Pastor Marcos Pereira se fosse culpado os crimes já estariam prescritos diz defesa – Confira
A defesa do pastor evangélico Marcos Pereira da Silva protocolou pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio
(TJ-RJ) no fim da tarde desta quarta-feira. O pastor foi preso na noite de terça após a expedição de dois mandatos de prisão preventiva com base em acusações de estupro – como VEJA revelou em 2012. “Meu cliente é inocente. Não tem coerência a Justiça decretar, em 2013, prisão preventiva por crimes supostamente cometidos em 2006 e 2009”, afirmou o advogado Marcelo Patrício, acrescentando que o pastor está sendo vítima de “perseguição religiosa”.
“Além disso, na época vigorava a antiga lei de estupro. O crime era uma ação penal privada, e as vítimas tinham seis meses para denunciar. Mesmo se ele fosse culpado, os crimes estariam prescritos”, acrescentou o defensor de Marcos Pereira. O TJ-RJ deve decidir ainda nesta quinta-feira se o religioso poderá responder aos dois processos de estupro em liberdade. Os pedidos de prisão do pastor partiram da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e foram expedidos na semana passada pelas 1ª e 2ª Varas Criminais de São João de Meriti, município da Baixada Fluminense onde fica a sede da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (Adud), comandada por Marcos Pereira.
Confira artigo escrito por Michael Caceres – colaborador do Gospel Prime e comente…
Imprensa tem provas contra Marcos Pereira? Ou: as acusações de José Júnior constituem provas? Talvez: um delegado sem crimes para investigar.
Já fui criticado por afirmar que a Globo preferiria um país de maioria islâmica apenas para ver o cristianismo ser extinto. Mas contra fatos, não há argumentos. Certo? O mesmo portal que deu vozes aos ativistas gays contra o pastor Marco Feliciano estampa imagem de outro pastor usando uniforme da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap).
Veja bem, caros leitores: acusação não constitui crime, provas constituem crimes e se existem provas contra Marcos Pereira que passe o resto da vida na cadeia. Mas se não há provas, a divulgação do Globo Online é um ativo preconceito antirreligioso, que já é comum na imprensa brasileira, na verdade antievangélico e até anticatólico.
A reportagem havia sido publicada as 0h43, ou seja, pouco depois da prisão do pastor e atualizada as 16h13, pouco depois da transferência do líder para o presídio Bangu 2. Como costuma acontecer nesses casos, busca-se a audiência, não a apuração dos fatos; trabalha-se com o choque, não com os argumentos; apela-se ao resumo do caso para evitar os questionamentos. Em síntese: trata-se de militância, não de cobertura jornalística.
Em outro portal apontam até os amigos de Marcos Pereira: Marco Feliciano, Silas Malafaia e outros líderes evangélicos. Ainda atribuí-se o status de seita a denominação liderado por Pereira e questionam a proximidade dele com parlamentares evangélicos. Qual o interesse? Talvez desvalorizar a instituição.
E pouco me importa se há 99% da imprensa dizendo o contrário. O fato é que a prisão e as acusações contra Marcos Pereira não foram bem esclarecidas. Primeiro, pelo levante: qual o interesse da Rede Globo em orquestrar a destruição da imagem de Marcos Pereira? Sim, pois foi a Globo quem iniciou a divulgação das séries de acusações contra ele. Segundo, pelo lembrete: José Júnior, o coordenador do movimento AfroReggae, que havia acusado o pastor de ter planejado sua morte, encomendado atentados no Rio e até ordenado a execução de três pessoas – nunca provou ou esclareceu os motivos – mas também havia prometido que ainda veríamos o pastor preso.
Assim seria o caso de indagar: Existem provas contra Marcos Pereira ou ele é uma vítima do uso da máquina do Estado que simulou investigações com o objetivo de denegrir sua honra? Ou ainda: Certamente a mídia já possui provas contra ele, pois apenas apresentam as acusações negando os argumentos que constituem a defesa? Se José Júnior pode provar, que prove suas acusações.
José Júnior era um admirador de Marcos Pereira e antes da briga, que o fez mudar de ideia, o líder já sofria por acusações levianas. Sim, digo levianas, pois até então não foram provadas. Mas que existe um interesse incomum de ambos, isso existe: a verba do Governo que patrocinaria o programa das ONGs dirigidas por eles. Após as acusações de José Júnior o pastor perdeu o patrocínio. Ou: quem perdeu foi os dependentes químicos, pois o que é incontestável é a seriedade do trabalho de recuperação promovido pela ADUD.
Sim, é aceitável que se declare a prisão de suspeitos – sempre tendo em mente que enquanto suspeito e acusado não existirá crime! Parece tautologia, mas precisa ser esclarecido nestes tempos. Pois o que parece é que a mídia tendenciosa esta alinhada a valores incautos com o objetivo de denegrir a imagem dos evangélicos.
