Jovens protestaram contra o transporte público e a situação do país
G1
15 Jun de 2013 - 23:05
Cerca de oito mil pessoas, em sua maioria, jovens e
estudantes, participaram da manifestação pacífica que percorreu a
Savassi e o Centro de Belo Horizonte,
na tarde deste sábado (15), segundo a Polícia Militar. Os participantes
protestaram contra o transporte público da capital, a situação do país
e a Copa do Mundo.
O protesto ocorreu com tranquilidade e sem confusões. Os manifestantes levavam cartazem que criticam a política brasileira, a corrupção, os gastos públicos com as obras para as Copas das Confederações e do Mundo, em 2014, além de protestar contra a violência registrada em São Paulo, durante esta semana.
Alguns dos brados da marcha eram "Da Copa eu abro mão, euquero dinheiro
pra saúde e educação" e "ei polícia, vinagre é uma delícia", uma
crítica à prisão de um jornalista que portava um vidro de vinagre
durante protestos em São Paulo.
Para o vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBEs), Gladson Reis, os protestos que vêm acontecendo por todo país marcam um novo posicionamento da população. “É um novo levante da juventude. Não dá mais para a juventude ficar calada”, disse.
Manifestação reuniu cerca de oito mil pessoas no Centro de Belo Horizonte (Foto: Humberto Trajano)
Ele explicou que a manifestação em BH contou com a participação de
várias entidades, porém nenhuma delas estava no comando da marcha e a
mobilização aconteceu pela internet. Toda a manifestação ocorreu de
forma pacífica, tendo apenas um princípio de confusão, quando um homem
chutou a grade que faz a segurança da Praça da Estação para o Concentra
BH, que logo foi controlada. “A manifestação é pacifica, pois a
juventude está consciente”, avaliou Reis.
Sobre a questão do transporte público, o vice-presidente da UBEs apontou uma pauta de reinvindicações e pediu uma reunião com o prefeito Marcio Lacerda. “Queremos nos reunir e negociar com a prefeitura. Vamos pedir uma auditoria nas contas da BHTrans, passe livre para todos os estudantes, congelamento das tarifas por dois anos e um metrô de qualidade”, disse. A tarifa principal em BH é de R$ 2,80, mas ainda existem ônibus em outros valores.
Após se concentrarem na Praça da Savassi, subirem a Avenida Cristóvão Colombo, passarem pela Praça da Liberdade, e descerem a Avenida João Pinheiro, eles se reuniram na porta da Prefeitura de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, onde cantaram o Hino Nacional.
De acordo com os organizadores da manifestação na capital mineira, entre os movimentos que também integraram o protesto estão o Comitê Popular de Atingidos pela Copa (Copac) e o Pic Nic Junino do Movimento Fica Fícus.
Nenhuma ocorrência de gravidade foi registrada, segundo a PM. Por volta das 17h, parte do grupo se dispersou e outra continuava circulando pela capital mineira.
Manifestação ocupa Praça Sete, no centro de Belo Horizonte (Foto: Reprodução/BHTrans)
Protestos em São Paulo
Em São Paulo, houve quatro dias de protestos motivados pelo aumento da passagem na cidade, que passou a custar R$ 3,20. Um jornalista que cobria a ação foi preso por carregar vinagre, usado para aliviar os efeitos do gás lacrimogênio com os quais os policiais dispersavam a multidão. O episódio gerou novas ondas de protesto.
Manifestação reúne cerca de duas mil pessoas em Belo Horizonte, segundo a PM (Foto: Humberto Trajano/G1)
O protesto ocorreu com tranquilidade e sem confusões. Os manifestantes levavam cartazem que criticam a política brasileira, a corrupção, os gastos públicos com as obras para as Copas das Confederações e do Mundo, em 2014, além de protestar contra a violência registrada em São Paulo, durante esta semana.
Alguns dos brados da marcha eram "Da Copa eu abro mão, eu
Para o vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBEs), Gladson Reis, os protestos que vêm acontecendo por todo país marcam um novo posicionamento da população. “É um novo levante da juventude. Não dá mais para a juventude ficar calada”, disse.
Sobre a questão do transporte público, o vice-presidente da UBEs apontou uma pauta de reinvindicações e pediu uma reunião com o prefeito Marcio Lacerda. “Queremos nos reunir e negociar com a prefeitura. Vamos pedir uma auditoria nas contas da BHTrans, passe livre para todos os estudantes, congelamento das tarifas por dois anos e um metrô de qualidade”, disse. A tarifa principal em BH é de R$ 2,80, mas ainda existem ônibus em outros valores.
Após se concentrarem na Praça da Savassi, subirem a Avenida Cristóvão Colombo, passarem pela Praça da Liberdade, e descerem a Avenida João Pinheiro, eles se reuniram na porta da Prefeitura de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, onde cantaram o Hino Nacional.
De acordo com os organizadores da manifestação na capital mineira, entre os movimentos que também integraram o protesto estão o Comitê Popular de Atingidos pela Copa (Copac) e o Pic Nic Junino do Movimento Fica Fícus.
Nenhuma ocorrência de gravidade foi registrada, segundo a PM. Por volta das 17h, parte do grupo se dispersou e outra continuava circulando pela capital mineira.
Em São Paulo, houve quatro dias de protestos motivados pelo aumento da passagem na cidade, que passou a custar R$ 3,20. Um jornalista que cobria a ação foi preso por carregar vinagre, usado para aliviar os efeitos do gás lacrimogênio com os quais os policiais dispersavam a multidão. O episódio gerou novas ondas de protesto.
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