ES: pastores são presos acusados de desvio de dinheiro do dízimo
A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu nesta segunda-feira líderes de uma igreja acusados de desvio de dinheiro do dízimo em Vila Velha. Outras oito pessoas tiveram a prisão decretada. A Justiça entendeu que, em liberdade, elas poderiam atrapalhar as investigações. O Ministério Público denunciou os líderes da Igreja Maranata por formação de quadrilha e apropriação indébita. Os pastores foram presos em casa. “Que que eu vou dizer? Eu não sei nem porque estou preso”, disse um deles ao ser levado para a delegacia. Segundo a investigação, que começou no ano passado, os líderes da Maranata desviavam o dinheiro do dízimo com o apoio de empresários que forneciam notas com valores superfaturados de serviços e produtos comprados pela igreja. As informações são do Jornal Nacional.
Para o MP, o desvio pode chegar a R$ 30 milhões. Segundo o promotor Paulo Panaro, os envolvidos foram denunciados “pela constituição de empresa de fachada e superfaturamento das notas fiscais”. Por determinação da Justiça, há quase três meses, a igreja estava sendo administrada por um interventor, pastor Júlio César Costa, que também será substituído porque teria ligações com os acusados. Ele nega e afirma que sempre enviou todos os relatórios solicitados pelo Ministério Público. O advogado da igreja disse que o pastor e fundador da Maranata, Gedelti Gueiros, não cometeu nenhuma irregularidade. A igreja foi fundada há mais de 40 anos no Espírito Santo e hoje tem cinco mil templos no Brasil e no exterior.
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O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara desde março de 2013, é um pastor da igreja Assembleia de Deus. Causou polêmica em 2011, quando publicou declarações polêmicas em seu Twitter sobre africanos e homossexuais. Em função das mensagens homofóbicas e racistas, é alvo de protestos desde que foi indicado para o cargo na comissão. Em sua trajetória como pastor, chegou a ser denunciado por estelionato pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em 2009. O processo foi remetido ao STF em razão do foro privilegiado. A defesa nega a acusação
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