Veja a descrição da entrevista com o delegado responsável pelo caso e perceba o tom irônico e falta de ética profissional:
Ele se aproveitava de pessoas pobres que achavam estar precisando de acompanhamento espiritual. Ele se comportava da mesma maneira quando estuprava as mulheres, geralmente dentro da própria igreja, em São João de Meriti. Ele colocava as pessoas numa situação como se elas estivessem erradas. Na realidade quem tinha o problema eram as mulheres que estavam possuídas, endemoniadas. Ele fazia a mulher acreditar que a única forma de se libertar daquele demônio era fazendo sexo com uma pessoa ‘santa’. Uma das vítimas foi abusada dos 14 aos 22 anos. Nos depoimentos são citadas outras 20 mulheres que também sofreram abuso sexual. Existe relato de estupros desde 1998 — disse o delegado.
Comento:
O delegado trata o acusado como legítimo criminoso, mas pelo relato, seu crime maior é ser pastor, por isso afirma que Pereira usava o argumento de que o “sexo com uma pessoa santa” seria “a única forma de se libertar”.
Lembro que o suposto crime cometido pelo pastor esta sendo investigado pela Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, não seria o caso de questionar as motivações do delegado? Ou: Delegacia de Proteção a Mulher deveria investigar tráfico de drogas? Mas principalmente: porque na ação da Polícia Civil que apresentou o mandato de prisão contra Marcos Pereira a imprensa já estava lá?
Encerro:
Assim, se for provado que Marcos Pereira cometeu os crimes do qual é acusado, que responda por eles. Mas, enquanto os crimes são apenas suspeitas, que ele seja tratado como inocente.
-Leia também opinião do jornalista e blogueiro Reinaldo Azevedo do portal Veja – Clique no titulo do artigo e comente…
Agora, defender que não há provas e que há sensacionalismo e perseguição religiosa contra ele, é um pouco demais. Por quê não há “sensacionalismo” quando denúncias de pessoas hoje adultas contra sacerdotes católicos por pedofilia, pode ser feita uma tremenda divulgação e não se trata de perseguição religiosa? Pela lógica apresentada pelo autor do artigo, esses dois temas deveriam ser tratados da mesma forma. No entanto, até em púbitos de igrejas pastores, que deveriam usar do bom senso, já acusaram membros da igreja católica de pederastia por conta de denúncias que, da mesma forma que está ocorrendo agora, foram feitas apenas por denúncias de supostas vítimas. Basta lembrar de um caso recente do padre Julio Lancelotti, em São Paulo, que foi acusado de ter molestado jovens que ele tirou das ruas e ajudou no combate às drogas. Tudo porque ele não cedeu às chantagens feitas pelos rapazes. O que foi provado pelo sacerdote.
Acho que é preciso acabar com a farra de briga entre religiões e com a troca de acusações sem sentido. Se o pastor for realmente culpado, que ele pague pelo seu erro, pois ele é um ser humano e, como tal, tem tentações – como todos nós temos. E que os crimes terrenos sejam penalizados na esfera terrena.
Outro ponto que o articulista falou foi de uma campanha da Rede Globo contra as igrejas cristãs. Bom, não concordo, pois a notícia da prisão do pastor foi dada por todos os veículos de comunicação de uma forma geral e não foi exclusiva da Globo. E se a Rede Globo é tão contra os evangélicos, por quê é que, neste mesmo espaço, há algum tempo, se exaltou a atitude da emissora ter aberto espaço para shows gospels? Aí, creio eu, que há incoerência nas análises. É lógico que a abertura do espaço para shows gospels teve o fim do lucro, da audiência, que é a razão de existir da emissora de comunicação. Porém, não foi com esses olhos que neste espaço foi analisado da outra vez.
O que a gente escreve, o que comenta, o que fala, fica registrado e podem ser usados contra nós, quando não nos comunicamos corretamente. Foi o que gerou toda a polêmica contra o pastor Marcos Feliciano, nas gravações que foram tornadas públicas. Depois não adianta falar que não disse aquilo, pois foi gravado, foi registrado. O mesmo ocorre com nossos textos. Espero que, se um dia eu mudar de posicionamento nas minhas opiniões, que saiba relembrar o que escrevi, o que falei, para que não sejam utilizados contra a minha pessoa caso eu me contradiga de alguma forma.
1 João 4:1
e quando é coutra religião não.
Nosso País está vivendo uma hiprocrisia, está nojento.
pois não se noticia nada sem partidarismo. tanto no esporte quanto na política quanto na religião. País da mentira dos mensalões e pcs Farias, Fernandos Collor. malufs e outros todos soltos e livres. José Jenoino. e Aí Cadê eles.