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terça-feira, 11 de junho de 2013

Alemão baleado na Rocinha vive dia de celebridade em visita ao Cristo

  • Daniel Frank, de 25 anos, visitou o cartão-postal após receber alta
  • Jovem foi baleado no dia 31 de maio ao visitar a Favela da Rocinha
LUDMILLA DE LIMA(EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
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RIO — O turista alemão Daniel Benjamin Frank, de 25 anos, que foi baleado por traficantes na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, viveu um dia de celebridade ao visitar o Cristo Redentor na tarde desta terça-feira. Pela manhã, ele havia recebido alta do Hospital São José, no Humaitá, onde estava internado. Acompanhado de uma equipe da Secretaria estadual de Turismo, da irmã e de um amigo, Daniel subiu o Corcovado e foi cercado e fotografado por outros turistas, principalmente crianças, que também passeavam no monumento. Como a Copa das Confederações começa no sábado e muitos atletas estão no Rio, algumas pessoas pensaram que ele poderia ser um jogador de futebol. Outras chegaram a confundi-lo com o príncipe Harry.
Daniel causou frisson também entre aqueles que sabiam sobre o ocorrido com ele no dia 31 de maio. Antes de embarcar no trenzinho que leva ao cartão-postal, ele ganhou uma miniatura do Cristo Redentor do diretor de Operações da Turis Rio, Marcos Paes, e, na viagem de volta, participou de uma roda de samba improvisada dentro de um vagão do trem. Daniel chegou a ensaiar umas batidas num pandeiro verde-amarelo. Ao desembarcar, sentou para tomar água e comeu uma manga fatiada.
Muito simpático, mas ao mesmo tempo tímido, Daniel pareceu ter gostado da experiência de ser um turista celebridade. Questionado se ele teria virado uma estrela, o alemão respondeu: "Somente por dois dias". Ele reafirmou que está se sentindo bem e que o episódio na Rocinha não tirou sua vontade de retornar.
— Gostei muito da vista do Corcovado, da estátua. Voltaria à cidade, mesmo com a experiência estressante — disse Daniel.
O alemão só deve voltar para casa daqui a três dias, pois passará por nova avaliação médica, atendendo a um pedido da seguradora. Os médicos que cuidaram de Daniel também recomendaram que ele não fizesse a viagem nesta terça-feira, para evitar complicações. Depois de visitar o Cristo, o rapaz seguiu com a irmã, Kathrin Frank, de 20 anos, para um hotel na Lapa.
Antes de deixar o São José, o alemão falou sobre a sua experiência na cidade. Ele disse que leu em guias de turismo sobre as atrações do Rio, inclusive sobre as favelas. Mas, de acordo com ele, em nenhum momento teve a sensação, pelo que leu, de que as favelas ainda ofereciam perigo.
— Eu vim para o Rio com a cabeça aberta. E ainda tenho a cabeça aberta em relação à cidade. Mas, agora, teria mais cuidado — disse Daniel, afirmando não estar com raiva do Rio e que o que ocorreu poderia ter acontecido em áreas perigosas de outras cidades.
Perguntado se o Rio é perigoso, ele respondeu:
— Há pontos perigosos. Talvez se você for em grupo visitar uma favela não haja riscos.
Segundo a Secretaria estadual de Turismo, assim que chegou ao Rio, Daniel visitou o Pão de Açúcar. Somente no dia seguinte foi à Rocinha. A irmã dele, que faz um estágio numa clínica de recuperação de dependentes químicos no interior do Paraná, já tinha visitado a Rocinha com um grupo e um guia há alguns meses. Isso motivou Daniel a fazer o mesmo passeio.
O turista, que mora em Stuttgart, é engenheiro da Mercedes. A ideia da visita ao Cristo surgiu quando o alemão, ao deixar o Hospital municipal Miguel Couto, na semana passada, brincou que teria de voltar ao Rio porque ainda não tinha conhecido o Corcovado.


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