Para Lula, protestos não representam rejeição à política
Em coluna escrita para o New York Times, ex-presidente analisa manifestações recentes e diz que o PT precisa de 'profunda renovação'
16 de julho de 2013 | 15h 04
O Estado de S.Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez sua
análise sobre os protestos recentes ocorridos no País, em sua coluna
mensal distribuída pelo jornal New York Times. Em texto publicado nesta
terça-feira, 16, Lula discorda da ideia de que as manifestações reflitam
uma rejeição à política e acredita que também sejam resultado das
políticas sociais e econômicas adotadas pelo País nas décadas recentes.
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Leia a coluna na íntegra (em inglês)
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No texto, em inglês,
Lula afirma ainda que os protestos vão encorajar as pessoas a
participar mais ativamente da política. O ex-presidente procura
responder os motivos que levaram os jovens às ruas do Brasil, já que o
País vive um bom momento econômico. Para Lula, os protestos foram
motivados por pessoas que queriam serviços públicos de melhor qualidade e
instituições políticas mais transparentes.O ex-presidente destacou ainda o uso das redes sociais nesse processo e afirmou que os jovens querem ser ouvidos. Para isso, sugere, devem ser pensadas novas formas de participação e as instituições devem usar as novas tecnologias como instrumento de diálogo e não como "mera propaganda".
Ao PT, seu partido, Lula recomendou uma "profunda renovação". Segundo ele, é preciso que a sigla recupere a ligação com movimentos sociais e ofereça "novas soluções para novos problemas".
Ao final do texto, Lula elogiou a iniciativa da presidente Dilma Rousseff ao sugerir o plebiscito para a reforma política e ao propor um "compromisso nacional" para melhorar a saúde, educação e o transporte público.

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