Marginal Tietê sitiada novamenteMoradores da comunidade Estaiadinha interditam o trânsito e são retirados pela Tropa de Choque da PMDIÁRIO DE S. PAULO
Mauricio Rummens / Diário SP
Manifestantes incendeiam materiais e interditam pista da Marginal TietêManifestantes incendeiam materiais e interditam pista da Marginal Tietê
Pela segunda vez em pouco mais de um mês, um grupo de sem-teto interditou a Marginal Tietê em uma sexta-feira, complicando o trânsito em toda a capital e causando um enorme congestionamento (a fila chegou a 8,2 km). Nesta sexta-feira (1º) à tarde, um grupo de manifestantes recolheu entulho, formou barricadas e incendiou o material para bloquear as vias expressa e local da marginal no sentido Guarulhos.
A manifestação, que durou cerca de duas horas, aconteceu próxima à Ponte Governador Orestes Quércia, conhecida como Ponte Estaiadinha. Os moradores da chamada Favela Estaiadinha são contra a reintegração de posse pedida pela Prefeitura. A Justiça já tinha decidido, no final de setembro, suspender o processo por 90 dias.
A Polícia Militar foi chamada e lançou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral contra os cerca de cem manifestantes. Uma pessoa foi detida. Segundo o major da PM Marcelo Takanabe, os manifestantes reagiram à abordagem da Polícia Militar com pedras, garrafas e paus. Com giz, eles escreveram, na pista da marginal, uma mensagem endereçada ao prefeito Fernando Haddad (PT): “Moradia digna”.
Em nota, a Prefeitura diz que “as ocupações prejudicam a política habitacional em curso, cuja meta é a entrega de 55 mil até 2016, para enfrentar um déficit de 230 mil domicílios”.
Repetição/ No dia 27 de setembro, também uma sexta-feira, o mesmo grupo de sem-teto já tinha fechado a Marginal Tietê contra a reocupação do terreno. Naquela ocasião, a Polícia Militar também usou bombas de efeito moral para dispersar os cerca de 70 manifestantes. Eles fecharam o acesso entre a Avenida do Estado e a marginal com barricadas de pneus e pedaços de madeira queimados.
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