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crack
Rio terá ônibus-espião para monitorar
usuários de crack
Na unidade, agentes vão acompanhar as imagens de câmeras
espalhadas pela cidade
Christina Nascimento
Rio - O Rio vai receber do Ministério da Justiça cinco bases móveis com
câmeras para ajudar a monitorar o movimento migratório dos usuários de crack na
cidade.
A circulação deles será acompanhada de dentro dos micro-ônibus, equipados com
material de filmagem e computadores. Com isso, será possível também investigar a
atuação de traficantes da droga e desarticular quadrilhas.
Em cada escritório sobre rodas, quatro pessoas vão trabalhar
analisando e fazendo relatórios com as informações colhidas.
Dentro de cada escritório sobre rodas, agentes vão trabalhar
analisando e fazendo relatórios com informações colhidas através do
monitoramento
Foto: Divulgação
A previsão é de que a entrega dos ônibus “Big Brother” seja feita
no próximo dia 24. Cada base móvel vai operar interligada a 19 câmeras de alta
definição, que estarão espalhadas em ruas e avenidas. Os pontos de instalação
ficam a critério da Prefeitura do Rio.
As imagens poderão ser capturadas a distâncias de até 500 metros. A
movimentação das pessoas e a leitura de placas de carros serão feitas até
durante a noite, por causa de um dispositivo infravermelho.
Só a estrutura do micro-ônibus custa R$ 700 mil. Já as câmeras, que ficarão
em pontos estratégicos nas vias públicas, estão orçadas em R$ 870 mil.
O governo federal vai arcar com a manutenção dos equipamentos por
dois anos. Após esse prazo, o município ou o estado têm que assumir esta
responsabilidade.
O Rio e São Paulo, que vai ganhar 11 micro-ônibus, serão as
primeiras cidades do país a contar com a novidade de combate ao
crack.
A previsão é de que a entrega dos quatro ônibus “Big Brother”
à cidade seja feita já no próximo dia 24
Foto:
Divulgação
Inicialmente, 136 municípios a partir de 200 mil habitantes poderão
requisitar também as bases de monitoramento.
Segundo o Ministério da Justiça, como as cenas de uso de crack se
caracterizam pela mobilidade, o uso do equipamento de videomonitoramento vai
possibilitar que os profissionais de segurança pública se desloquem realizando o
policiamento ostensivo e de proximidade. 70 unidades serão entregues no país
A expectativa do governo federal é investir, inicialmente, R$ 49 milhões para
adquirir 70 unidades do micro-ônibus espião.
O equipamento é uma das ações do programa "Crack, é Possível Vencer",
executado em parceria pelos ministérios da Justiça, da Educação, da Saúde e do
Desenvolvimento Social.
Numa primeira etapa, as bases móveis serão entregues para os estados que
aderiram ao programa: Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Minas Gerais, Acre, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí,
Paraná, Ceará, São Paulo e Distrito Federal. E posteriormente a todos os estados
brasileiros.
Desde o ano passado, o programa "Crack, é Possível Vencer" entrega
equipamentos de segurança pública para as unidades da federação. Fazem parte
desse pacote armas de menor potencial ofensivo, motos e carros. Base-móvel com estrutura de uma casa
As bases são verdadeiras casas móveis, que vão funcionar 24 horas. Além de
banheiro, cozinha — com cafeteira, filtro de água, microondas e geladeira —, há
um espaço para reuniões com monitor, para caso seja preciso rever alguma
filmagem.
Este mesmo ambiente pode ser usado tanto para resolver conflitos pontuais,
como uma espécie de gabinete de crise, como para dar a primeira assistência
psicológica e social para dependentes.
A escolha dos agentes de segurança que vão atuar como operadores do sistema
de imagens deve ser feita pela prefeitura em parceria como governo do Estado do
Rio de Janeiro.
Inicialmente, o grupo deve ser formado por guardas municipais e por policiais
militares.
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