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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Dentistas da região preocupados com a violência

Profissionais da RMC procuram alternativas para garantir segurança depois de ataques criminosos

03/06/2013 - 10h21 - Atualizado em 03/06/2013 - 12h02 | Thaís Nucci
thais.nucci@rac.com.br

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Dentistas da região de Campinas já estão trabalhando “engaiolados” para fugir da ação dos bandidos. A maioria deles aposta em esquemas de segurança para evitar casos de roubo e agressões, principalmente após a repercussão dos dois crimes — em São Bernardo do Campo, em abril, e em São José dos Campos, na segunda-feira (27/5) passada — em que os assaltantes colocaram fogo nos profissionais após os assaltos.

A dentista Carla Eduarda M. de Oliveira, 41 anos, procura só marcar consulta para pacientes indicados, além de trabalhar de portas fechadas. O consultório dela não tem placa na rua e há câmera ligada o tempo todo para identificar quem chega e quem sai. “Quando o paciente vem pela 1 vez, procuro marcá-lo entre outras duas pessoas e evito os horários da noite. Os roubos sempre aconteceram, mas agora tem a violência”, comenta. Já a dentista R.C.H., 42, só atende desconhecidos fora do horário comercial se este for por indicação. “Já fui assaltada. Hoje o local em que atendo tem interfone e um porteiro.”

Rede de contato para se precaver
Nilden Cardoso, do Conselho Regional de Odontologia, explica que a classe já propôs ao Estado a criação de uma delegacia só para atender profissionais de saúde. Um 0800 será disponibilizado aos dentistas, além de e-mail pra denúncias e um aplicativo pra que profissionais possam acionar os contatos caso lidem com uma situação suspeita.


 
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