Para a diretora Maria Clara Gianna, da Coordenação do Programa Estadual de DST/Aids, prevenção vai muito além. Ela acrescenta ainda que é fundamental que os materiais produzidos para campanhas com foco neste grupo específico apresentem uma linguagem própria, que valorize principalmente a autoestima destas mulheres. Ela argumenta que o Brasil sempre procurou usar este tipo campanha e que elas sempre foram muito eficazes, não havendo, portanto, motivo para quere mudar.
Maria Clara acrescenta que se surpreendeu com a decisão do Ministério em proibir a peça publicitária chamada “Sou feliz sendo prostituta” e diz que ao longo desta semana novos programas locais para prevenção das DSTs e aids serão enviadas aos Ministério com objetivo de defender a estratégia que vem sendo adotada até agora.
Campanha
O material foi censurado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, depois de três dias que foi lançado. A justificativa dada por ele é que o material não apresentava mensagem com foco na prevenção. Maria Clara, no entanto, rebate que este não é primeira vez que a manifestação é feita através de setores específicos da população.
Grangeiro ainda aponta que há pouco conhecimento sobre a aids entre as profissionais do sexo. Ele diz ainda que neste grupo, ser infectado pelo vírus da aids significa ficar desempregada, porque as soropositivas são pressionadas a deixar o trabalho. O pesquisador destaca que, para piorar, as profissionais do sexo não procuram atendimento nas unidades de saúde devido ao preconceito.
A estimativa é de que 6% das prostitutas sejam soropositivas. O índice no restante da população é de 0,56%. O pesquisador diz que isso acontece porque as profissionais do sexo se mostraram mais vulneráveis à doença desde que os primeiros casos foram registrados. Agora, no entanto, a o que se vê é que esta tendência pode se agravar. Para ele, isso mostra que é necessário promover mais ações do que as que já vêm sendo realizadas.
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