sucesso. Com uma escada magirus, um bombeiro entregou água para o índio, que, ao que parece, pretende permanecer ali pelas próximas horas. Perto da árvore, há policiais e manifestantes solidários à causa.
Além do cocar de penas coloridas, Guajajara veste apenas uma bermuda. Por volta das 12h30, manifestantes que cercavam a árvore foram retirados dali à força por policiais. Foi formado um cordão de isolamento e os integrantes do protesto foram proibidos de ultrapassar a área.
Um homem, que dirigia desaforos a policiais, foi preso em flagrante. Os demais chamavam os PMs de "cachorrinhos do Cabral" (referência ao governador Sérgio Cabral). Com eles, havia uma faixa com a pergunta, em inglês, sobre onde foram parar os ossos do pedreiro Amarildo de Souza, que teria sido morto pela PM em julho, na favela da Rocinha. O corpo jamais apareceu.
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