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quinta-feira, 9 de maio de 2013

RIO - Acusado de estupro de fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, o pastor Marcos Pereira da Silva teve indeferido nesta quinta-feira habeas corpus pedido ao Tribunal de Justiça. O pastor teve a prisão preventiva decretada no dia 2 de maio pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo o juízo da 2ª Vara, a decisão que determinou a prisão de Marcos Pereira da Silva está muito bem fundamentada. “Pela leitura da decisão atacada, observa-se que a mesma se mostra, à saciedade, fundamentada na garantia da ordem pública e da instrução criminal, com o apontamento de elementos concretos colhidos dos autos a embasarem a necessidade da custódia cautelar”, afirma a decisão. O promotor Rogério Lima, da 8ª Promotoria de Investigação penal do Ministério Público, disse na manhã desta quinta-feira que o pastor Marcos Pereira foi denunciado por dois estupros com uso de força física e atentado violento ao pudor. Segundo o promotor, no entanto, o pastor não responderá criminalmente por três das seis acusações de estupros. De acordo com o promotor, os casos relatados à polícia pelas vítimas aconteceram antes da mudança na Lei 12.015 de 2009. A legislação anterior, segundo ele, fixava prazo de até seis meses para que a vítima denunciasse o crime de estupro, o que não aconteceu. Por este motivo, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) não poderá oferecer denúncia contra o pastor por esses três casos. De acordo com o promotor, há outros quatro inquéritos de mais quatro vítimas que denunciam abusos praticados por Marcos Pereira. No depoimento, as vítimas relatam que ele, violentamente, jogava as mulheres na cama e rasgava a roupa delas para praticar sexo. As vítimas relatam ainda que o pastor dizia que não queria se contaminar com mulheres que não fossem da igreja porque se considerava um homem de Deus. Na denúncia, o Ministério Público classifica o pastor como estuprador em série. Feliciano defente pastor no twitter O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC), defendeu o pastor Marcos Pereira em sua conta do twitter na madrugada desta quinta-feira. Em sua conta do microblog ele se refere a um texto publicado por um site evangélico que questiona a suposta falta de provas da impresa, e dá a entender que o delegado estaria 'sem crimes para investigar'. "Imprensa tem provas contra Marcos Pereira? Talvez: um delegado sem crimes para investigar", escreveu o deputado, que deixou o endereço do site evangélico na mensagem. Feliciano foi convidado para pregar na Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, do pastor Marcos Pereira, para pregar na matriz do Éden, na última segunda-feira. A assessoria do deputado confirmou o encontro, mas considerou o fato uma rotina, porque Feliciano é convidado a pregar em todo o Brasil. Essa, no entanto, não foi a primeira vez que os dois tiveram contato. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputado defendeu em discurso proferido em 19 de fevereiro deste ano, no plenário da Casa, o pastor Marcos Pereira. Em vídeo divulgado pela deputada Erika Kokay (PT-DF) em seu site na Internet, Feliciano aparece dizendo que o colega é vítima de uma campanha difamatória da mídia. "O pastor Marcos Pereira, um grande líder no Rio de Janeiro, pela segunda vez foi protagonista em um programa de TV que, indiscriminadamente, lançou dentro das televisões de todo o país o pensamento deles acerca de uma pessoa de bem. Agora no carnaval estive em contato com ele, que estava em uma fazenda que a sua instituição tem com quase 500 jovens tirados do tráfico, da cracolândia. Esse pastor foi atingido pela segunda vez num programa que parecia muito mais um programa de assassinato público do que de informação ao público, destruindo a imagem de um homem que gasta sua vida no Rio de Janeiro indo para as prisões. O mundo inteiro conhece a vida dele. Já falaram outras coisas sobre ele e ele permanece de pé - discursou Feliciano na ocasião. A igreja foi fundada por Marcos Pereira em 1989, meses depois de ele ter começado a frequentar cultos evangélicos da Assembleia de Deus. De orientação pentecostal, a igreja começou a organizar cultos em presídios do Rio a partir da década de 90. Além da matriz do Éden, a igreja tem hoje filiais em São João de Meriti, Duque de Caxias, Maringá (PR) e Fortaleza (CE). Na noite da quarta-feira, o site da igreja divulgava uma mensagem na qual afirmava que a prisão do pastor Marcos seria uma injustiça, bem como uma forma de perseguição religiosa. Na mensagem, o pastor Marcos era comparado a profetas e líderes religiosos, incluindo Jesus Cristo.

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