segunda-feira, 17 de junho de 2013

Polícia não descarta gás lacrimogêneo e spray de pimenta em ato em SP

Protesto, marcado para o largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, segue sem itinerário definido

PM atira contra manifestantes durante protesto na capital paulista na última quinta-feira Foto: Bruno Santos / Terra
PM atira contra manifestantes durante protesto na capital paulista na última quinta-feira
Foto: Bruno Santos / Terra
  • Vagner Magalhães
    Direto de São Paulo
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou que a Polícia Militar do Estado de São Paulo não fará uso de armas para o disparo de balas de borracha para reprimir eventuais distúrbios na manifestação marcada para as 17h no largo da Batata, zona oeste da capital paulista.

"É um compromisso. As tropas não estarão equipadas com esse tipo de equipamento", disse ele. Em relação à utilização da tropa de choque da Polícia Militar, ele disse que em um primeiro momento ela não irá para o local da manifestação. "Estará de prontidão no quartel como sempre esteve."

De acordo com o secretário, houve dois acordos com os membros do Movimento Passe Livre (MPL). O primeiro, de que a divulgação do trajeto seria apenas divulgado no local da manifestação. E o segundo é a de presença de oficiais, ao lado das lideranças, monitorando o protesto.

Grella participou de uma reunião com integrantes do MPL nesta segunda-feira, que pede a revogação do aumento dos transportes públicos na capital paulista. No dia 2 de junho, as passagens de ônibus, trens e metrô passaram de R$ 3,00 para R$ 3,20. A manifestação desta segunda-feira é a quinta desde o reajuste.

De acordo com o promotor da área de habitação e urbanismo, Maurício Lopes, que participou da reunião, o Estado informou que o uso de gás lacrimogêneo e spray de pimenta faz parte da estratégia policial de contenção de distúrbios e que o seu uso não seria limitado.


"Eles não deram garantia de que esse tipo de material não fosse utilizado, já que faz parte de uma estratégia gradual de contenção de distúrbios, disse o promotor.

O promotor disse ainda que foi solicitado que a avenida Paulista ficasse fora do trajeto por conta do número de hospitais que existem na região. Mas não houve também garantias - por parte dos manifestantes - sobre se isso iria acontecer.

Mayara Vivian, do MPL, disse que a secretaria pediu que fosse informado o trajeto da manifestação, mas que isso não seria possível naquele momento. "Isso a gente só vai ter como decidir no local, depois de ver qual será o número de pessoas que vão participar. Deve acontecer uma reunião no local para definir isso".

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

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