Governo de SP descarta Tropa de Choque em novo protesto
'Acreditamos que não será necessário porque a manifestação se dará de forma ordenada', disse secretário de Segurança Pública Fernando Grella
BEATRIZ BULLA - Agência Estado
Depois da atuação da polícia na última manifestação
contra o aumento da tarifa de ônibus, criticada pelo uso de força, o
governo do Estado descarta o uso da Tropa de Choque e de bombas de
efeito moral no protesto marcado para esta segunda-feira, 17, que deve
ser o maior dos já organizados pelo Movimento Passe Livre. "Acreditamos
que não será necessário (usar setores como o Choque) porque a
manifestação se dará de forma ordenada", disse o secretário de Segurança
Pública, Fernando Grella Vieira, em coletiva de imprensa realizada na
tarde deste domingo, 16, em São Paulo. "Temos convicção, certeza de que a
manifestação ocorrerá pacificamente", reiterou Grella.
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Evelson de Freitas/AE
'Manifestação ocorrerá pacificamente', reiterou Grella
O governo paulista espera os líderes do movimento nesta segunda-feira na Secretaria de Segurança Pública
do Estado, no centro da cidade, para definição conjunta do trajeto da manifestação. Com o diálogo, segundo Grella, o protesto deverá ser pacífico, sem necessidade de uso de bombas de efeito moral. O secretário também disse que nada está descartado em termos de rota, ao ser questionado se o governo permitiria que a manifestação utilizasse a Avenida Paulista, por exemplo.
"Nós não queremos que se repitam os fatos que aconteceram na semana passada. Nós queremos que a nossa cidade preserve aquilo que é certo e que é natural: uma manifestação livre, legítima, de expressão, de pensamento", falou o secretário. Perguntado sobre a apuração de eventuais excessos na participação da polícia, Grella respondeu: "Quem se desviou das suas normas de ação e agiu abusivamente tem que responder de acordo com as normas."
O comandante-geral da PM, Benedito Meira, afirmou ainda que policiais que não portarem tarjeta de identificação, se reconhecidos por foto ou vídeo, serão responsabilizados, já que a orientação é para que todos se identifiquem.
Vinagre. No último ato contra o aumento da tarifa, participantes do protesto que portavam vinagre - usado para proteção pessoal contra o efeito tóxico de bombas de gás lacrimogêneo - foram detidos. Hoje, Grella garantiu que "ninguém será detido por portar vinagre", mas ressaltou crer que não será necessário que os manifestantes levem o produto para a manifestação.
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